segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Personagem infantil José Totoy estrela campanha do Dia Mundial da Alimentação 2026

Fenômeno internacional em 190 países, “o Comilão” é designado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura “Campeão da FAO” e “Herói da Alimentação”. 
José Totoy foi escolhido como símbolo do Dia Mundial da Alimentação 2026 por incorporar valores diretamente alinhados ao tema da campanha. O personagem planta aquilo que come e traz a alimentação saudável, a amizade, a curiosidade e a natureza para o centro de suas histórias.

Legenda: Personagem de animação infantil, José Totoy estrela campanha do DMA 2026, com episódio inédito dedicado à data.
Foto: © Totoy Corp 2026 - All rights reserved.

O Dia Mundial da Alimentação (DMA), celebrado em 16 de outubro, este ano traz uma novidade: o personagem infantil José Totoy, o “Comilão”, como porta-voz da campanha no Brasil. 

Com o slogan “Inovar hoje para nutrir o amanhã”, a campanha é uma iniciativa das agências das Nações Unidas que atuam no combate à fome no Brasil: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Pela primeira vez, o público infantil ocupa o centro da iniciativa. Este ano, é o personagem José Totoy, “o Comilão”, que dará o recado sobre os desafios da fome e da má alimentação, e a importância da inovação para tornar os sistemas agroalimentares mais sustentáveis, inclusivos e resilientes. 

Por meio de uma linguagem simples, acessível e lúdica, a ideia é sensibilizar as crianças, que são o futuro do planeta, e suas famílias. 

Dia Mundial da Alimentação 2026

Legenda: Quando pensamos em inovação, é comum imaginarmos tecnologias como dados, inteligência artificial, máquinas e robôs. Mas inovação também tem a ver com ideias, tanto novas quanto tradicionais. Seja grande ou pequena, moderna ou tradicional, inovar é encontrar soluções, usando ciência, tecnologia e imaginação, para produzir alimentos, proteger a natureza e construir um futuro melhor.

Neste Dia Mundial da Alimentação, junte-se a nós. Juntos podemos inovar hoje para nutrir o amanhã.

Foto: © Leon Martins/FAO.

Totoy

A Totoy Corp, empresa que criou o personagem, em colaboração com as agências da ONU no Brasil, produziu um episódio especial dedicado ao DMA 2026. O conteúdo será lançado no dia 16 de forma simultânea no Youtube da Totoy e em todas as plataformas digitais das agências envolvidas. Além disso, José Totoy estará presente em cartazes distribuídos em mobiliários urbanos de algumas cidades do país levantando a bandeira da campanha.  

José Totoy foi escolhido como símbolo do DMA 2026 por incorporar valores diretamente alinhados ao tema da campanha. O personagem planta aquilo que come e traz a alimentação saudável, a amizade, a curiosidade e a natureza para o centro de suas histórias. Por meio de experiências cotidianas, José descobre que a melhor forma de aprender é pela tentativa e exploração. 

Fenômeno internacional entre o público infantil, com conteúdos disponíveis em mais de 30 idiomas em plataformas de streaming e no Youtube, o personagem já registrou 26 bilhões de visualizações, e tem mais de 50 milhões de seguidores em sua rede global de canais. 

Por isso, a parceria com a FAO, que lidera a campanha internacionalmente, extrapolou o território nacional: o episódio da animação dedicada ao DMA 2026 terá versões em inglês e espanhol, que serão reproduzidas nas redes sociais e em cerca de 190 países pelo Youtube.

Neste Dia Mundial da Alimentação 2026, José Totoy nos convida a embarcar em uma aventura inspirada pelo tema “Inovar hoje para Nutrir o Amanhã”, mostrando que a alimentação cria uma ponte entre as pessoas, a natureza e o futuro. E lembrando que cada escolha conta, cada aprendizado importa e cada criança tem o poder de ajudar a construir um mundo melhor.
Legenda: O personagem de animação infantil José Totoy foi escolhido como símbolo do Dia Mundial da Alimentação 2026 por incorporar valores diretamente alinhados ao tema da campanha. O Totoy planta aquilo que come e traz a alimentação saudável, a amizade, a curiosidade e a natureza para o centro de suas histórias.
Foto: © Totoy Corp 2026 - All rights reserved.

