segunda-feira, 29 de junho de 2026

Lançamento do Livro: Entre Rochas e Memórias: Paisagem e Arte Rupestre em Tibagi ocorre dia 3 de Julho

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Este livro é resultado de um projeto do GUPE - Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas

Em Entre Rochas e Memória: Paisagem e Arte Rupestre de Tibagi, convidamos você a percorrer as escarpas e os abrigos rochosos de uma das regiões mais fascinantes do sul do Brasil, o Cânion do Guartelá e seus arredores na Escarpa Devoniana.

Muito além de um registro geográfico, esta obra busca revelar as marcas deixadas por povos ancestrais e eternizadas nas paredes de arenito.


Goura lança pré-candidatura no dia 02 de julho em Curitiba

Vem junto ocupar as praças, reflorestar as cidades e celebrar 10 anos de lutas!
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Convido você que fez parte dessa trajetória para celebrar as conquistas que tivemos.

Elas são muitas, mas ainda temos trabalho pela frente na Assembleia Legislativa!

Lançamento da pré-candidatura do Goura ✊
📆 02/07, quinta-feira
🕓 A partir das 18h30
📍 Na Feira Bar - Al. Princesa Izabel, 465 (https://maps.app.goo.gl/MWTNQkkJwgRr5i2bA)

Bora ocupar a praça e fazer uma grande festa!

Confirme presença: tinyurl.com/gogogoura
Compartilhe e chegue junto: https://tinyurl.com/mr3hscsk

Audiência Pública na ALP debaterá Deriva de Agrotóxicos no Paraná: Impactos, Desafios e Soluções

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

STJ mantém condenação e Syngenta paga indenização por assassinato de agricultor Sem Terra no Paraná


Após quase duas décadas de batalha judicial, transnacional do agronegócio é responsabilizada civilmente por subsidiar milícia armada que executou o camponês Keno e baleou a agricultora Isabel Cardin em ocupação contra transgênicos ilegalmente plantados no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.

CURITIBA (PR) – Após uma batalha judicial que se estendeu por 19 anos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a responsabilidade civil e a obrigatoriedade de pagamento de indenizações pela multinacional Syngenta em decorrência do assassinato do agricultor Sem Terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno, e da tentativa de homicídio da agricultora Isabel Maria Cardin. Os crimes foram cometidos em 21 de outubro de 2007 por uma empresa de segurança privada contratada pela transnacional, atuando como milícia armada contra um protesto pacífico em Santa Tereza do Oeste (PR).

O cumprimento da sentença foi homologado após o STJ manter a condenação por responsabilidade objetiva da empresa. Os pagamentos das indenizações por danos morais, materiais e estéticos foram efetivados no início de fevereiro de 2026. A decisão do Poder Judiciário fixou um precedente histórico ao reconhecer que o direito de propriedade não pode, sob nenhuma circunstância, se sobrepor ao direito fundamental à vida.

O crime e a denúncia contra os transgênicos
O ataque violento ocorreu durante uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina que reunia cerca de 200 pessoas. O objetivo do ato era denunciar que a Syngenta realizava experimentos ilegais com sementes modificadas em uma área de 123 hectares situada na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu — contrariando o plano de manejo que proibia a manipulação genética a menos de 10 km do patrimônio natural. Na época, a transnacional já havia sido autuada e multada pelo Ibama em R$ 1 milhão pelas irregularidades.

No dia do crime, um grupo de aproximadamente 40 homens armados, composto por agentes da empresa NF Segurança e pistoleiros, invadiu o local. Keno e Isabel estavam na guarita do espaço e foram baleados sem chance de resistência. O camponês foi executado com tiros no peito e na perna. Isabel foi rendida de joelhos e baleada na cabeça, braço e tórax; ela sobreviveu, mas carrega sequelas permanentes, como a perda da visão de um olho e da mobilidade do braço. Dois meses após o crime, a Justiça Federal confirmou a total ilegalidade das pesquisas que a empresa realizava na área. Desde 2009, o local abriga o Centro de Pesquisas em Agroecologia Valmir Mota de Oliveira.

Vozes da Luta: O alívio e o significado político
Para as vítimas e os movimentos sociais, o desfecho financeiro é secundário diante do peso político de ver uma gigante do agronegócio ser responsabilizada na Justiça.

