quinta-feira, 26 de março de 2026

DEFESA CIVIL: Capacitação para Voluntários - Defesa Civil do Paraná


Está aberto o prazo para inscrição no Curso de Capacitação para Atuação de Voluntários da Defesa Civil Estadual!

Orientações para se matricular no curso de capacitação:

ENTRE NO LINK ABAIXO

https://www.ead.pr.gov.br/course/index.php?categoryid=192

FAÇA O CADASTRO NA PLATAFORMA DE ENSINO DA DEFESA Civil

IDENTIFIQUE O CURSO "Capacitação para Atuação de Voluntários da Defesa Civil Estadual | Turma 1 | 2026"

REALIZE A SUA AUTOINSCRIÇÃO (ESTUDANTE)

Pronto! você está apto(a) para iniciar o curso de capacitação de Voluntários da Defesa Civil do Paraná!

Defesa Civil somos todos nós!


IAT afirma não haver novo pedido de licença para aterro sanitário em área da Escarpa Devoniana


Parecer do Ibama à tentativa da PGA no final do ano passado alegou competência ao órgão estadual 

Embora a empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA) tenha retomado a tentativa de licenciamento junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para construção de um aterro sanitário na região da Escarpa Devoniana em outubro do ano passado, o Instituto Água e Terra (IAT) afirmou não haver atualmente nenhum pedido no órgão estadual referente ao empreendimento.

A resposta do IAT foi obtida pela reportagem do Pauta Ambiental através de pedido ao órgão estadual em janeiro deste ano com base na Lei de Acesso à Informação.  Em resposta à reportagem, o IAT afirmou que "em consulta aos sistemas administrativos e aos registros oficiais do Instituto Água e Terra, verifica-se que não há, até o presente momento, qualquer processo de licenciamento ambiental, regularização ou autorização ambiental em trâmite neste Instituto referente ao empreendimento mencionado". O IAT  complementou ainda que "em razão da inexistência de procedimento administrativo formal de licenciamento ambiental, não foi emitida manifestação técnica ou administrativa por parte do IAT acerca da viabilidade ambiental do referido empreendimento, uma vez que tais manifestações decorrem exclusivamente da análise técnica realizada no trâmite de processo regularmente instaurado". O órgão expôs ainda que "não houve realização, nem há previsão de realização, de vistorias técnicas, audiências públicas ou consultas institucionais a outros órgãos, incluindo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, tendo em vista que tais instrumentos são próprios e condicionados à existência de processo de licenciamento ambiental em curso". 

Em novembro do ano passado, a reportagem do Pauta Ambiental noticiou com exclusividade a tentativa da PGA de obter nova licença ambiental para retomar a construção do aterro sanitário em Ponta Grossa. A informação foi confirmada pelo Ibama à reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) na plataforma FalaBrasil. No documento, o órgão federal  confirmou a tentativa da empresa para o licenciamento da construção do aterro, mas, concluiu que não possuía competência para analisar o pedido, por se tratar de unidade de conservação de esfera estadual. (Veja a reportagem aqui.)

Naquele período, a reportagem solicitou informações também ao IAT e à Prefeitura Municipal sobre o novo procedimento da PGA, mas não obteve respostas aos pedidos por e-mails, nem por telefone. A PGA também não respondeu à reportagem no ano passado, nem neste ano.

Em fevereiro passado, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa também afirmou à reportagem do Pauta Ambiental não ter recebido nenhum pedido de licenciamento para empreendimento de aterro sanitário na região. Desta vez, a resposta da Prefeitura também se deu por intermédio da Lei de Acesso à Informação. A Prefeitura acrescentou que licenças ambientais para construção de aterro sanitário são da competência do IAT.  "De acordo com o Departamento de Saneamento Ambiental: não é de conhecimento deste DESAN o conteúdo das informações requeridas. Considerando que o tema trata-se de implantação de aterro sanitário, relato que o processo de requerimento de licenças ambientais são de responsabilidade do Instituto Água e Terra – IAT."

O advogado Marcius Nadal Matos considerou falta de comunicação entre os órgãos ambientais estaduais e federais. Nadal representou a ação popular em 2009, movida por pesquisadores e ativistas ambientais contra a instalação do aterro sanitário pela PGA em área da Escarpa Devoniana, próxima à Fazenda Escola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e às margens do Rio Verde. De acordo com o advogado, o IAT (antigo Instituto Ambiental do Paraná – IAP), na época do primeiro pedido de licenciamento, concedeu a licença da área favorável à PGA. Mas o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e IBAMA alegaram erro no processo de licenciamento pelo fato desses dois órgãos não haviam sido consultados.  Por esse motivo, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, determinou que fosse retomado o pedido de licenciamento no órgão federal.  "A confusão da situação é que não é área do Parque Nacional dos Campos Gerais, mas é muito próxima. Então, os órgãos federais olham lá e dizem que não têm nada para ver porque não está no Parque. Porém, no antigo processo, a desembargadora definiu que eles são responsáveis pelo licenciamento naquela área", disse Nadal. 