Herói da Alimentação

A FAO nomeou o personagem como “Herói da Alimentação” e “Campeão da FAO” (FAO Champion), ganhando assim uma página com sua biografia em inglês, português e espanhol, no site regional e global da organização. 

Os “Heróis da Alimentação” designados pela FAO são lideranças influentes, que apoiam e fortalecem suas comunidades por meio de ações concretas em torno da alimentação, gerando impactos positivos diante dos desafios globais.

Inserir um personagem de desenho animado é algo inovador dentro da organização, bem como conceder o título de “Campeão da FAO”, obtido mediante um processo de avaliação de integridade, reputação e alcance público para formalização da parceria. Geralmente são designados especialistas, chefs, atletas, influenciadores, artistas ou lideranças reconhecidas em áreas relacionadas. 

“Esta parceria é uma oportunidade de aproximar crianças e famílias dos temas relacionados à alimentação, à nutrição e ao desenvolvimento sustentável. As crianças são especialmente receptivas ao aprendizado e à construção de valores e serão os futuros tomadores das decisões que moldarão nossos sistemas agroalimentares e o planeta”, afirma o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza. 

Meza acrescenta que o tema da inovação, mote do slogan da campanha do DMA 2026, deve ser compreendido de maneira ampla:

“Inovar não é só investir em tecnologia de ponta. Significa também encontrar novas formas de aplicar conhecimentos tradicionais, compartilhar experiências, conectar saberes e construir soluções adaptadas às realidades locais. A inovação deve estar a serviço das pessoas e contribuir para transformar os sistemas agroalimentares.”

“Neste Dia Mundial da Alimentação, somos convidados a refletir sobre como as escolhas e as ações de hoje moldam o futuro da alimentação. Com a ajuda do José Comilão, queremos inspirar crianças, jovens e famílias a adotarem hábitos alimentares mais conscientes e a se tornarem protagonistas de um futuro sem fome”, afirma o diretor do Centro de Excelência contra a fome do WFP no Brasil, Daniel Balaban. 

“Inovar hoje é também pensar nas condições que queremos construir para a alimentação de amanhã. Isso passa por valorizar os conhecimentos das comunidades rurais, ampliar o acesso a novas tecnologias e criar oportunidades, especialmente para os jovens rurais, para que possam permanecer, empreender e contribuir ativamente para a transformação dos sistemas alimentares”, afirmou o diretor do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers. 

“Conhecer de onde vêm os alimentos é um passo importante para valorizar quem os produz e compreender a relação entre agricultura, natureza e saúde. Ao levar essa mensagem às crianças por meio do José Totoy, a campanha aproxima o campo do cotidiano das famílias e estimula o cuidado com a alimentação e o meio ambiente. Para o IICA, inovar também é criar caminhos para compartilhar conhecimentos e fortalecer uma agricultura capaz de nutrir as próximas gerações”, esclarece o representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado. 

“Ver o José Totoy, um personagem que criamos com tanto carinho e atenção, participar de um projeto de importância global como esse nos traz muita alegria. Essa parceria reconhece o cuidado que dedicamos às histórias e nos permite contribuir para que a alimentação seja um assunto presente na vida das crianças desde cedo. Para nós, é uma satisfação fazer parte dessa mobilização com um desenho brasileiro”, enfatiza o cofundador da Totoy Corp, André Vaz.

Mobilização infanto-juvenil

O DMA conta com outras ações educativas para mobilização do público infanto-juvenil. Este ano, a FAO produziu uma versão em português de uma animação infantil. Também foi distribuída a versão em português, de um Livro de Atividades para que educadores e pais ajudam crianças e jovens a explorar sobre inovações nos sistemas agroalimentares e sobre os desafios globais por meio de histórias e de projetos reais da FAO. 

