segunda-feira, 20 de julho de 2026

Dia Internacional Nelson Mandela: Mensagem do secretário-geral da ONU

Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o Dia Internacional Nelson Mandela, assinalado em 18 de julho.

Hoje, honramos a vida e o legado de Nelson Mandela, uma figura fundamental da paz, da reconciliação, da justiça e dos Direitos Humanos. 

“Nossa marcha para a liberdade é imparável. Não podemos permitir que o medo se coloque em nosso caminho”. Nelson Mandela, então vice-presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), da África do Sul, levanta o punho no ar enquanto discursa para o Comitê Especial contra o Apartheid no Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de junho de 1990. Créditos: © ONU/Pernaca Sudhakaran.

Legenda: “Nossa marcha para a liberdade é imparável. Não podemos permitir que o medo se coloque em nosso caminho”. Nelson Mandela, então vice-presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), da África do Sul, levanta o punho no ar enquanto discursa para o Comitê Especial contra o Apartheid no Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de junho de 1990.
Foto: © ONU/Pernaca Sudhakaran.

tema deste ano relembra-nos que Nelson Mandela foi também um empenhado defensor da igualdade e da erradicação da pobreza. 

Ele sabia que erradicar a pobreza não é um ato de caridade.

É um ato de justiça.

E um dever que pertence a todas as pessoas. 

Vivemos num mundo onde as desigualdades estão se aprofundando. 

Onde a riqueza se acumula desproporcionalmente na mão de alguns sortudos, enquanto muitos outros lutam para conseguir pagar as suas necessidades básicas, como alimentação, água, abrigo e educação.

E onde anos de progresso na luta contra a pobreza foram travados por conflitos, choques econômicos e desastres climáticos.

Como Nelson Mandela, podemos todos contribuir na construção de economias justas e de sociedades inclusivas: 

  • Ao investir no trabalho digno, na cobertura universal de saúde, na qualidade de educação e nos sistemas de proteção social.

  • Ao aumentar o financiamento e ao apostar na reforma da arquitetura financeira internacional, os países em desenvolvimento conseguirão os fundos e o alívio da dívida que necessitam.

  • E ao construir economias alicerçadas em energias renováveis, para as pessoas e para o planeta. 

Sempre me inspirei na vida do Nelson Mandela e na sua convicção de que quando as pessoas se unem, nada é impossível.

O futuro está em nossas mãos.

Hoje e todos os dias, vamos levar mais longe a visão de Nelson Mandela de um mundo mais justo, inclusivo, igualitário e pacífico.

Para saber mais, acesse a página especial da ONU Brasil para o #MandelaDay e acompanhe a cobertura da ONU News em português



segunda-feira, 29 de junho de 2026

Lançamento do Livro: Entre Rochas e Memórias: Paisagem e Arte Rupestre em Tibagi ocorre dia 3 de Julho

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Este livro é resultado de um projeto do GUPE - Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas

Em Entre Rochas e Memória: Paisagem e Arte Rupestre de Tibagi, convidamos você a percorrer as escarpas e os abrigos rochosos de uma das regiões mais fascinantes do sul do Brasil, o Cânion do Guartelá e seus arredores na Escarpa Devoniana.

Muito além de um registro geográfico, esta obra busca revelar as marcas deixadas por povos ancestrais e eternizadas nas paredes de arenito.


Goura lança pré-candidatura no dia 02 de julho em Curitiba

Vem junto ocupar as praças, reflorestar as cidades e celebrar 10 anos de lutas!
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Convido você que fez parte dessa trajetória para celebrar as conquistas que tivemos.

Elas são muitas, mas ainda temos trabalho pela frente na Assembleia Legislativa!

Lançamento da pré-candidatura do Goura ✊
📆 02/07, quinta-feira
🕓 A partir das 18h30
📍 Na Feira Bar - Al. Princesa Izabel, 465 (https://maps.app.goo.gl/MWTNQkkJwgRr5i2bA)

Bora ocupar a praça e fazer uma grande festa!

