quinta-feira, 15 de outubro de 2026

UNCTAD: Crescimento global deve desacelerar para 2,6% em 2026

Lançado na última sexta (9), o Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2026 da UNCTAD projeta que o crescimento econômico médio das economias em desenvolvimento deve desacelerar para 4% em 2026. 

A publicação anual das Nações Unidas ressalta que a inteligência artificial (IA) se tornou um motor fundamental do dinamismo no comércio global, mas alerta que os ganhos seguem extremamente concentrados.

O Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2026, da ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), constata que um novo mapa do comércio mundial está surgindo. Os produtos de inteligência artificial são hoje o principal motor do comércio de bens, mas os ganhos continuam concentrados. Na foto, Porto de Santos (SP).

Legenda: O Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2026, da ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), constata que um novo mapa do comércio mundial está surgindo. Os produtos de inteligência artificial são hoje o principal motor do comércio de bens, mas os ganhos continuam concentrados. Na foto, Porto de Santos (SP).
Foto: © Amaro Fotografia/Getty Images.

A ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) apresentou, na última sexta-feira (09/10), o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026: Geoeconomia do Desenvolvimento, que projeta uma desaceleração do crescimento da economia global de 2,9% em 2025 para 2,6%, e de 4,7% para 4% nas economias em desenvolvimento. 

O comércio de bens e serviços deve crescer cerca de 4% a preços constantes, após o comércio global ter atingido um recorde de US$ 35 trilhões em 2025. Os valores mais altos do comércio em 2026 são impulsionados por aumentos de preços decorrentes do choque energético. 

O mapa do comércio global está mudando: o comércio entre a China e os Estados Unidos caiu mais de 20% desde 2024, enquanto o Leste Asiático ampliou o comércio tanto com a China quanto com a América do Norte. Controles de exportação, triagem de investimentos e condições das cadeias de suprimento dificultam o acesso de novos entrantes a setores estratégicos. 

O principal relatório anual da UNCTAD constata que os governos recorrem cada vez mais a políticas industriais, comerciais, financeiras e tecnológicas para alcançar objetivos geopolíticos e de segurança nacional. O acesso a mercados e a capacidade de avançar para atividades de maior valor agregado agora dependem mais fortemente de tecnologia e finanças. 

Ásia lidera, mas o caminho para alcançar renda dos países industrializados está mais estreito 

A Ásia deve contribuir com 59% do crescimento global em 2026, com a Índia crescendo 7,3%, a China 4,5% e a Indonésia 5,2%. Outros países com altas taxas de crescimento na região são Quirguistão (8,8%), Uzbequistão (7,9%), Vietnã (7,8%), Mongólia (7%) e Tajiquistão (6,6%). 

Algumas economias asiáticas em desenvolvimento continuam reduzindo a diferença de renda em relação aos países desenvolvidos, enquanto a convergência estagnou na maior parte do mundo em desenvolvimento desde meados da década de 2010. Isso se explica porque a trajetória industrial que impulsionou boa parte da ascensão da Ásia está se tornando mais difícil de replicar para os demais países. O Leste Asiático é central, por exemplo, para o salto na fabricação de semicondutores e na computação avançada, num momento em que os produtos de IA representam o principal motor do comércio de mercadorias. 

É necessária mais especialização para acessar os ganhos das cadeias globais de valor 

As economias industrializadas do Norte Global capturam cerca de 70% do valor dos novos projetos de investimento direto estrangeiro anunciados em setores estratégicos de alto valor, incluindo semicondutores, tecnologias de transição energética e infraestrutura de IA, segundo dados de 2020–2025. 

As economias em desenvolvimento lideram apenas em minerais críticos e materiais estratégicos, concentrando 60% dos novos projetos. O relatório constata que a África extrai a maior parte do cobalto do mundo, mas retém menos de 1% do valor ao longo das cadeias de suprimento. 