"Foi uma luta assim que nós, enquanto movimento, enquanto MST, a gente conquistou. Não foi só eu e nem meus filhos que ganhou. Eu nunca perdi a esperança que a Syngenta um dia ia ser condenada. Pra mi foi um alívio muito grande que aconteceu isso agora, e saber que de uma forma ou de outra ela pagou. O bom é que eles [Judiciário] viram que nós não deixamos o Keno ser esquecido. O MST nunca me abandonou. E o MST jamais abandona uma família que passou por isso."
— Iris de Oliveira, viúva de Keno, que tinha 34 anos e deixou três filhos.

"Eu acho que o mais importante não foi nós receber a indenização, é uma questão financeira, mas sim a vitória do povo trabalhador. Isso é o mais importante. Sempre quem ganha é o lado mais forte. Dessa vez o trabalhador venceu. Espero que muitas e muitas outras vezes o trabalhador continue vencendo essas batalhas judiciais. A sociedade agora pode saber que essa empresa perdeu, foi condenada, numa questão onde ela perdeu para pessoas humildes, para pessoas trabalhadoras. Hoje já consigo dormir sabendo que a justiça foi feita. Essa questão de que a justiça fosse feita, especialmente pelo Keno, é onde me dava força para poder continuar nessa luta."}
— Isabel Cardin, agricultora sobrevivente do ataque.

Precedente contra a impunidade corporativa
A morosidade da Justiça — que levou quase 20 anos para concluir a esfera civil e viu a ação penal contra os executores ser arquivada pelo Ministério Público sob a justificativa de "violação da duração razoável do processo" — foi duramente criticada pelas entidades. No entanto, o resultado final consolida uma importante vitória contra a impunidade corporativa no campo.

"A condenação da transnacional Syngenta é um caso excepcional, pois, em regra, as empresas recorrem a todos os meios para impedir que o Estado as puna por seus crimes. Ainda assim, depois de muita luta e da realização de campanhas, só foi possível obter justiça 19 anos após os fatos — uma demora injustificável. O caso servirá de precedente para outras lutas contra graves violações de direitos humanos praticadas por grandes empresas."
— Darci Frigo, coordenador executivo da Terra de Direitos.

"A decisão tem um significado profundo para o Movimento por se tratar de uma das grandes transnacionais do agronegócio e que vem cometendo há anos crime no mundo inteiro de envenenamento da terra, da água, dos alimento, causando vários transtornos na saúde das pessoas. Nos dá a certeza que vale a pena a gente batalhar, vale a pena a gente lutar para fazer com que seja feita a justiça nos crimes que são cometidos contra as pessoas, contra as humanidades."
— José Damasceno, integrante da direção do MST-PR.

Violência e transgênicos: Um cenário atual
As organizações alertam que o desfecho do caso Keno ocorre em um momento de persistente violência no campo. Dados da pesquisa Linha de Frente, realizada pela Terra de Direitos e Justiça Global, revelam que agentes privados foram autores de violência em 62,1% dos casos mapeados entre 2023 e 2024, acumulando 131 episódios de violência contra trabalhadores camponeses no período. A recente articulação do grupo "Invasão Zero" e o assassinato da liderança indígena Nega Pataxó na Bahia evidenciam a atualidade do uso de milícias rurais pelo agronegócio.

Da mesma forma, a liberação comercial de novos organismos modificados sem o princípio da precaução segue em pauta no país, como ocorreu com a liberação do cultivo do trigo transgênico (HB4) pela CTNBio. Paralelamente, a Syngenta acumula novos processos, enfrentando ações civis públicas da AGU e do Ibama por adulteração de agrotóxicos no Brasil e ações coletivas internacionais — como a movida no Canadá que vincula o uso de seu herbicida Paraquat ao desenvolvimento da doença de Parkinson em agricultores.

Seminário em Curitiba celebra o legado
Para marcar o desfecho da batalha jurídica e honrar a memória da resistência camponesa, a programação da 23ª Jornada de Agroecologia do Paraná contará com o Seminário Keno, Presente! A resistência camponesa na luta pela terra, agroecologia e contra os transgênicos.

O evento debaterá a soberania alimentar e as estratégias de proteção aos defensores de direitos humanos e da terra.

Data: 20 de junho de 2026
Horário: 18h
Local: Sala PA-07, Prédio de Ciências Exatas da UFPR (Centro Politécnico), Curitiba/PR.
Realização: MST Paraná e Terra de Direitos.

Fonte: Terra de Direitos

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Esquerda vira o resultado da eleição no Peru (08/06/2026 15:00)

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Resultado parcial das Eleições Gerais do Peru – 2026 (08/06/2026 - 11:27)

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Conforme a imagem divulgada pela ONPE (Oficina Nacional de Procesos Electorales), com 93,15% das atas processadas, a disputa presidencial apresenta um cenário de extrema competitividade entre os dois candidatos.