E até o dia 6 de novembro, crianças e jovens entre 5 e 19 anos podem participar do Concurso de Cartazes com o tema “Inovar hoje para nutrir o amanhã”. 

Projeção urbana

Quem estiver circulando pelo Plano Piloto, em Brasília, às 18h do dia 16 de outubro, poderá assistir à exibição do vídeo institucional do Dia Mundial da Alimentação 2026 em mobiliários urbanos e nos painéis de led gigantes da fachada do CONIC, centro comercial e cultural localizado no Setor de Diversões Sul. 

Os painéis têm visibilidade na Esplanada dos Ministérios, no centro da capital federal, uma das áreas de maior circulação do Distrito Federal. A iniciativa das agências da ONU é realizada graças à parceria com a Mosaico/weOOH e a Visualplac, que disponibilizam seus espaços de mídia sem custos para a veiculação da campanha como contribuição de interesse público às ações de conscientização. 

SERVIÇO

Onde assistir à animação do José Totoy em português:

Canais do Youtube: 

Redes sociais: 

Onde assistir à animação do José Totoy em inglês:

Onde assistir à animação do José Totoy em espanhol:

Animação Infantil Institucional da FAO do Dia Mundial da Alimentação 2026

Vídeo institucional da FAO do Dia Mundial da Alimentação 2026 que será exibido no CONIC e nos Mobiliários Urbanos

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OMPI abre inscrições para o Prêmio de Vídeo para Jovens Indígenas 2026

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) está com inscrições abertas para a edição de 2026 do Prêmio de Vídeo da OMPI para Jovens Indígenas, uma iniciativa internacional que celebra a criatividade e os conhecimentos dos Povos Indígenas por meio da produção audiovisual.

Com o tema “Os conhecimentos e a criatividade dos Povos Indígenas em ação”, o concurso convida jovens indígenas de 18 a 35 anos a produzirem vídeos sobre conhecimentos tradicionais, expressões culturais e práticas comunitárias que permanecem vivas e relevantes na atualidade.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 6 de novembro de 2026 por meio da página da OMPI.

Participante da COP30 em Belém do Pará, fotografada pela ONU Mudança Climática (UNFCCC) em 18 de novembro de 2025.

Legenda: Participante da COP30 em Belém do Pará, fotografada pela ONU Mudança Climática (UNFCCC) em 18 de novembro de 2025.
Foto: © UN Climate Change - Zô Guimarães.

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) lançou o Prêmio de Vídeo da OMPI para Jovens Indígenas 2026, iniciativa que busca promover a visibilidade dos conhecimentos tradicionais, da criatividade e das expressões culturais dos Povos Indígenas em todo o mundo. A premiação contribui para ampliar a conscientização sobre o papel dos direitos autorais na proteção de obras criativas produzidas por comunidades indígenas. 

Neste ano, o tema do concurso internacional é “Saberes e criatividade dos povos indígenas em ação”, incentivando participantes a mostrarem, por meio do vídeo, como suas comunidades preservam, renovam e transmitem conhecimentos e práticas culturais tradicionais. 

Os vídeos podem retratar, por exemplo:

  • Artes e ofícios tradicionais, como tecelagem, cerâmica, trabalho com miçangas e entalhe.
  • Narrativas, apresentações e formas tradicionais de contar histórias.
  • Preparação de remédios naturais, plantas medicinais e alimentos tradicionais.
  • Práticas relacionadas à agricultura, ao meio ambiente e à medicina tradicional. 

Os vídeos serão avaliados com base em critérios como aderência ao tema, originalidade, criatividade, expressão artística, capacidade de inspirar, impacto comunitário e qualidade visual. A seleção será realizada por um júri externo composto por cineastas indígenas reconhecidos internacionalmente. 

As pessoas vencedoras receberão equipamentos digitais nos valores de até US$ 4 mil para o primeiro lugar, US$ 3 mil para o segundo, US$ 2 mil para o terceiro e US$ 1 mil para o vencedor do Prêmio Escolha do Público. Além disso, os produtores dos 15 melhores vídeos terão acesso a oportunidades de formação oferecidas pela Academia da OMPI.