O principal relatório anual da UNCTAD constata que os governos recorrem cada vez mais a políticas industriais, comerciais, financeiras e tecnológicas para alcançar objetivos geopolíticos e de segurança nacional. O acesso a mercados e a capacidade de avançar para atividades de maior valor agregado agora dependem mais fortemente de tecnologia e finanças. Na foto, Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).
Legenda: O principal relatório anual da UNCTAD constata que os governos recorrem cada vez mais a políticas industriais, comerciais, financeiras e tecnológicas para alcançar objetivos geopolíticos e de segurança nacional. O acesso a mercados e a capacidade de avançar para atividades de maior valor agregado agora dependem mais fortemente de tecnologia e finanças. Na foto, Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).
Foto: © Herbert Pictures/Getty Images.

Choque energético e instabilidade financeira põem a economia global à prova

O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo Brent de US$ 70 para mais de US$ 110 por barril nas semanas seguintes à sua eclosão. Os custos de energia mais altos atingiram especialmente as economias em desenvolvimento dependentes de importações e as famílias mais pobres. Os custos de energia mais altos se somam ao aumento dos custos de financiamento e à volatilidade dos fluxos de capital para os países em desenvolvimento, que dobrou desde o início do conflito. 

O boom da IA também traz riscos à estabilidade financeira, à medida que os mercados se tornam mais expostos a um número reduzido de empresas. 

A assistência oficial para o desenvolvimento, fonte fundamental de financiamento para os países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, deve recuar quase 7% em 2026, seu terceiro declínio anual consecutivo. 

Prioridades de política para os países em desenvolvimento: priorizar setores-chave, diversificar perfis comerciais, avançar na transição energética 

O choque energético reforça os argumentos a favor da diversificação do fornecimento de energia. Desde 2024, as fontes renováveis têm sido mais baratas do que a alternativa fóssil recém-instalada de menor preço em mais de 90% dos casos, constata o relatório. Fontes renováveis domésticas, quando viáveis, podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. O relatório argumenta que enfrentar as restrições de energia e de oferta é mais eficaz contra a inflação impulsionada pela oferta do que um aperto monetário e fiscal amplo. À medida que a produção se torna mais especializada sob pressões geoeconômicas, a integração econômica ocorre cada vez mais setor a setor. Isso permite que muitas potências médias do Sul Global fortaleçam setores específicos, mantendo, ao mesmo tempo, laços econômicos e financeiros com múltiplos parceiros. 

O relatório recomenda a coordenação de políticas industriais, financeiras e tecnológicas, incluindo vincular o investimento direto estrangeiro a fornecedores locais e aumentar o valor agregado doméstico. 

O Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026 argumenta que o atual choque energético reforça os argumentos a favor da diversificação do fornecimento de energia. Desde 2024, as fontes renováveis têm sido mais baratas do que a alternativa fóssil recém-instalada de menor preço em mais de 90% dos casos, constata o relatório. Fontes renováveis domésticas, quando viáveis, podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Na foto, usina de energia solar em Uberlândia (MG).
Legenda: O Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026 argumenta que o atual choque energético reforça os argumentos a favor da diversificação do fornecimento de energia. Desde 2024, as fontes renováveis têm sido mais baratas do que a alternativa fóssil recém-instalada de menor preço em mais de 90% dos casos, constata o relatório. Fontes renováveis domésticas, quando viáveis, podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Na foto, usina de energia solar em Uberlândia (MG).
Foto: © Rafael Carneiro/Pexels.

Potências médias do Sul Global ancoram a cooperação regional 

Acordos regionais podem ampliar mercados, reduzir custos comerciais e apoiar a cooperação regulatória. A Área de Livre Comércio Continental Africana vincula a integração de mercados à diversificação e às cadeias regionais de valor. Paralelamente, o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação busca conectar 42 moedas africanas para facilitar os pagamentos. 

O secretário-geral interino da UNCTAD, Pedro Manuel Moreno, destaca:

“As potências médias do Sul Global estão se tornando âncoras regionais, estendendo a integração comercial a novas iniciativas financeiras. Isso funciona melhor ao lado de um sistema multilateral de comércio que mantenha a não discriminação e o tratamento especial e diferenciado em seu núcleo”. 