A candidata Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, aparece na liderança com 8.755.673 votos, correspondendo a 50,07% dos votos válidos. Já o candidato Roberto Sánchez, da coligação Juntos por el Perú, soma 8.730.172 votos, alcançando 49,93%.

A diferença entre os candidatos é de apenas 25.501 votos, demonstrando um dos pleitos mais equilibrados da história recente do país. Com uma margem inferior a 0,2 ponto percentual e ainda restando atas a serem processadas, o resultado permanecia tecnicamente aberto no momento do registro.

Data e horário da imagem: 08 de junho de 2026, às 11h27min.


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Absolvição de ex-presidente da UDR perpetua 28 anos de impunidade no campo e expõe manobra jurídica de última hora no PR


Curitiba (PR) – O Tribunal do Júri de Curitiba absolveu, na madrugada desta sexta-feira, o ruralista e ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Marcos Prochet, da acusação de assassinar o camponês Sem Terra Sebastião Camargo. O crime ocorreu há 28 anos, em 1998, durante um despejo ilegal na Fazenda Boa Sorte, em Marilena (PR).

O resultado apertado do julgamento contrariou o reconhecimento de Prochet por sete testemunhas na cena do crime e consolidou o caso como um símbolo emblemático da impunidade do latifúndio no Brasil. A decisão já havia sido criticada de forma antecipada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2009, que responsabilizou o Estado brasileiro pela lentidão do sistema de justiça nacional.

Prochet chegou a ser condenado por três júris populares distintos (2013, 2016 e 2021) como o autor do disparo que vitimou o trabalhador de 65 anos. Contudo, todas as condenações foram sucessivamente anuladas pelo Tribunal de Justiça do Paraná após recursos da defesa, em uma longa tramitação que incluiu até o extravio dos autos físicos do processo. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que avaliará se recorrerá da nova decisão.

A manobra "Borracha": terceirização da culpa e crime prescrito
A grande reviravolta que garantiu a absolvição de Prochet foi desenhada na véspera do julgamento. A defesa apresentou de última hora uma nova testemunha: o jagunço Jair Firmino, conhecido como "Borracha". Diante do tribunal, o pistoleiro assumiu a autoria do crime, classificando-o como um "acidente".

A estratégia foi apontada pela acusação como uma manobra de blindagem ao réu Prochet, uma vez que o crime já prescreveu para Firmino, impossibilitando qualquer punição contra ele. O próprio depoimento de Borracha revelou que familiares e advogados de Prochet o procuraram dias antes, custeando seu deslocamento, hospedagem e defesa jurídica.

A acusação demonstrou contradições severas na tese: em 2011, Prochet havia defendido publicamente Borracha em outro caso de assassinato de camponês, afirmando que ele era um "trabalhador". Agora, em plenário, o ruralista alegou que sequer o conhecia. Além disso, ambos compartilham o histórico de atendimento pelos mesmos advogados em algumas situações do processo.

O MP-PR também detalhou que, logo após o assassinato em 1998, Prochet forjou uma agenda roteirizada de álibis com horários sobrepostos para criar uma "ilusão de onipresença". No entanto, testemunhas oculares que estavam ao lado da vítima reafirmaram em juízo o reconhecimento da voz, do tipo físico e das vestimentas do ruralista, que usava um capuz e um casaco com o emblema da UDR, sendo chamado pelos demais capangas de "comandante".

Dor, impunidade e resistência
O sentimento de injustiça marcou os depoimentos e as reações de familiares e movimentos sociais que acompanharam as sessões na capital paranaense.

Messias Camargo, que tinha apenas 15 anos quando o pai foi executado com um tiro na cabeça, assistiu ao julgamento na primeira fila, vendo os filhos de Prochet atuarem como advogados de defesa do próprio pai. “Eles pregam tanto, como eles [a defesa de Prochet] ontem falavam em família, que são família. E daí a minha família, como é que sente? Como é que fica a minha família? Você não pode ter teu pai, não pode ver o pai, criar os seus netos. Como é que a gente sente? Será que para eles é família, isso aí? E a minha família? Minha família será que não sente? [...] Eles não mataram um cachorro, mataram um homem, mataram um pai de família. É muito tempo que a gente sente dor. A gente não é ser humano que não tem coração. Por que será que o pobre é um cachorro pra esse povo? Será que não tem futuro, não tem valor?”, diz.

