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terça-feira, 26 de maio de 2026
ONU: América Latina sofre efeitos do aumento da temperatura terrestre e oceânica, ciclo hidrológico mais instável e recuo das geleiras
O relatório sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025 alerta que as condições meteorológicas e climáticas cada vez mais extremas tem afetado os sistemas agroalimentares do continente.
Mensagens-chave:
- O calor recorde representa um agravamento dos riscos à saúde pública
- Um ciclo hidrológico mais extremo significa o aumento da seca ou de inundações
- Furacões que se intensificam rapidamente colocam à prova preparação e resposta
- O recuo das geleiras ameaça o abastecimento de água a longo prazo
- Condições meteorológicas e climáticas extremas afetam os sistemas agroalimentares
Ao longo das costas do Atlântico, o nível do mar está subindo mais rapidamente do que a média global em algumas regiões do Atlântico tropical e do Caribe. A acidificação e o aquecimento contínuos dos oceanos estão agravando os riscos para os ecossistemas marinhos e a pesca, de acordo com o relatório da OMM sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025.
“Os sinais de uma mudança climática são inconfundíveis em toda a América Latina e no Caribe, desde a aceleração do derretimento das geleiras e o aumento do nível do mar até a rápida intensificação de ciclones tropicais, calor extremo, inundações e secas”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
“Este relatório mostra que, embora os riscos estejam aumentando, também cresce nossa capacidade de antecipar e agir para salvar vidas e proteger meios de subsistência”, disse a líder da OMM.
Isso ficou evidente com o furacão Melissa, em outubro de 2025 — o primeiro furacão de categoria 5 registrado a atingir a Jamaica. O evento causou 45 mortes e prejuízos econômicos de aproximadamente 8,8 bilhões de dólares americanos, mais de 41% do PIB. Embora o Melissa não tivesse precedentes históricos, as autoridades jamaicanas utilizaram modelos de risco de alta qualidade para orientar medidas financeiras preventivas e a preparação para desastres, o que limitou o número de vítimas e ajudou a ilha a lidar com a situação.
Outro grande risco é o calor extremo, que representa um fardo cada vez maior para a saúde pública. Em 2025, ondas de calor recorrentes e intensas — com temperaturas bem acima de 40 °C — afetaram grandes partes da América do Norte, Central e do Sul. Há, portanto, uma necessidade urgente de incorporar inteligência climática ao planejamento de saúde e à preparação para emergências, bem como de integrar alertas meteorológicos antecipados aos gatilhos de saúde pública.
Muitos países não publicam rotineiramente dados de mortalidade por calor com causa específica. Estima-se que haja aproximadamente 13.000 mortes atribuíveis ao calor anualmente (média em 17 países entre 2012 e 2021). Isso sugere uma subestimação significativa da mortalidade relacionada ao calor e há a necessidade de relatórios mais precisos, de acordo com o relatório.
O relatório também examina como os sistemas agroalimentares estão expostos a climas extremos e choques climáticos, com impactos simultâneos na produção agrícola, nos meios de subsistência rurais, no acesso aos alimentos e no funcionamento do mercado.
O relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 foi lançado no Auditório Olacyr de Moraes, no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília, Brasil. Ele fornece informações confiáveis sobre os principais indicadores climáticos, impactos e riscos, bem como sobre os principais eventos extremos regionais, incluindo ciclones tropicais, ondas de calor, chuvas intensas e secas, e ondas de frio.
“Essas conclusões são profundamente preocupantes. Mas também mostram por que nosso trabalho é importante. Informações climáticas não se resumem apenas a dados. Trata-se de pessoas”, disse Celeste Saulo.
“Trata-se de proteger as comunidades contra inundações, secas, furacões, ondas de calor e outros desastres. Trata-se de agricultores planejando suas safras, autoridades de saúde se preparando para riscos relacionados ao calor e comunidades costeiras se preparando para o aumento do nível do mar”, disse.
“O Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 não é apenas uma publicação científica. É um chamado à ação. Ele nos exorta a fortalecer as observações, investir em serviços, preencher lacunas de alerta antecipado e garantir que as informações climáticas cheguem àqueles que mais precisam delas”, disse Celeste Saulo.
