segunda-feira, 6 de abril de 2026

Fundo Brasil-ONU para Amazônia apresenta resultados e lança novos projetos com apoio do Canadá


Quarta reunião do Comitê Diretor do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia apresentou resultados de três programas em andamento focados em jovens indígenas, regularização fundiária e resiliência socioambiental em áreas amazônicas.

Reunião também anunciou dois novos projetos focados no empoderamento de mulheres empreendedoras em bioeconomia e no enfrentamento do crime ambiental.

O Fundo Brasil-ONU é uma parceria entre o governo federal, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e a ONU que implementa projetos para criar alternativas socioeconômicas inclusivas e sustentáveis na região amazônica.

Os cinco projetos contam com a participação de UNICEF, UNFPA, ACNUR, UNESCO, OIT, OPAS/OMS, OIM, FAO, UNIDO, ONU Mulheres, UNODC, PNUMA e governos estaduais. 

Representantes de instituições parceiras do Fundo se reuniram em Brasília para discutir próximos passos e anunciar iniciativas pioneiras para a sustentabilidade da Amazônia.
Legenda: Representantes de instituições parceiras do Fundo se reuniram em Brasília para discutir próximos passos e anunciar iniciativas pioneiras para a sustentabilidade da Amazônia.
Foto: © ONU Brasil/Isadora Ferreira

O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia realizou nesta terça-feira (31/03), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a quarta reunião de seu Comitê Diretor, apresentando resultados de três programas em andamento e anunciando dois novos projetos para áreas amazônicas.

Participaram da reunião representantes da ONU Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), da Embaixada do Canadá, dos governos do Maranhão e de Rondônia, do Consórcio da Amazônia Legal e de diferentes agências, fundos e programas das Nações Unidas, além de instituições parceiras.

Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: 

“O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”

Novos projetos

A reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.

O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.

O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.

O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.

O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. 

Projetos em andamento

Os três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.

A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.

O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.

O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.

Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.

Sobre o Fundo

O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.

O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.

Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia



Ministério das Mulheres e UNFPA lançam cartilhas sobre Lei Maria da Penha e enfrentamento à violência sexual

Publicações serão distribuídas às Casas da Mulher Brasileira e redes de atendimento em todo o país. 

Os materiais de referência estão também disponíveis on-line, nas páginas do Governo do Brasil e da ONU Brasil. 


Cartilhas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas

Legenda: Cartilhas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas foram lançadas nesta segunda-feira (30/03) em Fortaleza - CE, durante o Encontro de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres.

O Ministério das Mulheres e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançaram, nesta segunda (30), duas cartilhas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. As publicações foram apresentadas durante o Encontro de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, realizado em Fortaleza - CE.

Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, as gestoras e profissionais da rede de atendimento são a linha de frente das políticas públicas e instrumentos como essas cartilhas fortalecem o trabalho que já acontece nos territórios e ampliam o alcance da proteção para mulheres e meninas: 

“São essas profissionais que acolhem, orientam e garantem que os direitos das mulheres saiam do papel e se concretizem na vida real. Ao oferecer materiais atualizados e acessíveis, ampliamos a capacidade de resposta do Estado e fortalecemos a rede de proteção em todo o país”.

Os materiais — uma reedição atualizada da cartilha sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e uma cartilha sobre enfrentamento da violência sexual contra mulheres e meninas —  serão disseminadas para as Casas da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs) e outras instituições da rede de atendimento, fortalecendo o acesso à informação e o trabalho das gestoras públicas nos territórios.

As cartilhas apresentam conteúdos em linguagem simples e acessível sobre direitos, serviços disponíveis e caminhos para buscar ajuda. O objetivo é ampliar o acesso à informação qualificada para mulheres em diferentes contextos do país e apoiar profissionais que atuam na prevenção e resposta à violência sexual e baseada no gênero.