Para saber mais, siga @unctad nas redes sociais e acesse o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026: https://unctad.org/publication/trade-and-development-report-2026 

Contato para a imprensa:

NOTA PARA EDITORES: 

Sobre a ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) 

A UNCTAD é o principal órgão da ONU dedicado a comércio e desenvolvimento. Fundada em 1964, apoia 195 Estados-membros com análises especializadas, assistência técnica, e serve como plataforma de diálogo intergovernamental. A UNCTAD ajuda os países em desenvolvimento a fazer com que o comércio, as finanças, o investimento e a economia digital funcionem a favor de um desenvolvimento inclusivo e sustentável. 



Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres: Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas

Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, assinalado em 13 de outubro.

Nossos lares são onde dormimos, cuidamos uns dos outros e construímos nossa vida cotidiana. Mas a forma como são planejados, construídos e mantidos pode determinar se eles nos mantêm seguros ou não.

Todos os anos, milhões de moradias são danificadas ou destruídas, deslocando famílias e agravando a pobreza, e algumas das consequências mais graves recaem sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda e outros grupos em situação de vulnerabilidade.

Moradores em rua alagada pela enchente no município de Eldorado do Sul. Porto Alegre (RS), 20/06/2024.

Legenda: Moradores em rua alagada pela enchente no município de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), em 20 de junho de 2024.
Foto: © Bruno Peres/Agência Brasil.

É por isso que o tema deste ano do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, “A resiliência começa em casa”, é tão fundamental. A segurança começa onde vivemos, e a preparação no nível do domicílio (compreender os riscos, ter um plano e agir com rapidez) pode fazer a diferença entre a vida e a perda.

Mas as famílias não podem fazer isso sozinhas: 

  • Os governos devem fazer cumprir códigos de construção e um planejamento do uso do solo informados pelo risco. 

  • O setor privado deve investir em construções resilientes e em seguros acessíveis. 

  • E todas as pessoas, em todos os lugares, devem ter acesso a sistemas de alerta precoce eficazes que as alcancem a tempo: essa é a promessa central da iniciativa Alertas Precoces para Todas as Pessoas. 

  • Também devemos reformar a arquitetura financeira internacional para garantir que os países em desenvolvimento possam acessar os recursos de preparação de que necessitam.

À medida que os riscos climáticos e de desastres se multiplicam, construir moradias mais seguras é uma responsabilidade compartilhada entre governos, incorporadores, engenheiros e comunidades. 

Juntos e juntas, comprometamo-nos a tornar cada lar resiliente, agora e no futuro.

Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português e acesse a página do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR): https://www.undrr.org/ 




O Agro dos EUA quebrou?

Agro norte americanocaminha para dívida recorde de US$ 605 bilhões e vira problema para Trump

Agro caminha para dívida recorde de US$ 605 bilhões e vira problema para Trump

O QUE ACONTECEU: as dificuldades financeiras do agronegócio americano aumentaram às vésperas das midterms. A dívida agrícola deve chegar a US$ 605,1 bilhões em 2026, alta de 44% desde 2019, enquanto o diesel ficou 67% mais caro desde fevereiro e as falências agrícolas avançaram 46% em 2025.

POR QUE IMPORTA: o campo é uma das principais bases eleitorais de Donald Trump: o republicano recebeu 78% dos votos em condados cuja economia depende da agricultura em 2024. Agora, custos maiores, endividamento e dificuldades para exportar podem reduzir o entusiasmo de parte desse eleitorado, mesmo entre agricultores que continuam apoiando o Partido Republicano.

E AGORA?

  • As midterms de 3 de novembro renovarão as 435 cadeiras da Câmara e cerca de um terço do Senado.

  • A guerra comercial também pesa sobre os produtores: as exportações americanas de soja para a China caíram de 25 milhões para 12 milhões de toneladas em 2025.