Temperaturas
Dos quatro períodos de 30 anos analisados no relatório, o período de 1991 a 2025 apresenta a tendência de aquecimento mais acentuada desde o início dos registros, em 1900: cerca de 0,26 °C por década na América do Sul e 0,25 °C por década na América Central e no Caribe. O México registrou a taxa de aquecimento mais rápida, cerca de 0,34 °C por década entre 1991 e 2025.
A temperatura média anual da superfície em 2025 ficou entre a quinta e a oitava mais quente já registrada.
Houve calor recorde em toda a região, incluindo 52,7 °C em Mexicali (México) – novo recorde nacional – e várias ondas de calor que ultrapassaram 40 °C–45 °C em toda a América Central. Muitos locais na América do Sul também registraram temperaturas acima de 40 °C, com 44 °C no Rio de Janeiro (Brasil) e 44,8 °C em Mariscal Estigarribia (Paraguai).
Precipitação
Nos últimos 50 anos, aproximadamente, as chuvas na América Latina e no Caribe tornaram-se mais extremas – oscilando entre secas e inundações, com períodos de seca mais longos e eventos de chuva mais intensos.
Chuvas intensas aumentaram na América Central e no norte da América do Sul (por exemplo, na Colômbia, na República Bolivariana da Venezuela e na região amazônica). O sudeste da América do Sul (sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina) também registrou um aumento na precipitação anual e inundações mais frequentes.
O Chile central, o nordeste do Brasil e algumas áreas da América Central e do Caribe estão se tornando mais secos. A região amazônica apresenta um quadro misto, com estações secas mais longas, estações chuvosas mais intensas e maior frequência de secas no sul e no leste da Amazônia.
Em 2025, chuvas extremas e inundações provocaram graves impactos humanitários, incluindo mais de 110.000 pessoas afetadas no Peru e no Equador (inundações de março), 83 mortes no México (inundações de outubro) e deslizamentos de terra generalizados e danos à infraestrutura.
Junho de 2025 foi o mês mais chuvoso já registrado no México. Apesar disso, a seca assolou as regiões norte e central do México – cobrindo até 85% do país em seu pico e criando uma crise hídrica para as plantações e reservatórios. Houve grave escassez de água no Caribe e déficits de precipitação superiores a 40% em partes do sul da América do Sul, contribuindo para perdas agrícolas e risco de incêndios florestais.
Recuo das geleiras
As geleiras andinas constituem uma importante reserva hídrica para cerca de 90 milhões de pessoas, fornecendo água doce para consumo doméstico, energia hidrelétrica, agricultura e indústria.
Conjuntos de dados recentes sobre o balanço de massa das geleiras globais mostram perdas aceleradas nas altas montanhas do sul dos Andes, bem como nas geleiras tropicais em regiões de baixa latitude, como Colômbia e Equador.
A convergência entre a perda acelerada de gelo, o aumento da demanda por água e a capacidade limitada de adaptação – particularmente entre as comunidades rurais andinas – torna o futuro da reserva hídrica andina um dos desafios mais urgentes para a segurança hídrica na América Latina.
Oceano
A América Latina é responsável por 8,8% do litoral mundial. O oceano está absorvendo o excesso de calor e o dióxido de carbono proveniente das atividades humanas. A acidificação e o aquecimento oceânicos resultantes, combinados com a desoxigenação, estão afetando os ecossistemas marinhos e os recifes de corais, prejudicando a pesca e as economias locais.
Em 2025, o pH da superfície do oceano continuou a diminuir (acidificação), atingindo um nível recorde de baixa em grandes partes do Atlântico e do Pacífico adjacentes à região.
Ocorreram ondas de calor marinhas extremas no Golfo do México e no Mar do Caribe, bem como na área oceânica adjacente ao Chile.
Ao longo das costas voltadas para o Atlântico, as taxas de elevação do nível do mar estão excedendo a média global em partes do Atlântico tropical e do Caribe.