“Quando a informação chega de forma clara e acessível, ela pode salvar vidas. Essas cartilhas traduzem direitos e serviços em linguagem simples e ajudam mulheres a reconhecer situações de violência e saber onde buscar ajuda”, explica a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes. 

A cartilha sobre a Lei Maria da Penha reúne informações atualizadas sobre os mecanismos da legislação, os serviços da rede de atendimento e orientações práticas para mulheres, profissionais e gestoras que atuam no enfrentamento da violência.

Já a cartilha sobre violência sexual oferece informações essenciais sobre direitos, bem como sobre os serviços de saúde e de proteção disponíveis. Ela orienta mulheres e meninas sobre como buscar apoio imediato, garantindo acesso rápido à rede de atendimento para cuidados de saúde, prevenção de gravidez indesejada, ISTs e HIV, e proteção legal, conforme assegurado pela Lei do Minuto Seguinte (Lei nº 12.845/2013), que prioriza a palavra da sobrevivente.

As duas publicações reforçam o compromisso do Ministério das Mulheres e do UNFPA com a promoção de uma sociedade mais justa, segura e livre de violência contra todas as mulheres e meninas.

Acesse as cartilhas:

Fortalecimento da rede de proteção

O lançamento ocorre durante o Encontro de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, que reúne representantes de estados e municípios responsáveis pela implementação de políticas públicas para mulheres em todo o país.

A iniciativa busca fortalecer a atuação da rede de proteção nos territórios, levando informações essenciais para profissionais que estão na linha de frente do atendimento a mulheres em situação de violência.

Para saber mais, siga o @unfpabrasil nas redes! 

NOTAS PARA EDITORES

Sobre o UNFPA

UNFPA é a agência das Nações Unidas para saúde sexual e reprodutiva, atuando em mais de 150 países para promover os direitos e escolhas de mulheres, meninas e jovens. Nosso trabalho garante que toda gravidez seja desejada, todo parto seja seguro e todo jovem possa alcançar seu pleno potencial.

Sobre o Ministério das Mulheres

Instituído em janeiro de 2023, o Ministério das Mulheres é o órgão do Governo do Brasil  responsável pela formulação, coordenação e execução de políticas e diretrizes de garantia dos direitos das mulheres em articulação intersetorial e transversal junto aos órgãos públicos nos três níveis de gestão (União, estados e municípios), entidades públicas e privadas e organizações da sociedade civil.


40 espécies migratórias ganham proteção em Conferência da ONU em Campo Grande

As Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, que reúne 132 países e a União Europeia, chegaram a um acordo histórico em Campo Grande (MS) sobre novos esforços de conservação e uma maior coordenação dos esforços existentes.

O acordo da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) acontece em um momento crítico, com as populações de diversas espécies de fauna migratória em declínio cada vez mais acentuado. 

Espécies que passam a contar com medidas novas ou reforçadas de proteção incluem a ariranha, o guepardo, a hiena-listrada, a coruja-das-neves e o tubarão-martelo-grande.

O Plano Regional de Ação para a Conservação da Onça-Pintada é um dos 10 planos firmados durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), realizada de 23 a 29 de março de 2026 em Campo Grande - MS.
Legenda: O Plano Regional de Ação para a Conservação da Onça-Pintada é um dos 10 planos firmados durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), realizada de 23 a 29 de março de 2026 em Campo Grande - MS.
Foto: © Vicentia Olarius.

Diante de novas evidências preocupantes de que diversas espécies migratórias estão cada vez mais próximas da extinção, governos de mais de 130 países e a União Europeia, reunidos na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias, concordaram em ampliar os esforços de conservação para 40 espécies e populações de aves, fauna aquática e animais terrestres.

Reunidas na capital do estado do Mato Grosso do Sul, as Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) adotaram, no último domingo (29), novas medidas para fortalecer os esforços globais ou regionais de conservação de espécies icônicas como a ariranha, o guepardo, a hiena-listrada, a coruja-das-neves, o tubarão-martelo-grande e várias espécies de aves marinhas que enfrentam declínios populacionais acentuados. 

