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A força de Nossa Terra é o Trabalho de Nossa Gente!
Motoristas que pretendem trafegar pela PR-438 neste domingo (26) devem ficar atentos. Um trecho da rodovia será totalmente interditado por aproximadamente sete horas para a realização da remoção da carga de um caminhão que transportava líquido inflamável.
A interdição ocorrerá no km 60 da PR-438, entre Ponta Grossa e o distrito de Guaragi, nas proximidades do trevo de acesso à PR-151. A operação é necessária para garantir a segurança durante a retirada da carga, reduzindo os riscos associados ao manuseio do material inflamável.
De acordo com o comando da 5ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPRv), os condutores que precisarem utilizar a rodovia deverão programar seus deslocamentos com antecedência, optando por horários alternativos ou rotas diferentes durante o período de bloqueio.
A recomendação é que os motoristas acompanhem as orientações das equipes que atuarão no local e respeitem a sinalização implantada durante a operação.
Local da interdição:
O local aproximado da interdição pode ser consultado pelo Google Maps:
https://maps.app.goo.gl/pC9KSdCYZu9Fphas5
Ao longo de sua trajetória, Juca Andrade dedicou sua vida ao serviço público e à defesa dos trabalhadores rurais. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rebouças, cargo em que atuou na representação da categoria e na defesa dos direitos do homem e da mulher do campo. Também exerceu os cargos de secretário municipal de Agricultura, secretário municipal de Urbanismo e vereador, além de ter atuado como assessor parlamentar do deputado estadual Aliel Machado (PV).
Reconhecido pelo compromisso com a comunidade, Juca construiu uma trajetória marcada pelo diálogo, pela atuação em favor do desenvolvimento rural e pela defesa dos interesses da população reboucense. Sua participação em diferentes funções públicas e institucionais fez dele uma figura de referência na política local.
Em nota oficial, a Prefeitura de Rebouças destacou a contribuição de Juca Andrade para o município e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade.
"Neste momento de tristeza, a Administração Municipal presta suas sinceras condolências aos familiares, amigos e a toda a comunidade reboucense, desejando força e conforto diante desta irreparável perda", afirma o comunicado.
Hoje, honramos a vida e o legado de Nelson Mandela, uma figura fundamental da paz, da reconciliação, da justiça e dos Direitos Humanos.
O tema deste ano relembra-nos que Nelson Mandela foi também um empenhado defensor da igualdade e da erradicação da pobreza.
Vivemos num mundo onde as desigualdades estão se aprofundando.
Onde a riqueza se acumula desproporcionalmente na mão de alguns sortudos, enquanto muitos outros lutam para conseguir pagar as suas necessidades básicas, como alimentação, água, abrigo e educação.
E onde anos de progresso na luta contra a pobreza foram travados por conflitos, choques econômicos e desastres climáticos.
Como Nelson Mandela, podemos todos contribuir na construção de economias justas e de sociedades inclusivas:
Ao investir no trabalho digno, na cobertura universal de saúde, na qualidade de educação e nos sistemas de proteção social.
Ao aumentar o financiamento e ao apostar na reforma da arquitetura financeira internacional, os países em desenvolvimento conseguirão os fundos e o alívio da dívida que necessitam.
E ao construir economias alicerçadas em energias renováveis, para as pessoas e para o planeta.
Sempre me inspirei na vida do Nelson Mandela e na sua convicção de que quando as pessoas se unem, nada é impossível.
O futuro está em nossas mãos.
Hoje e todos os dias, vamos levar mais longe a visão de Nelson Mandela de um mundo mais justo, inclusivo, igualitário e pacífico.
Para saber mais, acesse a página especial da ONU Brasil para o #MandelaDay e acompanhe a cobertura da ONU News em português.
Após quase duas décadas de batalha judicial, transnacional do agronegócio é responsabilizada civilmente por subsidiar milícia armada que executou o camponês Keno e baleou a agricultora Isabel Cardin em ocupação contra transgênicos ilegalmente plantados no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.
CURITIBA (PR) – Após uma batalha judicial que se estendeu por 19 anos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a responsabilidade civil e a obrigatoriedade de pagamento de indenizações pela multinacional Syngenta em decorrência do assassinato do agricultor Sem Terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno, e da tentativa de homicídio da agricultora Isabel Maria Cardin. Os crimes foram cometidos em 21 de outubro de 2007 por uma empresa de segurança privada contratada pela transnacional, atuando como milícia armada contra um protesto pacífico em Santa Tereza do Oeste (PR).
O cumprimento da sentença foi homologado após o STJ manter a condenação por responsabilidade objetiva da empresa. Os pagamentos das indenizações por danos morais, materiais e estéticos foram efetivados no início de fevereiro de 2026. A decisão do Poder Judiciário fixou um precedente histórico ao reconhecer que o direito de propriedade não pode, sob nenhuma circunstância, se sobrepor ao direito fundamental à vida.
O crime e a denúncia contra os transgênicos
O ataque violento ocorreu durante uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina que reunia cerca de 200 pessoas. O objetivo do ato era denunciar que a Syngenta realizava experimentos ilegais com sementes modificadas em uma área de 123 hectares situada na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu — contrariando o plano de manejo que proibia a manipulação genética a menos de 10 km do patrimônio natural. Na época, a transnacional já havia sido autuada e multada pelo Ibama em R$ 1 milhão pelas irregularidades.