Confirme presença: tinyurl.com/gogogoura
Compartilhe e chegue junto: https://tinyurl.com/mr3hscsk

Audiência Pública na ALP debaterá Deriva de Agrotóxicos no Paraná: Impactos, Desafios e Soluções

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

STJ mantém condenação e Syngenta paga indenização por assassinato de agricultor Sem Terra no Paraná


Após quase duas décadas de batalha judicial, transnacional do agronegócio é responsabilizada civilmente por subsidiar milícia armada que executou o camponês Keno e baleou a agricultora Isabel Cardin em ocupação contra transgênicos ilegalmente plantados no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.

CURITIBA (PR) – Após uma batalha judicial que se estendeu por 19 anos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a responsabilidade civil e a obrigatoriedade de pagamento de indenizações pela multinacional Syngenta em decorrência do assassinato do agricultor Sem Terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno, e da tentativa de homicídio da agricultora Isabel Maria Cardin. Os crimes foram cometidos em 21 de outubro de 2007 por uma empresa de segurança privada contratada pela transnacional, atuando como milícia armada contra um protesto pacífico em Santa Tereza do Oeste (PR).

O cumprimento da sentença foi homologado após o STJ manter a condenação por responsabilidade objetiva da empresa. Os pagamentos das indenizações por danos morais, materiais e estéticos foram efetivados no início de fevereiro de 2026. A decisão do Poder Judiciário fixou um precedente histórico ao reconhecer que o direito de propriedade não pode, sob nenhuma circunstância, se sobrepor ao direito fundamental à vida.

O crime e a denúncia contra os transgênicos
O ataque violento ocorreu durante uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina que reunia cerca de 200 pessoas. O objetivo do ato era denunciar que a Syngenta realizava experimentos ilegais com sementes modificadas em uma área de 123 hectares situada na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu — contrariando o plano de manejo que proibia a manipulação genética a menos de 10 km do patrimônio natural. Na época, a transnacional já havia sido autuada e multada pelo Ibama em R$ 1 milhão pelas irregularidades.

No dia do crime, um grupo de aproximadamente 40 homens armados, composto por agentes da empresa NF Segurança e pistoleiros, invadiu o local. Keno e Isabel estavam na guarita do espaço e foram baleados sem chance de resistência. O camponês foi executado com tiros no peito e na perna. Isabel foi rendida de joelhos e baleada na cabeça, braço e tórax; ela sobreviveu, mas carrega sequelas permanentes, como a perda da visão de um olho e da mobilidade do braço. Dois meses após o crime, a Justiça Federal confirmou a total ilegalidade das pesquisas que a empresa realizava na área. Desde 2009, o local abriga o Centro de Pesquisas em Agroecologia Valmir Mota de Oliveira.

Vozes da Luta: O alívio e o significado político
Para as vítimas e os movimentos sociais, o desfecho financeiro é secundário diante do peso político de ver uma gigante do agronegócio ser responsabilizada na Justiça.

"Foi uma luta assim que nós, enquanto movimento, enquanto MST, a gente conquistou. Não foi só eu e nem meus filhos que ganhou. Eu nunca perdi a esperança que a Syngenta um dia ia ser condenada. Pra mi foi um alívio muito grande que aconteceu isso agora, e saber que de uma forma ou de outra ela pagou. O bom é que eles [Judiciário] viram que nós não deixamos o Keno ser esquecido. O MST nunca me abandonou. E o MST jamais abandona uma família que passou por isso."
— Iris de Oliveira, viúva de Keno, que tinha 34 anos e deixou três filhos.

"Eu acho que o mais importante não foi nós receber a indenização, é uma questão financeira, mas sim a vitória do povo trabalhador. Isso é o mais importante. Sempre quem ganha é o lado mais forte. Dessa vez o trabalhador venceu. Espero que muitas e muitas outras vezes o trabalhador continue vencendo essas batalhas judiciais. A sociedade agora pode saber que essa empresa perdeu, foi condenada, numa questão onde ela perdeu para pessoas humildes, para pessoas trabalhadoras. Hoje já consigo dormir sabendo que a justiça foi feita. Essa questão de que a justiça fosse feita, especialmente pelo Keno, é onde me dava força para poder continuar nessa luta."}
— Isabel Cardin, agricultora sobrevivente do ataque.