  • Pesquisas já mostram desgaste: 57% dos eleitores rurais desaprovavam a condução da economia por Trump em levantamento AP-KFF de agosto.

Fonte: Revista Exame

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Programação do Mercado Público Barrageiro - Foz do Iguaçu - 15 a 18 de outubro de 2026

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Prêmio Nobel da Paz de 2026: Mensagem

Declaração do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre o Prêmio Nobel da Paz de 2026, em 9 de outubro de 2026.

Parabenizo calorosamente Navanethem “Navi” Pillay pela conquista do Prêmio Nobel da Paz de 2026.

Em 31 de agosto de 2014, Navi Pillay encerrou seu mandato como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, após seis anos de serviço. Na foto, Pillay profere seu último discurso como Alta Comissária, na abertura da 26ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Legenda: Em 31 de agosto de 2014, Navi Pillay encerrou seu mandato como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, após seis anos de serviço. Na foto, Pillay profere seu último discurso como Alta Comissária, na abertura da 26ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Foto: © ONU/Jean Marc Ferré.

Por décadas, ela tem sido uma defensora do direito internacional e dos direitos humanos, além de uma voz firme e independente em prol da justiça em alguns dos casos jurídicos internacionais mais marcantes de nossa época.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay (ao centro), e Adama Dieng (à direita, no centro), Assessor Especial do Secretário-Geral para a Prevenção do Genocídio, visitam o Sudão do Sul após os assassinatos em massa ocorridos no início do mês em Bentiu e Bor.
Legenda: A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay (ao centro), e o Assessor Especial do Secretário-Geral para a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng (à direita, no centro), visitam o Sudão do Sul em 29 de abril de 2014.
Foto: © ONU/Isaac Billy.

Desde seu trabalho na África do Sul em defesa de Nelson Mandela e de outros que se levantaram contra o regime opressivo do apartheid, passando por seu papel como juíza internacional e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda em casos relacionados a crimes internacionais, incluindo o genocídio em Ruanda, até seu mandato como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e a presidência da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, ela demonstrou que a força da lei deve prevalecer sobre a lei da força e que a defesa dos direitos humanos é a salvaguarda mais segura contra a injustiça.

A presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel, fala com a imprensa na sede da ONU, em 27 de outubro de 2026. Ao seu lado estavam os membros da Comissão, Miloon Kothari e Chris Sidoti.
Legenda: A presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel, fala com a imprensa na sede da ONU, em 27 de outubro de 2026. Ao seu lado estavam os membros da Comissão, Miloon Kothari e Chris Sidoti.
Foto: © ONU/Mark Garten.

Em seu anúncio, o Comitê do Nobel lembrou ao mundo que a paz deve ser construída com base em princípios duradouros, e não na vontade dos poderosos.

O Prêmio de hoje é uma homenagem a todas as pessoas que trabalham para resguardar e defender o direito internacional, o Estado de Direito e os direitos humanos, e para garantir a paz, a justiça e a dignidade humana.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fala em uma coletiva de imprensa antes da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 2012.
Legenda: A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fala em uma coletiva de imprensa antes da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 2012.
Foto: © ONU/Rossana Fraga.

Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português: https://news.un.org/pt/ 




Por que votar em Lula 13?