Para as lideranças camponesas, o desfecho do caso atualiza o histórico de violência agrária que marcou o Paraná, especialmente durante o governo de Jaime Lerner, período que registrou 16 assassinatos de trabalhadores Sem Terra, além de centenas de prisões arbitrárias e torturas. João Flávio Borba, integrante da direção do MST no Paraná, contextualizou o peso político do veredito:

“A ênfase é do sentimento de impunidade, para quem conviveu por mais de 20 anos sabe o que significou toda a ação que a UDR, de uma forma ou outra, reprimiu com o resultado de mortes de pessoas e todo um clima de tensão que existia dentro da região [...]. É uma atualização da fotografia do Brasil como o país da impunidade com os crimes cometidos contra os povos do campo, há mais de 500 anos.”

A organização de direitos humanos Terra de Direitos, que atuou como assistente de acusação no caso, garantiu que a batalha jurídica não se encerra em Curitiba. Darci Frigo, representante da entidade, reafirmou o compromisso de levar o caso novamente às instâncias internacionais:

“As violências da UDR e do latifúndio no estado Paraná não podem permanecer impunes e nós vamos seguir os caminhos em âmbito internacional para garantir que haja justiça para Sebastião Camargo e todos os trabalhadores e trabalhadoras rurais que foram vítimas de violência e assassinato por parte dos agentes, dos representantes do latifúndio.”

Contexto e os frutos da terra
Sebastião Camargo foi assassinado durante o despejo forçado de 300 famílias na Fazenda Boa Sorte. A ironia do crime reside no fato de que a área já havia sido vistoriada pelo Incra e considerada improdutiva, estando em pleno processo de desapropriação legal. O proprietário da terra, inclusive, já havia recebido cerca de R$ 1,3 milhão de indenização do governo federal quando a milícia privada executou o ataque.

Apesar da impunidade no tribunal, a terra pela qual Camargo deu a vida frutificou. A área foi convertida nos assentamentos Santo Ângelo e Sebastião Camargo, onde hoje mais de duas mil famílias produzem alimentos, gerenciam três cooperativas e transformaram a região noroeste do Paraná em um polo de produção de arroz agroecológico, abastecendo escolas da rede pública.

Fonte: Terra de Direitos

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Especialização em Inteligência Artificial Generativa Aplicada - UTFPR - inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para a especialização em Inteligência Artificial Generativa Aplicada da UTFPR.

Inscrição:
https://funtefpr.conveniar.com.br/Eventos/Forms/Servicos/EventoDados.aspx?action=2177

Programa do Curso:
https://utfpr.curitiba.br/iaaplicada/

Duração:
18 meses

Investimento:
Inscrição de R$ 50,00 + Matrícula de R$ 400,00 + 19 parcelas de R$ 400,00

O curso é 100% EaD com aulas ao vivo, nas sextas-feiras à noite e aos sábados pela manhã e à tarde.

As aulas são gravadas e permanecem disponíveis para acesso durante todo o curso.

Previsão de início:
11/09/2026 (aulas quinzenais)


terça-feira, 26 de maio de 2026

Festival de curtas da ONU convoca jovens a promover mudança social e diálogo intercultural

A Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) lançou a edição de 2026 do Concurso PLURAL+, convidando jovens de até 25 anos a criarem vídeos sobre desafios sociais atuais. 

As inscrições vão até 30 de junho de 2026, pela plataforma do PLURAL+

Os curtas devem abordar migração, diversidade e inclusão, usando formatos como documentário, animação ou ficção. 

Desde o seu lançamento em 2009, o PLURAL+ tem incentivado a juventude global a enviar vídeos e expressar sua voz sobre os temas de migração, diversidade, inclusão social e prevenção da xenofobia.
Legenda: Desde o seu lançamento em 2009, o PLURAL+ tem incentivado a juventude global a enviar vídeos e expressar sua voz sobre os temas de migração, diversidade, inclusão social e prevenção da xenofobia.
Foto: © Rachel Seidu/Studio Nigeria.

Destacando o poder da juventude como agente de mudança social, a Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) lançou a edição de 2026 do Concurso Internacional de Vídeos PLURAL+.

O festival das Nações Unidas convida jovens produtores de vídeo de todo o mundo a inscreverem curtas-metragens que abordem questões sociais urgentes em três categorias de idade: 

  • até 12 anos

  • 13 a 17 anos

  • 18 a 25 anos

Este ano, o PLURAL+ continuará a destacar os temas-chave de migração, diversidade e inclusão social, ao mesmo tempo em que destaca três categorias especiais com foco no combate à xenofobia e à discriminação, na promoção de narrativas responsáveis sobre migração e na promoção do diálogo intercultural e inter-religioso por meio do uso ético e responsável da Inteligência Artificial (IA).