Ação Popular em 2009 denunciou empreendimento da PGA em área próxima ao Parna Campos Gerais

Em 18 de junho de 2009, foi ajuizada a ação popular nº2009.70.09.001492-8, movida originalmente por onze cidadãos, aos quais se somaram o IBAMA e o ICMBio. O objetivo principal foi anular o licenciamento ambiental concedido pelo órgão estadual (IAP, agora IAT) para a instalação de aterro sanitário (Unidade de Reciclagem, Tratamento e Destinação Final de Resíduos) a 1.816 metros do Parque Nacional dos Campos Gerais. Para área de Unidade de Conservação, a Lei 9.605/1998 estabelece um limite circundante de 10 quilômetros. 

Os autores da ação popular alegaram que a empresa Ponta Grossa Ambiental havia obtido licenças do órgão estadual para implantar o empreendimento em área da Escarpa Devoniana. O aterro atingiria também a área de influência do Parque Nacional (Parna) dos Campos Gerais, uma unidade de conservação federal, sem consulta obrigatória do IBAMA e ICMBio. Além disso, os autores também apontaram que o órgão estadual não havia respondido os questionamentos feitos por esses órgãos federais durante o processo de licenciamento. 

Em 2013, a 1ª Vara Federal de Ponta Grossa anulou a licença do IAP à PGA para construção do aterro sanitário na área da Escarpa Devoniana. A PGA recorreu da sentença. Em 2016, o Tribunal Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, julgou procedente a sentença que considerou nulo o licenciamento concedido pelo IAP para construção do do aterro sanitário, pelo fato de não ter havido consulta ao Ibama e ICMBio. Porém, em nova apelação pela PGA, O TFR-4 manteve, em 2022, a nulidade do licenciamento, mas que a decisão não seria impedimento para entrada de novo pedido aos órgãos competentes, Ibama e ICMBio, para o mesmo empreendimento. 

Na sentença, o TFR-4 descreve que o IAP, de fato, havia concedido o  licenciamento para o empreendimento (Licença Prévia nº 19274 e Licença de Instalação nº 8167). O órgão havia alegado "a) deter competência legal para o licenciamento da obra; (b) que a área do empreendimento localizada no interior da APA da Escarpa Devoniana, APA estadual, especificamente em sua Zona ZC8, dentro da qual é vedada a instalação de aterros controlados, mas não de aterros sanitários como o ora em comento; (c) a ilegitimidade do ICMBio para discussão do licenciamento, já que o empreendimento não está localizado no PARNA dos Campos Gerais, nem em sua zona de amortecimento; (d) a prescindibilidade da intervenção do IBAMA no licenciamento, eis que obra é de repercussão restrita ao Município de Ponta Grossa e está devidamente sob os cuidados do órgão estadual, desnecessária a atuação sequer supletiva do órgão federal; (e) que o [Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental] EIA/RIMA foi devidamente disponibilizado para consulta pública, dada ciência dos estudos à população ou qualquer outro interessado na Biblioteca do IAP, no MP e na Biblioteca Municipal, e (f) a impossibilidade de interferência do Judiciário no mérito dos atos administrativos". De acordo com a mesma sentença, IBAMA e ICMBio foram contrários à forma como o licenciamento foi conduzido, figurando como parte autora para obter a declaração de nulidade do licenciamento. 

O TFR-4 determinou a produção da prova pericial requerida pela Ponta Grossa Ambiental. A prova produzida serviu para verificar se o aterro poderia causar impactos de âmbito nacional ou ambiental. O laudo confirmou que a área do aterro encontrava-se próxima ao Parque Nacional dos Campos Gerais. Além disso, foi considerado que investimentos industriais eram incompatíveis do ponto de vista ambiental para aquela região, que abriga o Aquífero Furnas, um importante reservatório subterrâneo de água na região. 

Por Amanda Grzebielucka, estudante do 4º ano de Jornalismo da UEPG e bolsista pelo serviço de extensão Pauta Ambiental, sob a coordenação da professora Hebe Gonçalves


Fonte: Pauta Ambiental


TJ-PR rejeita pedido do ruralista Marcos Prochet de mudança de local de julgamento do assassinato de camponês

Em um caso marcado por três décadas de impunidade, o ex-presidente da UDR teve três condenações por júri popular anuladas. Prochet foi condenado como autor do disparo que vitimou Sebastião Camargo. Novo júri está marcado para 28 de maio 

 

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu, por unanimidade, em manter em Curitiba (PR) o 4º júri popular de julgamento do ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do Paraná, Marcos Prochet, pelo assassinato do camponês Sebastião Camargo. A decisão foi publicada no último dia 12. O júri está agendado para dia 28 de maio, em Curitiba. 