POR QUE LULA 13?
01) Fies
02) Pronatec
03) Prouni
04) Ciência sem Fronteiras
05) Mais Médicos
06) Farmácia Popular
07) Minha Casa, Minha Vida
08) Bolsa Família
09) Cisternas no sertão
10) Luz para Todos
11) Transposição do Rio São Francisco
12) Reativação do Transporte Ferroviário
13) Ferrovia Norte-Sul
14) Ferrovia Transnordestina
15) Aumento do salário mínimo acima da inflação
16) Água para Todos
17) Brasil Sorridente
18) Pronaf
19) FAT
20) Programa Brasil Sem Miséria
21) Bolsa Atleta
22) Bolsa Estiagem
23) Bolsa Verde
24) Bolsa-escola
25) Brasil Carinhoso
26) Pontos de Cultura
27) Programa Biodiesel
28) SUS
29) SAMU/UPAS
30) Saúde da Família
31) FGEDUC (Seguro do FIES)
32) Casa da Mulher Brasileira
33) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa
34) MEI - Microempreendedores Individuais
35) Pagamento da Dívida Externa ao FMI
36) Empréstimo ao FMI
37) BRICS
38) Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome
39) Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal
40) Liberdade para a PGR
41) Liberdade para o MP
42) Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações
43) Jogos Pan-americanos
44) Copa do Mundo
45) Olimpíadas
46) 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.
47) Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014
48) Vale-cultura
49) Programa Cultura Viva
50) Programa Mais Cultura nas Escolas
51) PND – Política Nacional de Defesa – Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013
52) Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU
53) Projeto Submarino Nuclear
54) Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência de tecnologia
55) Pré-sal
56) Redução de 79% do desmatamento da Amazônia
57) Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida
58) Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa. Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano
59) Valorização do polo naval
60) Refinaria Abreu e Lima
61) Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós
62) Conferência Mundial Rio+20
63) PPP
64) PAC
65) Aumento exponencial do parque eólico brasileiro
66) Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA - Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões
67) Faculdades em muitos municípios do Brasil
68) UNILAB
69) Construção e contratação de 8.787 creches e pré-escolas, com investimentos de R$ 10 bilhões, beneficiando 4.178 municípios
70) Implantou o FUNDEB aprovado sem veto
71) Aprovou o PNE sem veto
72) Criou 18 novas universidades federais e 173 campus universitários
73) Financiou o Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil
74) Isenção do imposto de renda a quem ganha até 5 mil/mês
75) Carisma do melhor estadista do mundo, LULA 13 tetra como PRESIDENTE

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Quem é Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro e alvo de pedido de investigação por estupro

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), 56 anos, é o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa o segundo turno das eleições deste ano.

Gaspar ficou conhecido nacionalmente após sua atuação como relator da CPMI do INSS. Seu relatório, porém, foi rejeitado por 19 votos a 12. O candidato a vice também foi alvo de um pedido da Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar uma acusação de estupro de vulnerável. Ele nega a acusação.

Alçado a vice depois de uma busca que priorizava uma mulher, Gaspar foi a opção encontrada pelo PL. O próprio Flávio dizia preferir uma mulher e chegou a considerar Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS) e Bia Kicis (PL-DF).

O relatório rejeitado na CPMI do INSS

A projeção nacional veio em agosto de 2025, com a relatoria da CPMI do INSS, criada para apurar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. A indicação só foi possível depois que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), apoiado pela oposição, derrotou Omar Aziz (PSD-AM) na disputa pela presidência do colegiado e desfez o acordo costurado por Davi Alcolumbre e Hugo Motta, que previa Aziz na presidência e Ricardo Ayres (Republicanos-TO) na relatoria.

Após sete meses de trabalho, Gaspar apresentou um relatório de mais de 4 mil páginas pedindo o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva. O parecer foi rejeitado por 19 votos a 12, e a comissão encerrou os trabalhos sem aprovar um relatório final.

A acusação de estupro levada ao Supremo

A sessão final da CPMI trouxe uma controvérsia que acompanhou a campanha do primeiro turno. Durante a leitura do relatório, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke tornaram pública uma acusação de estupro de vulnerável contra Gaspar e protocolaram uma notícia-crime na Polícia Federal.

Segundo a notícia-crime, a relação não consensual teria ocorrido anos atrás, com uma adolescente, e resultado no nascimento de um filho cuja paternidade foi atribuída ao parlamentar. Como Gaspar tem foro especial, a PF pediu ao STF autorização para investigar. Em abril, o relator, ministro Gilmar Mendes, solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Gaspar nega a acusação, afirma ser alvo de retaliação política e entrou com ações contra os dois parlamentares. Em 23 de abril, após decisão judicial, fez a coleta de material biológico para exame de DNA no Laboratório de Genética Forense, em Maceió.