Para saber mais, siga @wmo_omm nas redes e acesse o relatório na íntegra na página da OMM: https://wmo.int/resources/publication-series/state-of-climate-latin-america-and-caribbean/state-of-climate-latin-america-and-caribbean-2025
Confira dicas da campanha da ONU Brasil pela ação climática:
📢 Pressione as autoridades a adotarem políticas e práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e investirem nas capacidades de adaptação de nossas cidades aos efeitos da mudança do clima.
♻️ Faça escolhas sustentáveis no seu dia a dia e coloque em prática os cinco pilares do conceito do #ResíduoZero: repense, recuse, reduza, reutilize, recicle.
🌳 Procure obter mais informações sobre as cadeias de produção, e dê preferência a produtos e empresas que adotam práticas sustentáveis, incluindo a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade.
🗣️ Informe-se e compartilhe conhecimento com pessoas próximas e familiares. Conscientização é o primeiro passo para a mudança!
💚 Apoie e participe de iniciativas e organizações que atuam para a restauração de ecossistemas degradados pela ação humana.
Para mais informações, acesse a página da ONU Brasil para #EducaçãoAmbiental e siga @unep_pt, @nacoesunidas e @onubrasil nas redes sociais.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
O Paraná precisa respeitar a liberdade religiosa, diz Goura
Um contigente de 14 viaturas interrompeu a cerminônia e fez com que as 13 pessoas que participavam saíssem do local para "esclarecimentos" em meio a uma forte chuva.
Estou articulando junto ao comando da PMPR e liderança dos povos de terreiro um encontro para discutir essa situação, para que não volte a se repetir.
Minha solidariedade ao terreiro Guerreiros do Vento e a todos que vêm sofrendo com casos de intolerância religiosa.
Saiba mais
quinta-feira, 30 de abril de 2026
ONU convoca agentes de mudança para o Prêmio de Ação dos ODS 2026
Na edição de 2026, serão selecionados finalistas e vencedores de três categorias: Prêmio Resiliência, Prêmio Agente de Mudança e Prêmio Criatividade. Em 2025, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora do Prêmio Resiliência.
As candidaturas estão abertas até 17 de maio de 2026 e devem ser enviadas por meio da plataforma oficial: https://sdgactionawards.org
Em uma época de crescentes desafios globais, o progresso depende das pessoas que optam por agir agora. Com esse espírito, a Campanha da ONU de Ação dos ODS lança a edição de 2026 do Prêmios de Ação dos ODS: Heróis do Amanhã, com inscrições abertas até 17 de maio de 2026.
Em comunidades e países por todo o mundo, pessoas e iniciativas estão impulsionando mudanças muitas vezes invisíveis, mas de profundo impacto. Trabalhando frequentemente em silêncio, contra todas as adversidades para construir um futuro sustentável, justo e pacífico, os heróis e as heroínas de amanhã nos lembram que sempre há esperança e que o progresso começa com as pessoas.
“Os Heróis e as Heroínas do Amanhã são pessoas destemidas. Elas carregam a esperança não como um sentimento, mas como uma força para a ação. Deixemo-nos inspirar pelo poder das possibilidades, porque o futuro não é algo que narramos, é algo que moldamos juntos.” – Marina Ponti, diretora global da Campanha da ONU de Ação dos ODS
O Prêmio 2026 reconhece esses esforços em três categorias:
Prêmio Agente de Mudança homenageia indivíduos que lideram ações coletivas em prol da justiça, da igualdade e da paz.
Prêmio Criatividade homenageia iniciativas que inspiram esperança e ação por meio da expressão visual, da arte e da inovação.
Prêmio Resiliência homenageia iniciativas que fortalecem a resiliência diante de conflitos, desigualdades ou da mudança climática.
Todos os anos, um painel internacional de jurados avalia uma média de 5 mil inscrições de 190 países, selecionando as três mais importantes que inspiram mudanças em todo o mundo.
Como se inscrever
Para se inscrever no Prêmio Criatividade ou Resiliência, ou para nomear uma pessoa ou organização ao Prêmio Agente de Mudança, acesse a página oficial de inscrições: https://sdgactionawards.org/apply/
O prazo final para inscrições se encerra em 17 de maio de 2026, domingo, às 19h (horário de Brasília).