Os direitos autorais sobre os materiais enviados permanecem com os participantes. Entretanto, ao participar, os candidatos autorizam a OMPI a utilizar os conteúdos para fins educacionais, promocionais e de capacitação, com o devido reconhecimento da autoria. 

Participante da COP30 em Belém do Pará, fotografado pela ONU Mudança Climática (UNFCCC) em 17 de novembro de 2025.
Legenda: Participante da COP30 em Belém do Pará, fotografado pela ONU Mudança Climática (UNFCCC) em 17 de novembro de 2025.
Foto: © UN Climate Change - Zô Guimarães.

Serviço: Prêmio de Vídeo da OMPI para Jovens Indígenas 2026

  • Prazo de inscrição: 6 de novembro de 2026
  • Público-alvo: jovens indígenas, com idade entre 18 e 35 anos, residentes em Estados-membros da OMPI, incluindo o Brasil. 
  • Como se inscrever: O material deve ser submetido através da plataforma oficial da premiação: https://youth-prize.wipo.int/. A participação é gratuita.  

Para mais informações, siga @wipo nas redes sociais e acesse a página da OMPI no Brasil. 



quinta-feira, 15 de outubro de 2026

UNCTAD: Crescimento global deve desacelerar para 2,6% em 2026

Lançado na última sexta (9), o Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2026 da UNCTAD projeta que o crescimento econômico médio das economias em desenvolvimento deve desacelerar para 4% em 2026. 

A publicação anual das Nações Unidas ressalta que a inteligência artificial (IA) se tornou um motor fundamental do dinamismo no comércio global, mas alerta que os ganhos seguem extremamente concentrados.

O Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2026, da ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), constata que um novo mapa do comércio mundial está surgindo. Os produtos de inteligência artificial são hoje o principal motor do comércio de bens, mas os ganhos continuam concentrados. Na foto, Porto de Santos (SP).

Legenda: O Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2026, da ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), constata que um novo mapa do comércio mundial está surgindo. Os produtos de inteligência artificial são hoje o principal motor do comércio de bens, mas os ganhos continuam concentrados. Na foto, Porto de Santos (SP).
Foto: © Amaro Fotografia/Getty Images.

A ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) apresentou, na última sexta-feira (09/10), o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026: Geoeconomia do Desenvolvimento, que projeta uma desaceleração do crescimento da economia global de 2,9% em 2025 para 2,6%, e de 4,7% para 4% nas economias em desenvolvimento. 

O comércio de bens e serviços deve crescer cerca de 4% a preços constantes, após o comércio global ter atingido um recorde de US$ 35 trilhões em 2025. Os valores mais altos do comércio em 2026 são impulsionados por aumentos de preços decorrentes do choque energético. 

O mapa do comércio global está mudando: o comércio entre a China e os Estados Unidos caiu mais de 20% desde 2024, enquanto o Leste Asiático ampliou o comércio tanto com a China quanto com a América do Norte. Controles de exportação, triagem de investimentos e condições das cadeias de suprimento dificultam o acesso de novos entrantes a setores estratégicos. 

O principal relatório anual da UNCTAD constata que os governos recorrem cada vez mais a políticas industriais, comerciais, financeiras e tecnológicas para alcançar objetivos geopolíticos e de segurança nacional. O acesso a mercados e a capacidade de avançar para atividades de maior valor agregado agora dependem mais fortemente de tecnologia e finanças. 

Ásia lidera, mas o caminho para alcançar renda dos países industrializados está mais estreito 

A Ásia deve contribuir com 59% do crescimento global em 2026, com a Índia crescendo 7,3%, a China 4,5% e a Indonésia 5,2%. Outros países com altas taxas de crescimento na região são Quirguistão (8,8%), Uzbequistão (7,9%), Vietnã (7,8%), Mongólia (7%) e Tajiquistão (6,6%). 