As Partes concordaram em listar 40 espécies ou populações adicionais de espécies nos Anexos I (espécies em risco de extinção) ou II (espécies que necessitam de ação internacional coordenada), que agora abrangem mais de 1.200 espécies únicas sob a Convenção, em vigor há 47 anos. 

A coruja-das-neves é uma das espécies icônicas que passaram a contar com novos esforços de conservação, com o acordo firmado na COP15 da Convenção da ONU sobre Espécies Migratórias (CMS).
Legenda: A coruja-das-neves é uma das espécies icônicas que passaram a contar com novos ou ampliados esforços de conservação, com o acordo firmado na COP15 da Convenção da ONU sobre Espécies Migratórias (CMS).
Foto: © Pchoui/Getty Images Signature.

COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), com duração de uma semana, foi aberta em 23 de março com novas descobertas de que os principais indicadores para muitas espécies protegidas por tratados continuam apresentando tendência de queda, reforçando os alertas de que a perda de habitat, a exploração excessiva de recursos naturais e barreiras criadas por projetos de infraestrutura estão acelerando o declínio de espécies que atravessam fronteiras nacionais.

A Conferência também destacou a necessidade crescente de abordar ameaças como a mineração em águas profundas, as mudança climática, a poluição por plástico, o ruído subaquático, a matança ilegal de animais silvestres, a captura incidental na pesca e a poluição marinha.

A CMS COP15 começou com fortes alertas políticos e científicos: espécies migratórias estão em declínio acelerado e é necessária cooperação internacional para responder de forma eficaz.

Momentos marcantes da Conferência incluíram: 

  • Líderes científicos e políticos, incluindo os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Santiago Peña, do Paraguai, destacaram ameaças como fragmentação de habitats, captura incidental, abate ilegal e barreiras impostas por infraestruturas.
  • O relatório sobre o Estado das Espécies Migratórias do Mundo ressaltou que os principais indicadores de biodiversidade estão tendendo a ser negativos, com aumento do risco de extinção e declínio populacional.
  • As Partes enfatizaram a conectividade ecológica, a cooperação internacional, as parcerias ampliadas com a CITESIPBES e outros acordos multilaterais
  • Houve um esforço significativo para integrar o conhecimento indígena e local em considerações científicas, com um debate paralelo sobre como equilibrar o rigor científico com múltiplos sistemas de conhecimento

A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, afirmou: “Viemos a Campo Grande sabendo que as populações de metade das espécies protegidas por este tratado estão em declínio. Saímos com proteções mais robustas e planos mais ambiciosos, mas as próprias espécies não estão esperando pelo nosso próximo encontro. A implementação precisa começar amanhã. Proteções ampliadas para hiena-listrada, corujas-das-neves, ariranhas, tubarões-martelo e muitos outros demonstram que as nações podem agir quando a ciência está clara. Nosso dever agora é reduzir a distância entre o que combinamos e o que acontece no terreno para esses animais.”

O presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou: “Protegemos espécies que talvez nunca permaneçam dentro de nossas fronteiras. Investimos em um patrimônio natural que não possuímos, mas pelo qual todos somos responsáveis. Ao fazer isso, damos significado concreto à solidariedade global, reconhecendo que as espécies migratórias transcendem nações, jurisdições e gerações. Este é o espírito da CMS. E é por isso que ela é tão profundamente importante. Do Pantanal ao Ártico, dos oceanos às savanas, as espécies migratórias conectam o nosso planeta de maneiras que nenhum mapa político jamais poderia. Elas nos lembram que a integridade ecológica depende da continuidade, de fluxos que devem permanecer vivos, ininterruptos e resilientes”.