Na recente decisão o Tribunal rejeitou o pedido da defesa de Prochet para transferir o julgamento para a Comarca de Londrina, onde o réu atualmente reside para tratamento médico. No julgamento do recurso o desembargador relator Mauro Bley   o TJ aponta que não foram demonstrados os requisitos legais que justificariam a mudança de foro, como risco à imparcialidade do júri ou à segurança do acusado. Além disso, o caso já havia sido anteriormente deslocado para Curitiba por decisão da própria Corte. 

Os magistrados recomendaram ainda que o juízo responsável realize nova avaliação médica do réu próximo à data do julgamento. Caso seja confirmada a impossibilidade de deslocamento, o tribunal indicou a possibilidade de participação por videoconferência. 

Marcos Prochet foi condenado três vezes por júri popular como o autor do disparo que vitimou o trabalhador rural em 1998. As condenações pelo júri foram proferidas em 2021, 2016 e 2013. No entanto, as três condenações foram anuladas pelo Tribunal de Justiça do Paraná.  

Durante o julgamento do recurso da defesa para anulação do 3º júri, em 2022, o representante das famílias, Messias Camargo, destacou o desgaste da família de Sebastião Camargo na espera por justiça, diante dos sequenciais recursos da defesa do ruralista. "O júri condenou não por uma, não por duas, mas por três vezes de um crime bárbaro ocorrido há quase três décadas. Cabe lembrar que o limite do direito exige que, em algum ponto, se faça justiça. Tanto trabalho, tantas pessoas e a espera incansável de anos para a família ver a justiça, a decisão está inequivocadamente e constitucionalmente amparada do nosso lado", apontou o representante da família no processo. 

Com mais de 28 anos do assassinato do trabalhador, o processo é marcado pela lentidão das investigações e do sistema de justiça, recorrentes adiamentos do julgamento e violação da decisão soberana do júri popular.  A Terra de Direitos integra a assistência de acusação no julgamento do caso.  

O caso de impunidade é singular na justiça brasileira, tanto pela existência de cinco testemunhas oculares que confirmam a participação do ruralista no crime e do frágil álibi de Prochet, como também pela anulação de três júris de sentença e  longa duração do processo e busca por justiça.  

A morosidade das investigações e o quadro de impunidade também foi analisada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O caso foi denunciado à Comissão no ano de 2000, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Nacional Autônoma de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Centro de Justiça Global (CJG) e  International Human Rights Law Group. Em 2009, a CIDH recomendou ao Estado brasileiro que "realize uma investigação séria, imparcial e exaustiva para determinar a responsabilidade de todos os autores das violações mencionadas e que, oportunamente, aplique as sanções legais aos culpados. A CIDH recomenda ao Estado que repare adequadamente os familiares pelas violações e que adote medidas para evitar a repetição desse tipo de violação", aponta um trecho.  

Outro fato marca a tramitação do processo na justiça brasileira. Em dois momentos os autos do processo ainda físicos foram extraviados em 2007 e somente em 2010 foram reconstituídos e voltaram a tramitar.   

Veja as recomendações para enfrentamento à impunidade da violência no campo construídas por Terra de Direitos e diversas organizações junto ao Conselho Nacional de Justiça. 

Sobre o crime  
Sebastião Camargo foi morto aos 65 anos, com um tiro na cabeça. O crime ocorreu no dia 7 de fevereiro de 1998, durante um despejo ilegal em um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na Fazenda Boa Sorte, em Marilena, cidade no Noroeste do Paraná. Na área residiam 300 famílias. Além do assassinato de Camargo, 17 pessoas - inclusive crianças - ficaram feridas na ocasião.   
 
A área ocupada pelas famílias já estava em processo de destinação para reforma agrária. Vistoriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda foi considerada improdutiva, por isso estava em processo de desapropriação e indenização do proprietário. Teissin Tina, dono da Fazenda, recebeu cerca de R$ 1 milhão e 300 mil reais pela propriedade, área onde hoje está localizado o Assentamento Sebastião Camargo, em homenagem ao trabalhador assassinado. O agricultor deixou esposa e cinco filhos. 

No período em que o Paraná foi governado por Jaime Lerner (antigo DEM), o estado registrou, além dos 16 assassinatos de Sem Terra, 516 prisões arbitrárias, 31 tentativas de homicídio, 49 ameaças de morte, 325 feridos em 134 ações de despejo e 7 casos de tortura, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Uma característica em comum nestes casos é a demora injustificada e falta de isenção nas investigações e processos judiciais. 