Algumas economias asiáticas em desenvolvimento continuam reduzindo a diferença de renda em relação aos países desenvolvidos, enquanto a convergência estagnou na maior parte do mundo em desenvolvimento desde meados da década de 2010. Isso se explica porque a trajetória industrial que impulsionou boa parte da ascensão da Ásia está se tornando mais difícil de replicar para os demais países. O Leste Asiático é central, por exemplo, para o salto na fabricação de semicondutores e na computação avançada, num momento em que os produtos de IA representam o principal motor do comércio de mercadorias. 

É necessária mais especialização para acessar os ganhos das cadeias globais de valor 

As economias industrializadas do Norte Global capturam cerca de 70% do valor dos novos projetos de investimento direto estrangeiro anunciados em setores estratégicos de alto valor, incluindo semicondutores, tecnologias de transição energética e infraestrutura de IA, segundo dados de 2020–2025. 

As economias em desenvolvimento lideram apenas em minerais críticos e materiais estratégicos, concentrando 60% dos novos projetos. O relatório constata que a África extrai a maior parte do cobalto do mundo, mas retém menos de 1% do valor ao longo das cadeias de suprimento. 

O principal relatório anual da UNCTAD constata que os governos recorrem cada vez mais a políticas industriais, comerciais, financeiras e tecnológicas para alcançar objetivos geopolíticos e de segurança nacional. O acesso a mercados e a capacidade de avançar para atividades de maior valor agregado agora dependem mais fortemente de tecnologia e finanças. Na foto, Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).
Legenda: O principal relatório anual da UNCTAD constata que os governos recorrem cada vez mais a políticas industriais, comerciais, financeiras e tecnológicas para alcançar objetivos geopolíticos e de segurança nacional. O acesso a mercados e a capacidade de avançar para atividades de maior valor agregado agora dependem mais fortemente de tecnologia e finanças. Na foto, Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).
Foto: © Herbert Pictures/Getty Images.

Choque energético e instabilidade financeira põem a economia global à prova

O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo Brent de US$ 70 para mais de US$ 110 por barril nas semanas seguintes à sua eclosão. Os custos de energia mais altos atingiram especialmente as economias em desenvolvimento dependentes de importações e as famílias mais pobres. Os custos de energia mais altos se somam ao aumento dos custos de financiamento e à volatilidade dos fluxos de capital para os países em desenvolvimento, que dobrou desde o início do conflito. 

O boom da IA também traz riscos à estabilidade financeira, à medida que os mercados se tornam mais expostos a um número reduzido de empresas. 

A assistência oficial para o desenvolvimento, fonte fundamental de financiamento para os países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, deve recuar quase 7% em 2026, seu terceiro declínio anual consecutivo. 

Prioridades de política para os países em desenvolvimento: priorizar setores-chave, diversificar perfis comerciais, avançar na transição energética 

O choque energético reforça os argumentos a favor da diversificação do fornecimento de energia. Desde 2024, as fontes renováveis têm sido mais baratas do que a alternativa fóssil recém-instalada de menor preço em mais de 90% dos casos, constata o relatório. Fontes renováveis domésticas, quando viáveis, podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. O relatório argumenta que enfrentar as restrições de energia e de oferta é mais eficaz contra a inflação impulsionada pela oferta do que um aperto monetário e fiscal amplo. À medida que a produção se torna mais especializada sob pressões geoeconômicas, a integração econômica ocorre cada vez mais setor a setor. Isso permite que muitas potências médias do Sul Global fortaleçam setores específicos, mantendo, ao mesmo tempo, laços econômicos e financeiros com múltiplos parceiros. 

O relatório recomenda a coordenação de políticas industriais, financeiras e tecnológicas, incluindo vincular o investimento direto estrangeiro a fornecedores locais e aumentar o valor agregado doméstico. 

O Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026 argumenta que o atual choque energético reforça os argumentos a favor da diversificação do fornecimento de energia. Desde 2024, as fontes renováveis têm sido mais baratas do que a alternativa fóssil recém-instalada de menor preço em mais de 90% dos casos, constata o relatório. Fontes renováveis domésticas, quando viáveis, podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Na foto, usina de energia solar em Uberlândia (MG).
Legenda: O Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026 argumenta que o atual choque energético reforça os argumentos a favor da diversificação do fornecimento de energia. Desde 2024, as fontes renováveis têm sido mais baratas do que a alternativa fóssil recém-instalada de menor preço em mais de 90% dos casos, constata o relatório. Fontes renováveis domésticas, quando viáveis, podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Na foto, usina de energia solar em Uberlândia (MG).
Foto: © Rafael Carneiro/Pexels.

Potências médias do Sul Global ancoram a cooperação regional 

Acordos regionais podem ampliar mercados, reduzir custos comerciais e apoiar a cooperação regulatória. A Área de Livre Comércio Continental Africana vincula a integração de mercados à diversificação e às cadeias regionais de valor. Paralelamente, o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação busca conectar 42 moedas africanas para facilitar os pagamentos. 

O secretário-geral interino da UNCTAD, Pedro Manuel Moreno, destaca:

“As potências médias do Sul Global estão se tornando âncoras regionais, estendendo a integração comercial a novas iniciativas financeiras. Isso funciona melhor ao lado de um sistema multilateral de comércio que mantenha a não discriminação e o tratamento especial e diferenciado em seu núcleo”. 

Para saber mais, siga @unctad nas redes sociais e acesse o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026: https://unctad.org/publication/trade-and-development-report-2026 

Contato para a imprensa:

NOTA PARA EDITORES: 

Sobre a ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) 

A UNCTAD é o principal órgão da ONU dedicado a comércio e desenvolvimento. Fundada em 1964, apoia 195 Estados-membros com análises especializadas, assistência técnica, e serve como plataforma de diálogo intergovernamental. A UNCTAD ajuda os países em desenvolvimento a fazer com que o comércio, as finanças, o investimento e a economia digital funcionem a favor de um desenvolvimento inclusivo e sustentável. 



Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres: Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas

Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, assinalado em 13 de outubro.

Nossos lares são onde dormimos, cuidamos uns dos outros e construímos nossa vida cotidiana. Mas a forma como são planejados, construídos e mantidos pode determinar se eles nos mantêm seguros ou não.

Todos os anos, milhões de moradias são danificadas ou destruídas, deslocando famílias e agravando a pobreza, e algumas das consequências mais graves recaem sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda e outros grupos em situação de vulnerabilidade.

Moradores em rua alagada pela enchente no município de Eldorado do Sul. Porto Alegre (RS), 20/06/2024.

Legenda: Moradores em rua alagada pela enchente no município de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), em 20 de junho de 2024.
Foto: © Bruno Peres/Agência Brasil.

É por isso que o tema deste ano do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, “A resiliência começa em casa”, é tão fundamental. A segurança começa onde vivemos, e a preparação no nível do domicílio (compreender os riscos, ter um plano e agir com rapidez) pode fazer a diferença entre a vida e a perda.

Mas as famílias não podem fazer isso sozinhas: 

  • Os governos devem fazer cumprir códigos de construção e um planejamento do uso do solo informados pelo risco. 

  • O setor privado deve investir em construções resilientes e em seguros acessíveis. 

  • E todas as pessoas, em todos os lugares, devem ter acesso a sistemas de alerta precoce eficazes que as alcancem a tempo: essa é a promessa central da iniciativa Alertas Precoces para Todas as Pessoas. 

  • Também devemos reformar a arquitetura financeira internacional para garantir que os países em desenvolvimento possam acessar os recursos de preparação de que necessitam.

À medida que os riscos climáticos e de desastres se multiplicam, construir moradias mais seguras é uma responsabilidade compartilhada entre governos, incorporadores, engenheiros e comunidades. 

Juntos e juntas, comprometamo-nos a tornar cada lar resiliente, agora e no futuro.

Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português e acesse a página do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR): https://www.undrr.org/