“O maior interessado na instauração do inquérito policial sou eu. As investigações policiais irão provar os crimes dos quais fui vítima e robustecerão minhas denúncias contra os parlamentares criminosos”, declarou em nota.

Do Ministério Público ao rompimento com os Calheiros

Advogado eleito em 2022 para seu primeiro mandato na Câmara, Gaspar construiu a carreira no Ministério Público de Alagoas, onde ingressou em 1996 e permaneceu por 24 anos. Foi promotor de Justiça, coordenou o grupo estadual de combate ao crime organizado e ocupou duas vezes a Procuradoria-Geral de Justiça. Comandou também, em dois períodos, a Secretaria de Segurança Pública do estado, no governo de Renan Filho (MDB).

Ligado ao grupo dos Calheiros, filiou-se ao MDB e deixou o MP em 2020 para disputar a Prefeitura de Maceió. Foi o mais votado no primeiro turno, mas perdeu no segundo. Rompeu com o antigo grupo em 2022, ao se opor à aliança que levou Paulo Dantas ao governo estadual, migrou para o União Brasil e se elegeu deputado federal com pouco mais de 102 mil votos.

Em março de 2026, trocou o União pelo PL, assumiu o comando estadual da legenda e se preparava para disputar o Senado. Havia sido confirmado como candidato um dia antes de ser anunciado como vice.

Fonte: Fundação Perseu Abramo

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Nota do Cimi sobre as eleições: defesa da democracia, da justiça e da solidariedade exige ação coletiva e corajosa


Resultado eleitoral de 4 de outubro fortalece autoritarismo e traz ameaça evidente à democracia em nosso país; segundo turno nos dá a oportunidade de evitar colapso social, político e ambiental 

Diante do resultado do primeiro turno das Eleições de 2026, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reafirma seu compromisso inabalável em defesa dos direitos dos povos indígenas e de um Brasil mais justo, plural e democrático. Ao longo de seus 54 anos de caminhada, o Cimi enfrentou diversos momentos políticos em nosso país, atravessando o período da ditadura militar, a luta pela redemocratização e por uma Constituição cidadã e o período de avanços na garantia de direitos fundamentais no país. Na esteira da luta destemida e resistente dos povos indígenas, o Cimi aprendeu a lidar com as diversas conjunturas, com coragem e sem perder nunca o horizonte de um país de todas e de todos.

O resultado do pleito eleitoral realizado no dia 4 de outubro acarretará no fortalecimento do autoritarismo e do bolsonarismo dentro do Congresso Nacional. Isto representa uma ameaça evidente à democracia em nosso país. Através da Plataforma Congresso Anti-Indígena, o Cimi colocou à disposição da sociedade, durante esta campanha eleitoral, dados e informações que escancaram como a bancada majoritária da direita e da extrema direita no Congresso Nacional tem atuado, de forma sistemática, contra os direitos dos povos indígenas e contra a Constituição Federal. Essa mesma bancada reacionária foi responsável pela fragilização da política de proteção ambiental, pelas tentativas de blindagem dos parlamentares e pela legitimação da grilagem, além de impedir avanços sociais como o fim da escala 6x1. Muitos desses parlamentares, envolvidos em casos de corrupção e de violência, foram reeleitos. Bolhas informativas falaciosas e as ruas sem lei das redes sociais induziram a um sentimento de rejeição e não de construção de país, de futuro. Desejar a mudança é legítimo; conduzir a mudança para o abismo e o autoritarismo é muito perigoso.

Ainda temos a oportunidade, no segundo turno das eleições para a presidência da República, de evitar que o bolsonarismo golpista retome o controle sobre o poder Executivo, agora com ainda menos salvaguardas do que no ciclo anterior. Não podemos naturalizar o golpe de Estado nem a violência. 33 milhões de pessoas decidiram não manifestar-se nas eleições do dia 4 de outubro, e elas são absolutamente fundamentais para que possamos preservar os espaços mínimos de democracia e de soberania que existem em nosso país, apesar de seu desgaste contínuo e sensível.