“Em um momento em que as narrativas podem dividir tanto quanto conectar, o PLURAL+ continua a oferecer uma plataforma única para que os jovens apresentem perspectivas que moldam a forma como compreendemos os desafios sociais contemporâneos e promovemos sociedades diversificadas”, afirmou o alto representante da UNAOC, Miguel Ángel Moratinos. 

“Por meio do PLURAL+, a UNAOC contribui para cultivar uma geração de contadores de histórias comprometidos com a promoção do diálogo e da compreensão. Suas vozes são essenciais para o avanço de nossa humanidade compartilhada”, acrescentou.

Agora em sua 18ª edição, o PLURAL+ incentiva jovens de todo o mundo a usar formas inovadoras de contar histórias — seja por meio de ficção narrativa, documentário, animação ou qualquer outra forma — para desafiar estereótipos, promover o diálogo e defender a coesão social. 

Os vídeos inscritos devem ter o potencial de fazer o público refletir de maneira construtiva sobre questões sociais transversais relacionadas, entre outras coisas, à defesa dos direitos humanos, ao combate ao racismo e à discriminação, bem como à promoção do diálogo e da compreensão mútua.

Em um mundo frequentemente marcado pela intolerância, polarização e divisões culturais, o Festival de Vídeos PLURAL+ reconhece os jovens como poderosos agentes de mudança social e os incentiva a compartilhar sua visão criativa, que promove a inclusão e o respeito pela diversidade. Lançado em 2009, o PLURAL+ é uma iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), com uma rede de mais de 20 organizações parceiras em todo o mundo.

Legenda: Em um mundo frequentemente marcado pela intolerância, polarização e divisões culturais, o Festival de Vídeos PLURAL+ reconhece os jovens como poderosos agentes de mudança social e os incentiva a compartilhar sua visão criativa, que promove a inclusão e o respeito pela diversidade. Lançado em 2009, o PLURAL+ é uma iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), com uma rede de mais de 20 organizações parceiras em todo o mundo.

Foto: © Davideangelinephotos

Como participar? 

O prazo para enviar vídeos para a 18ª edição do PLURAL+ é 30 de junho, às 18h (horário de Brasília). 

Os detalhes completos e os critérios de elegibilidade estão disponíveis aqui

Os vídeos devem ser submetidos através da página global do PLURAL+: https://pluralplus.unaoc.org/submit/ 

Premiação 

Três vídeos, um para cada uma das faixas etárias (até 12 anos; de 13 a 17 anos; e de 18 a 25 anos), receberão Distinções do Júri Internacional do PLURAL+ 2026.

Além disso, a UNAOC concederá três Reconhecimentos Especiais este ano:

  • Prêmio Especial de Reconhecimento pelo Combate à Xenofobia e à Discriminação, destinado a um vídeo que promova o respeito mútuo e destaque questões globais relacionadas à xenofobia e à discriminação. Isso inclui a discriminação com base na etnia, religião ou crença, incluindo o antissemitismo, a cristianofobia, a islamofobia e outras formas de intolerância contra outras religiões e crenças.

  • Prêmio Especial de Narrativas Responsáveis sobre Migração será concedido a um vídeo que retrate esforços para combater a desinformação e informações falsas online que afetam migrantes, ao mesmo tempo em que promove a narrativa ética e a divulgação de informações precisas e baseadas em fatos, provenientes de fontes confiáveis.

  • Prêmio Especial de IA para #OneHumanity será concedido a um vídeo que utilize o poder da Inteligência Artificial para promover o diálogo intercultural e inter-religioso, por meios éticos e responsáveis. Isso inclui explorar como a IA pode ser usada como uma força para o bem, a fim de promover narrativas digitais inclusivas e responsáveis, fortalecer a compreensão mútua e contribuir para um impacto social positivo.

Os filmes selecionados serão exibidos na Cerimônia do PLURAL+ 2026 e transmitidos ao vivo pela UN Web TV e disponibilizados na página do PLURAL+. Durante a cerimônia de premiação, jovens cineastas terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos a um público global.

O PLURAL+ é um festival de vídeos para jovens que incentiva e estimula jovens de todo o mundo a explorar as questões de migração, diversidade, inclusão social e prevenção da xenofobia e a compartilhar sua visão criativa com o mundo.
Legenda: O PLURAL+ é um festival de vídeos para jovens que incentiva e estimula jovens de todo o mundo a explorar as questões de migração, diversidade, inclusão social e prevenção da xenofobia e a compartilhar sua visão criativa com o mundo.
Foto: © Atlas Studio.