No dia do crime, um grupo de aproximadamente 40 homens armados, composto por agentes da empresa NF Segurança e pistoleiros, invadiu o local. Keno e Isabel estavam na guarita do espaço e foram baleados sem chance de resistência. O camponês foi executado com tiros no peito e na perna. Isabel foi rendida de joelhos e baleada na cabeça, braço e tórax; ela sobreviveu, mas carrega sequelas permanentes, como a perda da visão de um olho e da mobilidade do braço. Dois meses após o crime, a Justiça Federal confirmou a total ilegalidade das pesquisas que a empresa realizava na área. Desde 2009, o local abriga o Centro de Pesquisas em Agroecologia Valmir Mota de Oliveira.
Vozes da Luta: O alívio e o significado político
Para as vítimas e os movimentos sociais, o desfecho financeiro é secundário diante do peso político de ver uma gigante do agronegócio ser responsabilizada na Justiça.
"Foi uma luta assim que nós, enquanto movimento, enquanto MST, a gente conquistou. Não foi só eu e nem meus filhos que ganhou. Eu nunca perdi a esperança que a Syngenta um dia ia ser condenada. Pra mi foi um alívio muito grande que aconteceu isso agora, e saber que de uma forma ou de outra ela pagou. O bom é que eles [Judiciário] viram que nós não deixamos o Keno ser esquecido. O MST nunca me abandonou. E o MST jamais abandona uma família que passou por isso."
— Iris de Oliveira, viúva de Keno, que tinha 34 anos e deixou três filhos.
"Eu acho que o mais importante não foi nós receber a indenização, é uma questão financeira, mas sim a vitória do povo trabalhador. Isso é o mais importante. Sempre quem ganha é o lado mais forte. Dessa vez o trabalhador venceu. Espero que muitas e muitas outras vezes o trabalhador continue vencendo essas batalhas judiciais. A sociedade agora pode saber que essa empresa perdeu, foi condenada, numa questão onde ela perdeu para pessoas humildes, para pessoas trabalhadoras. Hoje já consigo dormir sabendo que a justiça foi feita. Essa questão de que a justiça fosse feita, especialmente pelo Keno, é onde me dava força para poder continuar nessa luta."}
— Isabel Cardin, agricultora sobrevivente do ataque.
Precedente contra a impunidade corporativa
A morosidade da Justiça — que levou quase 20 anos para concluir a esfera civil e viu a ação penal contra os executores ser arquivada pelo Ministério Público sob a justificativa de "violação da duração razoável do processo" — foi duramente criticada pelas entidades. No entanto, o resultado final consolida uma importante vitória contra a impunidade corporativa no campo.
"A condenação da transnacional Syngenta é um caso excepcional, pois, em regra, as empresas recorrem a todos os meios para impedir que o Estado as puna por seus crimes. Ainda assim, depois de muita luta e da realização de campanhas, só foi possível obter justiça 19 anos após os fatos — uma demora injustificável. O caso servirá de precedente para outras lutas contra graves violações de direitos humanos praticadas por grandes empresas."
— Darci Frigo, coordenador executivo da Terra de Direitos.
"A decisão tem um significado profundo para o Movimento por se tratar de uma das grandes transnacionais do agronegócio e que vem cometendo há anos crime no mundo inteiro de envenenamento da terra, da água, dos alimento, causando vários transtornos na saúde das pessoas. Nos dá a certeza que vale a pena a gente batalhar, vale a pena a gente lutar para fazer com que seja feita a justiça nos crimes que são cometidos contra as pessoas, contra as humanidades."
— José Damasceno, integrante da direção do MST-PR.
Violência e transgênicos: Um cenário atual
As organizações alertam que o desfecho do caso Keno ocorre em um momento de persistente violência no campo. Dados da pesquisa Linha de Frente, realizada pela Terra de Direitos e Justiça Global, revelam que agentes privados foram autores de violência em 62,1% dos casos mapeados entre 2023 e 2024, acumulando 131 episódios de violência contra trabalhadores camponeses no período. A recente articulação do grupo "Invasão Zero" e o assassinato da liderança indígena Nega Pataxó na Bahia evidenciam a atualidade do uso de milícias rurais pelo agronegócio.
Da mesma forma, a liberação comercial de novos organismos modificados sem o princípio da precaução segue em pauta no país, como ocorreu com a liberação do cultivo do trigo transgênico (HB4) pela CTNBio. Paralelamente, a Syngenta acumula novos processos, enfrentando ações civis públicas da AGU e do Ibama por adulteração de agrotóxicos no Brasil e ações coletivas internacionais — como a movida no Canadá que vincula o uso de seu herbicida Paraquat ao desenvolvimento da doença de Parkinson em agricultores.
Seminário em Curitiba celebra o legado
Para marcar o desfecho da batalha jurídica e honrar a memória da resistência camponesa, a programação da 23ª Jornada de Agroecologia do Paraná contará com o Seminário Keno, Presente! A resistência camponesa na luta pela terra, agroecologia e contra os transgênicos.
O evento debaterá a soberania alimentar e as estratégias de proteção aos defensores de direitos humanos e da terra.
Data: 20 de junho de 2026
Horário: 18h
Local: Sala PA-07, Prédio de Ciências Exatas da UFPR (Centro Politécnico), Curitiba/PR.
Realização: MST Paraná e Terra de Direitos.
Fonte: Terra de Direitos