Vivemos tempos de grandes desafios. O colapso ambiental e a degradação das instituições políticas precisam ser enfrentados de forma coletiva, organizada e com lideranças e decisões corajosas, porque o futuro de todos nós está em risco. Os povos indígenas sempre nos mostraram o caminho para uma sociedade mais justa, onde os bens comuns sejam o sentido do ato político e do convívio nas diferenças. Mesmo em situações difíceis, como esta, os povos nos ensinaram e transformaram o luto em luta por um projeto de país, de sociedade, em que a justiça e a paz se abracem.

O Cimi se compromete a continuar somando com todos os movimentos, organizações, entidades e pessoas de boa-fé para construir um país onde o autoritarismo não tenha espaço. E fazemos este chamado a toda a sociedade para não desistir, para continuar prezando pelos valores da solidariedade e da justiça, para continuar defendendo a democracia. Trabalharemos nas próximas semanas para que possamos nos re-encantar com a boa política, com a política do bem comum, da convivência e dos direitos, e com isso consigamos transformar os resultados de ontem e evitar que o autoritarismo e o militarismo voltem a cercear nossas vidas.

O Cimi continuará, para além de qualquer resultado eleitoral, defendendo de forma irrestrita os direitos dos povos indígenas, a democracia e o Bem Viver.
Avançaremos!

Brasília, 5 de outubro de 2026.

Conselho Indigenista Missionário – Cimi

ARTIGO: O valor de saber

Por David Walmsley, presidente do Fórum Mundial de Editores, editor-chefe do Globe and Mail; Mariya Gabriel, diretora-geral adjunta de Comunicação e Informação da UNESCO; e Liz Corbin, diretora de Notícias da União Europeia de Radiodifusão. 

Preparado para o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, assinalado em 28 de setembro.

ARTIGO: Os dividendos da integridade informacional: o valor de saber

Legenda: Autores do artigo “Os dividendos da integridade informacional: o valor de saber”, publicado em 28 de setembro de 2026.
Foto: © iwan-fra

Os dividendos da integridade informacional: o valor de saber

Não nos falta informação. Nunca tivemos tanta. No entanto, em todo o mundo, as pessoas lutam para responder às perguntas mais simples: o que realmente aconteceu? Quem decidiu o quê? É verdade?

Esse é o paradoxo da nossa era. As sociedades mais conectadas da história também estão entre as mais vulneráveis à confusão, à manipulação e à desconfiança. A informação circula mais rápido do que a responsabilidade. Os algoritmos recompensam a indignação em detrimento da precisão. A inteligência artificial gera falsidades plausíveis em larga escala. Em um ambiente como esse, o direito de saber não é apenas uma questão de transparência; é a essência da liberdade.

Sem uma compreensão precisa do que está acontecendo e do que está sendo feito em seu nome, a névoa do engano se adensa e os malfeitores podem enganar impunemente.

A sociedade é mais vulnerável quando o acesso à informação é negado. A Access Now e a coalizão #KeepItOn documentaram 313 interrupções da internet em 52 países em 2025, o maior número já registrado. As interrupções bloqueiam o jornalismo, silenciam comunidades e negam às pessoas informações potencialmente vitais.

As leis de acesso à informação são um pilar da integridade da informação, e o monitoramento mais recente da UNESCO mostra progresso. Sua pesquisa de 2025 mostrou que 141 países têm garantias legais para o acesso à informação. Mas adoção não é implementação, e muitos países ainda enfrentam lacunas práticas em supervisão, recursos, aplicação, manutenção de registros e gerenciamento de dados. Dos países pesquisados, 51 não conseguiram fornecer dados sobre gestão documental, apesar de relatarem ter sistemas ou procedimentos em vigor.

