terça-feira, 26 de maio de 2026

Programação do Mercado Público Barrageiro - Foz do Iguaçu - 27 a 31 de Maio de 2026

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ONU: América Latina sofre efeitos do aumento da temperatura terrestre e oceânica, ciclo hidrológico mais instável e recuo das geleiras

Ondas de calor recordes, secas persistentes, chuvas extremas e ciclones tropicais devastadores afetaram comunidades e economias de toda a América Latina e do Caribe em 2025, aponta novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) lançado na segunda (18). 

O relatório sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025 alerta que as condições meteorológicas e climáticas cada vez mais extremas tem afetado os sistemas agroalimentares do continente. 

Legenda: Moradores em rua alagada pela enchente no município de Eldorado do Sul. Porto Alegre (RS), 20/06/2024.
Foto: © Bruno Peres_Agência Brasil

Mensagens-chave:

  • O calor recorde representa um agravamento dos riscos à saúde pública
  • Um ciclo hidrológico mais extremo significa o aumento da seca ou de inundações
  • Furacões que se intensificam rapidamente colocam à prova preparação e resposta
  • O recuo das geleiras ameaça o abastecimento de água a longo prazo
  • Condições meteorológicas e climáticas extremas afetam os sistemas agroalimentares

Ao longo das costas do Atlântico, o nível do mar está subindo mais rapidamente do que a média global em algumas regiões do Atlântico tropical e do Caribe. A acidificação e o aquecimento contínuos dos oceanos estão agravando os riscos para os ecossistemas marinhos e a pesca, de acordo com o relatório da OMM sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025.

“Os sinais de uma mudança climática são inconfundíveis em toda a América Latina e no Caribe, desde a aceleração do derretimento das geleiras e o aumento do nível do mar até a rápida intensificação de ciclones tropicais, calor extremo, inundações e secas”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

“Este relatório mostra que, embora os riscos estejam aumentando, também cresce nossa capacidade de antecipar e agir para salvar vidas e proteger meios de subsistência”, disse a líder da OMM. 

Isso ficou evidente com o furacão Melissa, em outubro de 2025 — o primeiro furacão de categoria 5 registrado a atingir a Jamaica. O evento causou 45 mortes e prejuízos econômicos de aproximadamente 8,8 bilhões de dólares americanos, mais de 41% do PIB. Embora o Melissa não tivesse precedentes históricos, as autoridades jamaicanas utilizaram modelos de risco de alta qualidade para orientar medidas financeiras preventivas e a preparação para desastres, o que limitou o número de vítimas e ajudou a ilha a lidar com a situação.

Outro grande risco é o calor extremo, que representa um fardo cada vez maior para a saúde pública. Em 2025, ondas de calor recorrentes e intensas — com temperaturas bem acima de 40 °C — afetaram grandes partes da América do Norte, Central e do Sul. Há, portanto, uma necessidade urgente de incorporar inteligência climática ao planejamento de saúde e à preparação para emergências, bem como de integrar alertas meteorológicos antecipados aos gatilhos de saúde pública.

Muitos países não publicam rotineiramente dados de mortalidade por calor com causa específica. Estima-se que haja aproximadamente 13.000 mortes atribuíveis ao calor anualmente (média em 17 países entre 2012 e 2021). Isso sugere uma subestimação significativa da mortalidade relacionada ao calor e há a necessidade de relatórios mais precisos, de acordo com o relatório.

O relatório também examina como os sistemas agroalimentares estão expostos a climas extremos e choques climáticos, com impactos simultâneos na produção agrícola, nos meios de subsistência rurais, no acesso aos alimentos e no funcionamento do mercado.

O relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 foi lançado no Auditório Olacyr de Moraes, no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília, Brasil. Ele fornece informações confiáveis sobre os principais indicadores climáticos, impactos e riscos, bem como sobre os principais eventos extremos regionais, incluindo ciclones tropicais, ondas de calor, chuvas intensas e secas, e ondas de frio.