Com a conclusão da COP15, o Governo do Brasil agora assume a Presidência da COP da CMS e continuará impulsionando os esforços desta reunião para os próximos três anos, não apenas na América do Sul, mas também em todas as regiões do mundo, para a conservação das espécies migratórias e seus habitats.

A COP15 decidiu que a próxima conferência acontecerá na Alemanha. O Governo Federal da Alemanha — depositário da Convenção e anfitrião do Secretariado da CMS — ofereceu sediar a COP16 em Bonn em 2029. A COP16 coincidirá com o 50º aniversário da Convenção, também conhecida como Convenção de Bonn, assinada em Bonn em junho de 1979.

Para saber mais, siga @unep_pt nas redes e visite a página da COP15 da CMS: https://www.cms.int/cop15 

A hiena-listrada é uma das espécies que recebeu proteção adicional durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), em Campo Grande - MS.
Legenda: A hiena-listrada é uma das espécies que recebeu proteção adicional durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), em Campo Grande - MS.
Foto: © Anankkml/Getty Images.

Contatos para a imprensa: 

NOTAS PARA EDITORES

Sobre a Convenção de Espécies Migratórias (CMS)

Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CMS) é um tratado internacional juridicamente vinculante sob os auspícios das Nações Unidas. A CMS é um dos marcos globais mais importantes para a conservação da vida silvestre e desempenha um papel vital no enfrentamento da crise global da biodiversidade. 

Ao fomentar a colaboração internacional, apoiar pesquisas e desenvolver acordos e ações de conservação entre os Estados de Distribuição onde essas espécies são encontradas, a CMS garante a sobrevivência a longo prazo das espécies migratórias de animais silvestres e seus habitats, bem como os benefícios vitais que elas proporcionam. 

132 países, além da União Europeia, são Partes da CMS. Além disso, vários países não pertencentes assinaram um ou mais Acordos CMS vinculativos para proteger espécies migratórias. 

Resumo dos resultados da COP15 da CMS

15 novas Ações Concertadas aprovadas:

  • Chimpanzé (Pan troglodytes) Diversidade Comportamental e Culturas
  • Morcego-frugívoro-cor-de-palha (Eidolon helvum)
  • Lince-eurasiático (Lynx lynx)
  • Hiena-listrada (Hyaena hyaena)
  • Cachalote (Physeter macrocephalus) do Pacífico Tropical Oriental
  • Franciscana (Pontoporia blainvillei)
  • Golfinho-nariz-de-garrafa-de-Lahille (Tursiops truncatus gephyreus)
  • Albatroz-das-antípodas (Diomedea antipodensis)
  • Pardela-de-patas-rosadas (Ardenna carneipes)
  • Pelicano-de-Humboldt (Pelecanus thagus)
  • Pluvianelo (Pluvianellus socialis)
  • Tubarão-tigre-da-areia (Carcharias taurus)
  • Tubarão-peregrino (Cetorhinus maximus)
  • Tubarão-azul (Prionace glauca)
  • Todas as espécies de Arraia Demônio e Manta (Mobulidae)

10 Planos de Ação Focados em Espécies:

  • Plano Regional de Ação para a Conservação da Onça-pintada
  • Plano de Ação para Espécie Única para a Subpopulação do Tubarão-topo no Atlântico Nordeste e Mediterrâneo
  • Plano de Ação Multiespécies para o Bagre Migratório Amazônico
  • Plano de Ação de Espécie Única para Enguia Europeia
  • Plano de Manejo de Conservação para Baleias-Jubarte do Mar Arábico
  • Plano de Ação Multiespécie para Abetardas
  • Plano Global de Ação Águia das Estepes
  • Plano de Ação para Aves Terrestres Migratórias na Região Africano-Eurasiática
  • Planos de Ação para Aves
  • Conservação dos Urubus-Africano-Eurasiáticos

Iniciativa global para enfrentar as crescentes pressões causadas pela captura ilegal e insustentável de espécies migratórias