Os órgãos reguladores de acesso à informação e outros supervisores transformam as disposições legais em direitos exigíveis. No entanto, muitos deles são prejudicados por mandatos fracos, nomeações atrasadas, cortes orçamentários, interferência política, limites em seus poderes e ataques à sua independência. Para que o acesso à informação funcione, esses órgãos devem ser protegidos por lei, receber poderes e recursos adequados e estar protegidos de influências indevidas.

Os danos causados pela desinformação são reais. A UNESCO estima que casos individuais de desinformação podem acarretar custos econômicos e sociais de US$ 350 bilhões a US$ 510 bilhões anualmente
Legenda: A UNESCO estima que casos individuais de desinformação podem acarretar custos econômicos e sociais de US$ 350 bilhões a US$ 510 bilhões anualmente.

A lacuna foi ainda mais confirmada por um teste de leis de acesso à informação realizado em 2025, em conjunto pela UNESCO e pelo Centro para o Direito e a Democracia. Em 146 pedidos idênticos realizados em 76 países, 38% não receberam nenhuma resposta substancial, apenas 42% resultaram em divulgação completa e o tempo médio de resposta foi de 22 dias. Um exercício semelhante será repetido este ano para medir qualquer mudança.

O acesso à informação precisa evoluir, mas exemplos das deficiências estão por toda parte, mesmo em países com legislação bem-intencionada.

Em um vácuo de informação, o jornalismo corajoso e independente é indispensável. O jornalismo destila a informação para o entendimento público. Ele investiga, questiona, corrobora e contextualiza, mas também combate a desinformação. Ele faz perguntas que algumas partes preferem evitar. E dá aos cidadãos os meios para participar de forma significativa na vida pública.

Os danos causados pela desinformação são reais

A UNESCO estima que casos individuais de desinformação podem acarretar custos econômicos e sociais de US$ 350 bilhões a US$ 510 bilhões anualmente, por meio de respostas de saúde pública enfraquecidas, eleições distorcidas, atraso em ações climáticas, perdas financeiras, danos à reputação e erosão da confiança nas instituições. A desinformação, portanto, não é apenas um problema de comunicação. É um risco de governança, um passivo econômico e uma ameaça direta à capacidade das pessoas de tomar decisões informadas.

As emissoras de serviço público e as organizações de mídia independentes são um contrapeso fundamental para esse problema. Seu mandato não é buscar engajamento a qualquer custo, mas informar e servir a todos os públicos. No entanto, elas enfrentam as pressões simultâneas de públicos fragmentados, declínio da confiança, interferência política, restrições financeiras, dependência de plataformas e conteúdo falso, sintético e manipulado desenfreado. Sua luta para continuar produzindo jornalismo de qualidade não é uma preocupação setorial, mas, sim, democrática.

A resposta deve incluir investimentos renovados em jornalismo de interesse público, independência editorial, checagem de fatos, verificação de fontes abertas, Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) e colaboração transfronteiriça. Assim como as notícias falsas se espalham globalmente, os fornecedores de jornalismo confiável devem cooperar transnacionalmente. O ecossistema da informação seria mais pobre e muito mais frágil sem a mídia de interesse público – mas ela não pode defendê-lo sozinha.

No Dia Mundial das Notícias e no Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, o desafio é prático e apelamos a todos os atores no espaço da informação para que façam melhor:

  • Os governos devem aplicar as leis de acesso à informação e proteger a supervisão independente.
  • As plataformas e as empresas de tecnologia devem assumir total responsabilidade pelos espaços de informação que criam, em total consonância com o direito internacional dos direitos humanos.
  • E as organizações de comunicação social, de todos os tipos, devem sempre optar pelo rigor em vez do alcance.

A informação confiável e de livre acesso é um benefício compartilhado. Mas depende de autoridades que protejam o acesso à informação, de jornalistas que procurem a verdade acima de tudo e do direito dos cidadãos aos fatos. O dividendo da integridade é real, mas só é alcançado quando todas e todos nós fazemos a nossa parte.

Para saber mais, siga @unescobrasil nas redes e acesse a página da campanha #InformaçãoDeVerdade, da ONU Brasil.