“Essas conclusões são profundamente preocupantes. Mas também mostram por que nosso trabalho é importante. Informações climáticas não se resumem apenas a dados. Trata-se de pessoas”, disse Celeste Saulo.

“Trata-se de proteger as comunidades contra inundações, secas, furacões, ondas de calor e outros desastres. Trata-se de agricultores planejando suas safras, autoridades de saúde se preparando para riscos relacionados ao calor e comunidades costeiras se preparando para o aumento do nível do mar”, disse.

“O Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 não é apenas uma publicação científica. É um chamado à ação. Ele nos exorta a fortalecer as observações, investir em serviços, preencher lacunas de alerta antecipado e garantir que as informações climáticas cheguem àqueles que mais precisam delas”, disse Celeste Saulo.

Temperaturas

Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 - Organização Meteorológica Mundial (OMM)
Foto: © Organização Meteorológica Mundial (OMM)

Dos quatro períodos de 30 anos analisados no relatório, o período de 1991 a 2025 apresenta a tendência de aquecimento mais acentuada desde o início dos registros, em 1900: cerca de 0,26 °C por década na América do Sul e 0,25 °C por década na América Central e no Caribe. O México registrou a taxa de aquecimento mais rápida, cerca de 0,34 °C por década entre 1991 e 2025.

A temperatura média anual da superfície em 2025 ficou entre a quinta e a oitava mais quente já registrada.

Houve calor recorde em toda a região, incluindo 52,7 °C em Mexicali (México) – novo recorde nacional – e várias ondas de calor que ultrapassaram 40 °C–45 °C em toda a América Central. Muitos locais na América do Sul também registraram temperaturas acima de 40 °C, com 44 °C no Rio de Janeiro (Brasil) e 44,8 °C em Mariscal Estigarribia (Paraguai).

Precipitação

Nos últimos 50 anos, aproximadamente, as chuvas na América Latina e no Caribe tornaram-se mais extremas – oscilando entre secas e inundações, com períodos de seca mais longos e eventos de chuva mais intensos.

Chuvas intensas aumentaram na América Central e no norte da América do Sul (por exemplo, na Colômbia, na República Bolivariana da Venezuela e na região amazônica). O sudeste da América do Sul (sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina) também registrou um aumento na precipitação anual e inundações mais frequentes.

O Chile central, o nordeste do Brasil e algumas áreas da América Central e do Caribe estão se tornando mais secos. A região amazônica apresenta um quadro misto, com estações secas mais longas, estações chuvosas mais intensas e maior frequência de secas no sul e no leste da Amazônia.

Em 2025, chuvas extremas e inundações provocaram graves impactos humanitários, incluindo mais de 110.000 pessoas afetadas no Peru e no Equador (inundações de março), 83 mortes no México (inundações de outubro) e deslizamentos de terra generalizados e danos à infraestrutura.

Junho de 2025 foi o mês mais chuvoso já registrado no México. Apesar disso, a seca assolou as regiões norte e central do México – cobrindo até 85% do país em seu pico e criando uma crise hídrica para as plantações e reservatórios. Houve grave escassez de água no Caribe e déficits de precipitação superiores a 40% em partes do sul da América do Sul, contribuindo para perdas agrícolas e risco de incêndios florestais.

Recuo das geleiras

Foto: © Organização Meteorológica Mundial (OMM)

As geleiras andinas constituem uma importante reserva hídrica para cerca de 90 milhões de pessoas, fornecendo água doce para consumo doméstico, energia hidrelétrica, agricultura e indústria.

Conjuntos de dados recentes sobre o balanço de massa das geleiras globais mostram perdas aceleradas nas altas montanhas do sul dos Andes, bem como nas geleiras tropicais em regiões de baixa latitude, como Colômbia e Equador.

A convergência entre a perda acelerada de gelo, o aumento da demanda por água e a capacidade limitada de adaptação – particularmente entre as comunidades rurais andinas – torna o futuro da reserva hídrica andina um dos desafios mais urgentes para a segurança hídrica na América Latina.