Precedente contra a impunidade corporativa
A morosidade da Justiça — que levou quase 20 anos para concluir a esfera civil e viu a ação penal contra os executores ser arquivada pelo Ministério Público sob a justificativa de "violação da duração razoável do processo" — foi duramente criticada pelas entidades. No entanto, o resultado final consolida uma importante vitória contra a impunidade corporativa no campo.

"A condenação da transnacional Syngenta é um caso excepcional, pois, em regra, as empresas recorrem a todos os meios para impedir que o Estado as puna por seus crimes. Ainda assim, depois de muita luta e da realização de campanhas, só foi possível obter justiça 19 anos após os fatos — uma demora injustificável. O caso servirá de precedente para outras lutas contra graves violações de direitos humanos praticadas por grandes empresas."
— Darci Frigo, coordenador executivo da Terra de Direitos.

"A decisão tem um significado profundo para o Movimento por se tratar de uma das grandes transnacionais do agronegócio e que vem cometendo há anos crime no mundo inteiro de envenenamento da terra, da água, dos alimento, causando vários transtornos na saúde das pessoas. Nos dá a certeza que vale a pena a gente batalhar, vale a pena a gente lutar para fazer com que seja feita a justiça nos crimes que são cometidos contra as pessoas, contra as humanidades."
— José Damasceno, integrante da direção do MST-PR.

Violência e transgênicos: Um cenário atual
As organizações alertam que o desfecho do caso Keno ocorre em um momento de persistente violência no campo. Dados da pesquisa Linha de Frente, realizada pela Terra de Direitos e Justiça Global, revelam que agentes privados foram autores de violência em 62,1% dos casos mapeados entre 2023 e 2024, acumulando 131 episódios de violência contra trabalhadores camponeses no período. A recente articulação do grupo "Invasão Zero" e o assassinato da liderança indígena Nega Pataxó na Bahia evidenciam a atualidade do uso de milícias rurais pelo agronegócio.

Da mesma forma, a liberação comercial de novos organismos modificados sem o princípio da precaução segue em pauta no país, como ocorreu com a liberação do cultivo do trigo transgênico (HB4) pela CTNBio. Paralelamente, a Syngenta acumula novos processos, enfrentando ações civis públicas da AGU e do Ibama por adulteração de agrotóxicos no Brasil e ações coletivas internacionais — como a movida no Canadá que vincula o uso de seu herbicida Paraquat ao desenvolvimento da doença de Parkinson em agricultores.

Seminário em Curitiba celebra o legado
Para marcar o desfecho da batalha jurídica e honrar a memória da resistência camponesa, a programação da 23ª Jornada de Agroecologia do Paraná contará com o Seminário Keno, Presente! A resistência camponesa na luta pela terra, agroecologia e contra os transgênicos.

O evento debaterá a soberania alimentar e as estratégias de proteção aos defensores de direitos humanos e da terra.

Data: 20 de junho de 2026
Horário: 18h
Local: Sala PA-07, Prédio de Ciências Exatas da UFPR (Centro Politécnico), Curitiba/PR.
Realização: MST Paraná e Terra de Direitos.

Fonte: Terra de Direitos

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Esquerda vira o resultado da eleição no Peru (08/06/2026 15:00)

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Resultado parcial das Eleições Gerais do Peru – 2026 (08/06/2026 - 11:27)

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Conforme a imagem divulgada pela ONPE (Oficina Nacional de Procesos Electorales), com 93,15% das atas processadas, a disputa presidencial apresenta um cenário de extrema competitividade entre os dois candidatos.

A candidata Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, aparece na liderança com 8.755.673 votos, correspondendo a 50,07% dos votos válidos. Já o candidato Roberto Sánchez, da coligação Juntos por el Perú, soma 8.730.172 votos, alcançando 49,93%.

A diferença entre os candidatos é de apenas 25.501 votos, demonstrando um dos pleitos mais equilibrados da história recente do país. Com uma margem inferior a 0,2 ponto percentual e ainda restando atas a serem processadas, o resultado permanecia tecnicamente aberto no momento do registro.

Data e horário da imagem: 08 de junho de 2026, às 11h27min.