Brasil foi destaque no Prêmio de 2025
Nascida nas favelas brasileiras e ativa em todos os estados brasileiros e em mais de 60 países, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora global da edição de 2025 do Prêmio, na categoria Resiliência.
O Prêmio Resiliência foi um reconhecimento global aos esforços da CUFA de transformar adversidade em ação diante de desafios sistêmicos, ambientais e sociais. O presidente da CUFA Global, Marcus Vinícius Athayde, afirmou:
“Estar entre os finalistas de uma premiação tão relevante é o reconhecimento do trabalho coletivo de milhares de lideranças e moradores de favelas no Brasil e no mundo. A CUFA é um exemplo de resiliência cotidiana, de quem transforma vulnerabilidade em potência.”
O Prêmio Agente de Mudança 2025 foi concedido a Jîn Dawod, que transformou sua experiência como refugiada síria em apoio à saúde mental para comunidades deslocadas em 26 países, e Julienne Lusenge, defensora de direitos humanos que apoia sobreviventes de violência de gênero e promove a construção da paz na República Democrática do Congo. Já o Prêmio Criatividade foi concedido à iniciativa Smartel, da Nigéria, que busca fortalecer a segurança alimentar no continente africano. A organização utiliza a hidroponia para ampliar oportunidades de geração de renda para mulheres, jovens e pequenos agricultores.
Para mais informações, siga @sdgaction nas redes e visite a página do Prêmio de Ação dos ODS: https://sdgactionawards.org/
Contato para a imprensa:
Olcay Tetik, Campanha da ONU de Ação dos ODS: olcay.tetik@undp.org
NOTAS PARA EDITORES
Sobre o Prêmio de Ação dos ODS
O Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã é promovido pela Campanha da ONU de Ação dos ODS, uma iniciativa especial do secretário-geral da ONU, sediada no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Bonn, na Alemanha.
Os vencedores do Prêmio de 2026 serão revelados na Cerimônia do Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã, em Roma, Itália, em 29 de outubro de 2026, com a presença de dignitários globais, líderes empresariais, artistas e influenciadores. A cerimônia será transmitida mundialmente pela Rai, emissora nacional da Itália e parceira de mídia oficial, e pela UN WebTV. Antes da cerimônia de premiação, nove finalistas são convidados para um programa de treinamento, incluindo eventos de networking e sessões de coaching e capacitação.
O Prêmio de Ação dos ODS é possível graças ao generoso apoio financeiro do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália (MAECI) e do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).
Materiais de divulgação estão disponíveis no Trello do Prêmio de Ação dos ODS.
ODS 18: Ministério da Igualdade Racial e ONU Brasil lançam Glossário
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 propõe eliminar o racismo e promover a igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a ONU Brasil, lançou nesta terça-feira (22/04), em Brasília, o Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), ferramenta estratégica para apoiar a implementação, o monitoramento e a internacionalização da agenda de igualdade étnico-racial no país.
Proposto pelo Brasil durante a 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2023, o ODS 18 coloca explicitamente o enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial no centro do desenvolvimento sustentável. A iniciativa responde a uma lacuna histórica dos ODS e busca enfrentar desigualdades que afetam, sobretudo, populações negras e indígenas.
O Glossário do ODS 18 foi produzido para servir como um instrumento técnico e político que conecta a experiência brasileira aos debates globais sobre raça e etnia. O material reúne definições alinhadas a marcos internacionais de direitos humanos, contribuindo para qualificar o debate público.
A publicação foi desenvolvida pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia (GT-GRE) da ONU Brasil – co-liderado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e pela ONU Mulheres –, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Observatório do ODS 18.
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o caráter pioneiro e estratégico da iniciativa, como um recurso de qualificação do debate sobre o racismo a partir das políticas públicas executadas pelo Governo do Brasil dentro e fora do país e das discussões e acordos globais em torno do tema.