Oceano

Foto: © Organização Meteorológica Mundial (OMM)

A América Latina é responsável por 8,8% do litoral mundial. O oceano está absorvendo o excesso de calor e o dióxido de carbono proveniente das atividades humanas. A acidificação e o aquecimento oceânicos resultantes, combinados com a desoxigenação, estão afetando os ecossistemas marinhos e os recifes de corais, prejudicando a pesca e as economias locais.

Em 2025, o pH da superfície do oceano continuou a diminuir (acidificação), atingindo um nível recorde de baixa em grandes partes do Atlântico e do Pacífico adjacentes à região.

Ocorreram ondas de calor marinhas extremas no Golfo do México e no Mar do Caribe, bem como na área oceânica adjacente ao Chile.

Ao longo das costas voltadas para o Atlântico, as taxas de elevação do nível do mar estão excedendo a média global em partes do Atlântico tropical e do Caribe.

Para saber mais, siga @wmo_omm nas redes e acesse o relatório na íntegra na página da OMM: https://wmo.int/resources/publication-series/state-of-climate-latin-america-and-caribbean/state-of-climate-latin-america-and-caribbean-2025 

“Chega de desculpas. Chega de esperar que os outros se movam primeiro. Simplesmente não há mais tempo para isso. Ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius e evitar o pior da mudança climática. Mas somente com ações climáticas drásticas e imediatas.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, durante a coletiva de imprensa sobre o clima realizada em 27 de julho de 2023.

Confira dicas da campanha da ONU Brasil pela ação climática

📢 Pressione as autoridades a adotarem políticas e práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e investirem nas capacidades de adaptação de nossas cidades aos efeitos da mudança do clima. 

♻️  Faça escolhas sustentáveis no seu dia a dia e coloque em prática os cinco pilares do conceito do #ResíduoZero: repense, recuse, reduza, reutilize, recicle.  

🌳 Procure obter mais informações sobre as cadeias de produção, e dê preferência a produtos e empresas que adotam práticas sustentáveis, incluindo a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade. 

🗣️ Informe-se e compartilhe conhecimento com pessoas próximas e familiares. Conscientização é o primeiro passo para a mudança

💚 Apoie e participe de iniciativas e organizações que atuam para a restauração de ecossistemas degradados pela ação humana. 

Para mais informações, acesse a página da ONU Brasil para #EducaçãoAmbiental e siga @unep_pt@nacoesunidas e @onubrasil nas redes sociais. 


Consultoria Ambiental em Foz do Iguaçu?
Paraná Plan Soluções Ambientais
(44) 92002-4779

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O Paraná precisa respeitar a liberdade religiosa, diz Goura


Um contigente de 14 viaturas interrompeu a cerminônia e fez com que as 13 pessoas que participavam saíssem do local para "esclarecimentos" em meio a uma forte chuva.

Estou articulando junto ao comando da PMPR e liderança dos povos de terreiro um encontro para discutir essa situação, para que não volte a se repetir.

Minha solidariedade ao terreiro Guerreiros do Vento e a todos que vêm sofrendo com casos de intolerância religiosa.

Saiba mais

https://www.instagram.com/p/DYSbbKRgqt7/

Áudio de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro

 


Fonte: The Intercept Brasil

quinta-feira, 30 de abril de 2026

ONU convoca agentes de mudança para o Prêmio de Ação dos ODS 2026

O Prêmio de Ação dos ODS reconhece iniciativas e indivíduos que impulsionam mudanças transformadoras por meio da criatividade e inovação, contribuindo para o avanço dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na edição de 2026, serão selecionados finalistas e vencedores de três categorias: Prêmio Resiliência, Prêmio Agente de Mudança e Prêmio Criatividade. Em 2025, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora do Prêmio Resiliência. 