Novos estudos científicos e ferramentas inovadores anunciados, incluindo:



quarta-feira, 1 de abril de 2026

Os produtos mais icônicos da Apple

🔴 1976 — Apple I: kit inicial que marcou a fundação

🔴 1977 — Apple II: primeiro sucesso comercial em larga escala
🔴 1984 — Macintosh: populariza interface gráfica e mouse
🔴 1998 — iMac: reposiciona a marca com design e simplicidade
🔴 2001 — iPod: revoluciona o consumo de música portátil
🔴 2007 — iPhone: redefine smartphones e impulsiona crescimento
🔴 2010 — iPad: inaugura nova categoria entre celular e PC
🔴 2015 — Apple Watch: entrada em dispositivos vestíveis
🔴 2020 — Apple Silicon (M1): chips próprios para Macs

Fonte: Revista Exame.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Florianópolis é escolhida como uma das 20 cidades líderes em resíduo zero do mundo

A capital do estado de Santa Catarina foi escolhida pelas Nações Unidas uma das "20 Cidades Rumo ao Resíduo Zero" por suas iniciativas inovadoras para reduzir resíduos sólidos urbanos e promover a economia circular.

A iniciativa é do Conselho Consultivo do Secretário-Geral da ONU sobre Resíduo Zero, com apoio do PNUMA e ONU-Habitat. 

A ONU assinala o Dia Internacional do Resíduo Zero em 30 de março; o tema deste ano é o desperdício de alimentos. Todos os dias, o suficiente para preparar 1 bilhão de refeições é jogado fora — enquanto 9 por cento da humanidade passa fome.

Marcando o Dia Internacional do Resíduo Zero, em 30 de março, 20 cidades ao redor do mundo foram nomeadas as primeiras 20 Cidades Rumo ao Resíduo Zero, uma iniciativa liderada pelo Conselho Consultivo do secretário-geral da ONU sobre Resíduo Zero, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

A iniciativa destaca cidades demonstrando abordagens ambiciosas e inovadoras para reduzir resíduos, avançar soluções de economia circular e construir sistemas urbanos mais sustentáveis, resilientes e inclusivos.

As cidades selecionadas são:

Accra (Gana), Bolonha (Itália), Chefchaouen (Marrocos), Dar es Salaam (Tanzânia), Cidade de Dehiwala (Sri Lanka), Florianópolis (Brasil), Gaziantep (Turquia), George Town (Malásia), Cidade de Hangzhou (China), Cidade de Iloilo (Filipinas), Kisumu (Quênia), Kuala Lumpur (Malásia), Lilongwe (Maláui), San Fernando (Filipinas), San Francisco (Estados Unidos), Cidade de Sanya (China), Cidade de Suzhou (China), Varkala (Índia), Cidade de Yokohama (Japão) e Zapopan (México).

A humanidade gera mais de 2,1 bilhões de toneladas de resíduos sólidos municipais anualmente, tornando as cidades uma parte vital dos esforços globais para enfrentar a crise de resíduos e seus impactos no clima, biodiversidade, saúde pública e meios de subsistência.

A iniciativa 20 Cidades Rumo ao Resíduo Zero tem como objetivos:

  • Reconhecer a liderança e a inovação das cidades.
  • Promover a troca de boas práticas e lições aprendidas.
  • Inspirar outras cidades a acelerar sua transição rumo ao resíduo zero.
  • Apoiar a implementação de abordagens de economia circular em nível local.
O desperdício de alimentos equivale a um quinto de toda a comida disponível para os consumidores. O problema está impactando, de forma negativa, as pessoas e o meio ambiente. 60% desse desperdício de alimentos ocorre nos lares. O resto é gerado pela larga escala de prestadores de serviços e comércio, como prova de um sistema ineficiente de comida que vai desde a produção, passa pela distribuição e chega ao consumo.
Legenda: O desperdício de alimentos equivale a um quinto de toda a comida disponível para consumidores. O problema está impactando, de forma negativa, as pessoas e o meio ambiente. 60% do desperdício de alimentos ocorre nos lares; o restante é gerado nos setores de serviços e comércio, demonstrando ineficiências sistêmicas que vão desde a produção, passam pela distribuição e chegam ao consumo de alimentos.