“O Glossário do ODS 18 é mais um compromisso institucional com a qualificação e o aprofundamento dos termos e conceitos envolvendo a agenda da igualdade racial a nível global. É um ambiente direcionado para o progresso e avanços dos discursos e materialidade dos direitos das populações afrodescendentes, tradicionais e indígenas, bem como de fortalecimento transversal dessas relações étnico-raciais. Dessa forma, promovemos e valorizamos tecnologias, saberes e literaturas acadêmicas e culturais produzidas pelo povo negro”, destaca.
De acordo com a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, “este glossário é mais do que um documento técnico – é uma ferramenta de incidência que fortalece a capacidade do país de implementar o ODS 18 com base em conceitos sólidos e alinhados internacionalmente, reforçando o compromisso de não deixar ninguém para trás”.
Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o lançamento marca um avanço importante na consolidação da agenda: “O racismo e a discriminação racial estão entre os principais obstáculos a um desenvolvimento sustentável que seja, de fato, inclusivo e justo no Brasil, na América Latina e em diversas outras regiões do mundo. É justamente por isso que um ODS voltado especificamente à igualdade étnico-racial é tão necessário e tão relevante", afirmou.O lançamento da publicação ocorre em um momento estratégico, marcado pela Segunda Década Internacional de Afrodescendentes (2025-2034), pelo Abril Indígena e pela preparação para a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a ser realizada em junho. O Glossário, que terá tradução para inglês, reforça o protagonismo brasileiro na promoção da igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Acesse o Glossário aqui.
Contexto
No Brasil, as pessoas negras representam quase 56% da população, mas seguem expostas a desigualdades estruturais em praticamente todos os indicadores sociais. Quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham são negros, e o risco de homicídio para eles é quase três vezes maior. As desigualdades também se refletem na insegurança alimentar, na saúde materna e na gravidez na adolescência.
A expectativa é que o Glossário contribua para fortalecer capacidades institucionais, ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e apoiar a implementação efetiva do ODS 18 em todo o país, consolidando o Brasil como referência internacional na promoção da igualdade étnico-racial.
A elaboração do documento contou com a colaboração de diversas agências do Sistema ONU no Brasil, além de especialistas do Ministério da Igualdade Racial e do Observatório do ODS 18, refletindo um esforço coletivo que envolve governo, academia e sociedade civil. Essa articulação é essencial para transformar dados em políticas públicas e compromissos em mudanças concretas.
PNUD lança consulta à juventude da América Latina e do Caribe
Levantamento busca mapear percepções, prioridades e expectativas dos jovens em meio a desafios crescentes para a democracia.
Jovens interessados em participar precisam ter entre 18 a 29 anos e viver na América Latina e Caribe.
Prazo para responder à pesquisa é 10 de maio.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) acaba de lançar a pesquisa “Fala, Juventude”, voltada a jovens de 18 a 29 anos de idade da América Latina e do Caribe. Os resultados devem subsidiar agendas de diálogo e ações para ampliar a participação social e fortalecer a confiança nas instituições.
A ação conta com parceria técnica da Viração Educomunicação, organização social sem fins lucrativos que atua para a promoção dos direitos das e dos jovens.
A iniciativa se dá em um contexto de crescente pressão sobre as democracias, marcado por polarização, aumento das expectativas sociais e restrições fiscais. Nesse cenário, ganha força a percepção de que as instituições nem sempre respondem de forma satisfatória às demandas da população, o que reforça a importância de compreender como as e os jovens avaliam esse ambiente e quais caminhos vislumbram para o futuro.
O “Fala, Juventude” integra a iniciativa Pontes para a Convergência, que busca promover o diálogo estruturado e a construção coletiva de soluções para fortalecer a democracia e qualificar as políticas públicas. Nesse processo, destaca o compromisso com a redução das desigualdades socioeconômicas, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis, sob as perspectivas de gênero e raça.
A pesquisa inaugura um processo contínuo de escuta, com foco em transformar percepções em insumos concretos para o debate público e para decisões mais responsivas.
Como participar:
Jovens de 18 a 29 anos de idade que vivem na América Latina e Caribe podem responder à pesquisa até 10 de maio pelo link https://bit.ly/survey_al
Para mais informações, visite a página do PNUD: https://www.undp.org/pt/brazil