As candidaturas estão abertas até 17 de maio de 2026 e devem ser enviadas por meio da plataforma oficial: https://sdgactionawards.org

Finalistas e vencedores do Prêmio de Ação dos ODS 2025 na Cerimônia de Premiação em Roma, Itália.
Legenda: Finalistas e vencedores da edição de 2025 Prêmio de Ação dos ODS na Cerimônia de Premiação em Roma, Itália. Nascida nas favelas brasileiras e ativa em todos os estados brasileiros e em mais de 60 países, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora do Prêmio de Ação dos ODS 2025, na categoria Resiliência.
Foto: © SDG Action Campaign/Edwin Nyaika.

Em uma época de crescentes desafios globais, o progresso depende das pessoas que optam por agir agora. Com esse espírito, a Campanha da ONU de Ação dos ODS lança a edição de 2026 do Prêmios de Ação dos ODS: Heróis do Amanhã, com inscrições abertas até 17 de maio de 2026.

Em comunidades e países por todo o mundo, pessoas e iniciativas estão impulsionando mudanças muitas vezes invisíveis, mas de profundo impacto. Trabalhando frequentemente em silêncio, contra todas as adversidades para construir um futuro sustentável, justo e pacífico, os heróis e as heroínas de amanhã nos lembram que sempre há esperança e que o progresso começa com as pessoas.

“Os Heróis e as Heroínas do Amanhã são pessoas destemidas. Elas carregam a esperança não como um sentimento, mas como uma força para a ação. Deixemo-nos inspirar pelo poder das possibilidades, porque o futuro não é algo que narramos, é algo que moldamos juntos.”  Marina Ponti, diretora global da Campanha da ONU de Ação dos ODS

O Prêmio 2026 reconhece esses esforços em três categorias:

  • Prêmio Agente de Mudança homenageia indivíduos que lideram ações coletivas em prol da justiça, da igualdade e da paz. 

  • Prêmio Criatividade homenageia iniciativas que inspiram esperança e ação por meio da expressão visual, da arte e da inovação. 

  • Prêmio Resiliência homenageia iniciativas que fortalecem a resiliência diante de conflitos, desigualdades ou da mudança climática.

Todos os anos, um painel internacional de jurados avalia uma média de 5 mil inscrições de 190 países, selecionando as três mais importantes que inspiram mudanças em todo o mundo. 

Como se inscrever

Para se inscrever no Prêmio Criatividade ou Resiliência, ou para nomear uma pessoa ou organização ao Prêmio Agente de Mudança, acesse a página oficial de inscrições: https://sdgactionawards.org/apply/

O prazo final para inscrições se encerra em 17 de maio de 2026, domingo, às 19h (horário de Brasília).  

Brasil foi destaque no Prêmio de 2025 

Nascida nas favelas brasileiras e ativa em todos os estados brasileiros e em mais de 60 países, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora global da edição de 2025 do Prêmio, na categoria Resiliência.

Nascida no Brasil, a Central Única das Favelas (CUFA) envolve milhões de pessoas em todo o mundo e transforma as favelas em centros de talento, criatividade e inovação.
Legenda: Nascida no Brasil, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora global da edição de 2025 do Prêmio da ONU de Ação dos ODS, na categoria Resiliência. A CUFA envolve milhões de pessoas em todo o mundo e transforma as favelas em centros de talento, criatividade e inovação. Na foto, evento de premiação da Taça das Favelas, organizada pela CUFA.
Foto: © CUFA.

Prêmio Resiliência foi um reconhecimento global aos esforços da CUFA de transformar adversidade em ação diante de desafios sistêmicos, ambientais e sociais. O presidente da CUFA Global, Marcus Vinícius Athayde, afirmou: 

“Estar entre os finalistas de uma premiação tão relevante é o reconhecimento do trabalho coletivo de milhares de lideranças e moradores de favelas no Brasil e no mundo. A CUFA é um exemplo de resiliência cotidiana, de quem transforma vulnerabilidade em potência.”

Prêmio Agente de Mudança 2025 foi concedido a Jîn Dawod, que transformou sua experiência como refugiada síria em apoio à saúde mental para comunidades deslocadas em 26 países, e Julienne Lusenge, defensora de direitos humanos que apoia sobreviventes de violência de gênero e promove a construção da paz na República Democrática do Congo. Já o Prêmio Criatividade foi concedido à iniciativa Smartel, da Nigéria, que busca fortalecer a segurança alimentar no continente africano. A organização utiliza a hidroponia para ampliar oportunidades de geração de renda para mulheres, jovens e pequenos agricultores.