Embora ainda enfrentem desafios para o descarte apropriado dos resíduos sólidos, as cidades selecionadas estão implementando uma ampla gama de soluções, incluindo prevenção de resíduos alimentares, gestão de resíduos orgânicos, sistemas de reutilização e reabastecimento, modelos inclusivos de reciclagem que apoiam trabalhadores informais, políticas para reduzir produtos de uso único e iniciativas de engajamento comunitário para promover mudanças de comportamento.

O vice-presidente do Conselho Consultivo do Secretário-Geral da ONU sobre Resíduo Zero, José Manuel Moller, disse: 

"Essas 20 cidades importam, não porque tenham os melhores roteiros no papel, mas porque estão transformando ambição em ação. O que os diferencia é a disposição em implementar soluções reais, desde a segregação e compostagem por fontes até sistemas de reutilização, inclusão no setor informal e engajamento dos cidadãos. Eles estão mostrando que resíduo zero não é uma visão distante nem um exercício de comunicação. É prático, local e realizável quando as cidades lideram pelo exemplo. Em um momento em que muitos ainda estão planejando, essas cidades estão provando que a implementação é o verdadeiro teste de liderança."

A diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, afirmou: "Soluções para poluição e resíduos são oportunidades para reinventar nossas economias por meio da inovação, circularidade e equidade. Desde fortes modelos de responsabilidade do produtor em São Francisco (EUA) e Suzhou City (China), até sistemas de reabastecimento em Bolonha (Itália) e a inclusão de coletores de resíduos em Kuala Lumpur (Malásia) e Zapopan (México), as 20 Cidades Resíduo Zero são prova disso."

"Elogiamos a liderança e o compromisso de seus cidadãos, autoridades e do setor privado. Essas cidades podem inspirar comunidades ao redor do mundo a acelerar a ação contra a crise da poluição e dos resíduos", acrescentou.

A diretora-executiva do ONU-Habitat, Anacláudia Rosbach, disse: "As cidades estão na linha de frente da transição para o resíduo zero. Governos locais e regionais estão gerenciando sistemas de resíduos; remodelando as economias locais, influenciando padrões de consumo e avançando soluções inclusivas que integram trabalhadores informais e comunidades."

"Esta iniciativa ressalta o papel fundamental das cidades como implementadoras de mudanças. Demonstra como a ação local, quando apoiada por uma governança forte e parcerias, pode acelerar a mudança rumo a sistemas urbanos mais resilientes, circulares e inclusivos", acrescentou.

A iniciativa contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e ODS 13 (Ação Climática). As cidades selecionadas serão formalmente reconhecidas em conexão com o Dia Internacional do Resíduo Zero e apresentadas em plataformas globais para compartilhar experiências e inspirar ações futuras.

Dia Internacional do Desperdício Zero 2025
Legenda: Comemoração do Dia Internacional do Desperdício Zero 2025 no salão da Assembleia Geral das Nações Unidas. O evento foi organizado em 27 de março de 2025 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pelo ONU-Habitat, em colaboração com a Missão Permanente da República da Turquia junto às Nações Unidas e a Fundação Desperdício Zero.
Foto: © ONU/Evan Schneider.

À medida que as populações urbanas crescem, a liderança dessas cidades destaca o papel fundamental dos governos locais na transição rumo a um futuro circular e de resíduo zero.

Para saber mais, visite a página do Dia Internacional do Resíduo Zero e acompanhe a cobertura da ONU News em português: https://news.un.org/pt/story/2026/03/1852733 

Fonte: ONU Brasil