Para mais informações, siga @sdgaction nas redes e visite a página do Prêmio de Ação dos ODS: https://sdgactionawards.org/

Contato para a imprensa:

NOTAS PARA EDITORES

Sobre o Prêmio de Ação dos ODS 

O Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã é promovido pela Campanha da ONU de Ação dos ODS, uma iniciativa especial do secretário-geral da ONU, sediada no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Bonn, na Alemanha. 

Os vencedores do Prêmio de 2026 serão revelados na Cerimônia do Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã, em Roma, Itália, em 29 de outubro de 2026, com a presença de dignitários globais, líderes empresariais, artistas e influenciadores. A cerimônia será transmitida mundialmente pela Rai, emissora nacional da Itália e parceira de mídia oficial, e pela UN WebTV. Antes da cerimônia de premiação, nove finalistas são convidados para um programa de treinamento, incluindo eventos de networking e sessões de coaching e capacitação.

O Prêmio de Ação dos ODS é possível graças ao generoso apoio financeiro do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália (MAECI) e do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).

Materiais de divulgação estão disponíveis no Trello do Prêmio de Ação dos ODS



ODS 18: Ministério da Igualdade Racial e ONU Brasil lançam Glossário


O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 propõe eliminar o racismo e promover a igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.  

Evento de lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, realizado em 22 de abril de 2026 no Auditório Roseli Faria, na sede dos Ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, em Brasília - DF.

Legenda: Evento de lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, realizado em 22 de abril de 2026 no Auditório Roseli Faria, na sede dos Ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, em Brasília - DF.
Foto: © Amina Jorge/ONU Mulheres Brasil.

O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a ONU Brasil, lançou nesta terça-feira (22/04), em Brasília, o Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), ferramenta estratégica para apoiar a implementação, o monitoramento e a internacionalização da agenda de igualdade étnico-racial no país.

Proposto pelo Brasil durante a 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2023, o ODS 18 coloca explicitamente o enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial no centro do desenvolvimento sustentável. A iniciativa responde a uma lacuna histórica dos ODS e busca enfrentar desigualdades que afetam, sobretudo, populações negras e indígenas.

O Glossário do ODS 18 foi produzido para servir como um instrumento técnico e político que conecta a experiência brasileira aos debates globais sobre raça e etnia. O material reúne definições alinhadas a marcos internacionais de direitos humanos, contribuindo para qualificar o debate público.

A publicação foi desenvolvida pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia (GT-GRE) da ONU Brasil – co-liderado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e pela ONU Mulheres –, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Observatório do ODS 18.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o caráter pioneiro e estratégico da iniciativa, como um recurso de qualificação do debate sobre o racismo a partir das políticas públicas executadas pelo Governo do Brasil dentro e fora do país e das discussões e acordos globais em torno do tema. 

“O Glossário do ODS 18 é mais um compromisso institucional com a qualificação e o aprofundamento dos termos e conceitos envolvendo a agenda da igualdade racial a nível global. É um ambiente direcionado para o progresso e avanços dos discursos e materialidade dos direitos das populações afrodescendentes, tradicionais e indígenas, bem como de fortalecimento transversal dessas relações étnico-raciais. Dessa forma, promovemos e valorizamos tecnologias, saberes e literaturas acadêmicas e culturais produzidas pelo povo negro”, destaca.


Lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, em Brasília - DF, em 22 de abril de 2026.

Legenda: Lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, em Brasília - DF, em 22 de abril de 2026.
Foto: © Amina Jorge/ONU Mulheres Brasil.

De acordo com a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, “este glossário é mais do que um documento técnico – é uma ferramenta de incidência que fortalece a capacidade do país de implementar o ODS 18 com base em conceitos sólidos e alinhados internacionalmente, reforçando o compromisso de não deixar ninguém para trás”.

Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o lançamento marca um avanço importante na consolidação da agenda: “O racismo e a discriminação racial estão entre os principais obstáculos a um desenvolvimento sustentável que seja, de fato, inclusivo e justo no Brasil, na América Latina e em diversas outras regiões do mundo. É justamente por isso que um ODS voltado especificamente à igualdade étnico-racial é tão necessário e tão relevante", afirmou.O lançamento da publicação ocorre em um momento estratégico, marcado pela Segunda Década Internacional de Afrodescendentes (2025-2034), pelo Abril Indígena e pela preparação para a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a ser realizada em junho. O Glossário, que terá tradução para inglês, reforça o protagonismo brasileiro na promoção da igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Acesse o Glossário aqui.

O Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial é uma publicação do Sistema das Nações Unidas no Brasil que contribui para qualificar o debate sobre racismo e discriminação étnico-racial.
Legenda: O Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial é uma publicação do Sistema das Nações Unidas no Brasil que contribui para qualificar o debate sobre racismo e discriminação étnico-racial e conectar o contexto brasileiro com as discussões globais sobre o tema
Foto: © Amina Jorge/ONU Mulheres Brasil.

Contexto

No Brasil, as pessoas negras representam quase 56% da população, mas seguem expostas a desigualdades estruturais em praticamente todos os indicadores sociais. Quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham são negros, e o risco de homicídio para eles é quase três vezes maior. As desigualdades também se refletem na insegurança alimentar, na saúde materna e na gravidez na adolescência.

A expectativa é que o Glossário contribua para fortalecer capacidades institucionais, ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e apoiar a implementação efetiva do ODS 18 em todo o país, consolidando o Brasil como referência internacional na promoção da igualdade étnico-racial.

A elaboração do documento contou com a colaboração de diversas agências do Sistema ONU no Brasil, além de especialistas do Ministério da Igualdade Racial e do Observatório do ODS 18, refletindo um esforço coletivo que envolve governo, academia e sociedade civil. Essa articulação é essencial para transformar dados em políticas públicas e compromissos em mudanças concretas.

PNUD lança consulta à juventude da América Latina e do Caribe


Levantamento busca mapear percepções, prioridades e expectativas dos jovens em meio a desafios crescentes para a democracia.

Jovens interessados em participar precisam ter entre 18 a 29 anos e viver na América Latina e Caribe. 

Prazo para responder à pesquisa é 10 de maio

Foto: © Freepik

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) acaba de lançar a pesquisa “Fala, Juventude”, voltada a jovens de 18 a 29 anos de idade da América Latina e do Caribe. Os resultados devem subsidiar agendas de diálogo e ações para ampliar a participação social e fortalecer a confiança nas instituições. 


A ação conta com parceria técnica da Viração Educomunicação, organização social sem fins lucrativos que atua para a promoção dos direitos das e dos jovens.

A iniciativa se dá em um contexto de crescente pressão sobre as democracias, marcado por polarização, aumento das expectativas sociais e restrições fiscais. Nesse cenário, ganha força a percepção de que as instituições nem sempre respondem de forma satisfatória às demandas da população, o que reforça a importância de compreender como as e os jovens avaliam esse ambiente e quais caminhos vislumbram para o futuro.

O “Fala, Juventude” integra a iniciativa Pontes para a Convergência, que busca promover o diálogo estruturado e a construção coletiva de soluções para fortalecer a democracia e qualificar as políticas públicas. Nesse processo, destaca o compromisso com a redução das desigualdades socioeconômicas, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis, sob as perspectivas de gênero e raça.

A pesquisa inaugura um processo contínuo de escuta, com foco em transformar percepções em insumos concretos para o debate público e para decisões mais responsivas.

Como participar: 

Jovens de 18 a 29 anos de idade que vivem na América Latina e Caribe podem responder à pesquisa até 10 de maio pelo link https://bit.ly/survey_al 

Para mais informações, visite a página do PNUD: https://www.undp.org/pt/brazil