Assessoria de comunicação Terra de Direitos

quarta-feira, 25 de março de 2026

ONU confirma que a última década foi a mais quente já registrada

O clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da história registrada, uma vez que as concentrações de gases de efeito estufa impulsionam o aquecimento contínuo da atmosfera e dos oceanos, aponta o relatório sobre o Estado do Clima Global 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). 

Lançado nesta segunda (23), o relatório alerta que mudanças rápidas e em grande escala ocorreram em poucas décadas, mas terão repercussões prejudiciais por centenas — e potencialmente milhares — de anos.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a Terra está sendo empurrada para além de seus limites e que todos os indicadores do clima estão emitindo alertas vermelhos.

O relatório
Legenda: O relatório "O Estado do Clima Mundial 2025", lançado nesta segunda-feira (23/03) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), confirma que 2015–2025 foram os 11 anos mais quentes já registrados.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, em 23 de março, novo estudo global que revela que o sistema climático da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da história registrada. O relatório sobre O Estado do Clima Global 2025, confirma que a combinação de concentrações recordes de gases de efeito estufa, aquecimento acelerado dos oceanos e derretimento de gelo está provocando mudanças rápidas e de longo alcance em todo o planeta. 

Segundo a OMM, o período entre 2015 e 2025 constituiu os 11 anos mais quentes já registrados, evidenciando a trajetória contínua de aquecimento global. Em 2025, a temperatura média anual ficou cerca de 1,43 °C acima da média pré-industrial (1850–1900), situando-se entre o segundo e o terceiro ano mais quente da série histórica. 

Concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) seguiram aumentando e alcançaram novos recordes. Esses gases são os principais responsáveis pela intensificação do efeito estufa e, consequentemente, pelo desequilíbrio climático do planeta.

Em mensagem de vídeo, secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as regras do clima estão sendo reescritas pela atividade humana, gerando calor recorde, secas mais longas e desastres cada vez mais extremos. Ele enfatiza que a ciência é a primeira linha de defesa da humanidade, mas o sistema global de observação climática está sob pressão, com lacunas críticas, especialmente nos países menos desenvolvidos e nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

Impactos humanos e econômicos crescentes

A OMM alerta que os impactos do aquecimento acelerado já são sentidos intensamente em todos os continentes. Ondas de calor mais frequentes, chuvas torrenciais, ciclones mais intensos e secas prolongadas têm provocado perdas econômicas de bilhões de dólares, além de afetar diretamente a saúde, a segurança alimentar e os meios de vida de milhões de pessoas. 

De acordo com o Relatório de Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres 2025, do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), os custos diretos de desastres climáticos atingiram US$ 202 bilhões em 2024. Quando são incluídos custos indiretos e impactos sobre os ecossistemas, o valor real ultrapassa US$ 2,3 trilhões por ano, em todo o mundo. 

Desequilíbrio energético da Terra 

O principal relatório da OMM foi divulgado no Dia Mundial da Meteorologia, em 23 de março, cujo tema é "Observando hoje, protegendo o amanhã".

Pela primeira vez, o relatório inclui o desequilíbrio energético da Terra como um dos principais indicadores climáticos. O balanço energético da Terra mede a taxa na qual a energia entra e sai do sistema terrestre. Em um clima estável, a energia recebida do Sol é aproximadamente igual à quantidade de energia emitida.

No entanto, o aumento das concentrações de gases de efeito estufa que retêm calor — dióxido de carbono, metano e óxido nitroso — para seu nível mais alto em pelo menos 800.000 anos perturbou esse equilíbrio.

O desequilíbrio energético da Terra tem aumentado desde o início dos registros observacionais, em 1960, particularmente nos últimos 20 anos. Ele atingiu um novo pico em 2025.

"Os avanços científicos melhoraram nossa compreensão do desequilíbrio energético da Terra e da realidade que nosso planeta e nosso clima enfrentam neste momento", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

"As atividades humanas estão cada vez mais perturbando o equilíbrio natural e viveremos com essas consequências por centenas e milhares de anos."

"No dia a dia, nosso clima tornou-se mais extremo. Em 2025, ondas de calor, incêndios florestais, secas, ciclones tropicais, tempestades e inundações causaram milhares de mortes, afetaram milhões de pessoas e geraram bilhões em perdas econômicas", disse Celeste Saulo. 

Para saber mais, acesse o relatório O Estado do Clima Global 2025 da OMM (em inglês e espanhol) e acompanhe a cobertura completa da ONU News em português: https://news.un.org/pt/tags/mudanca-climatica 

NOTAS A EDITORES: 

O relatório "O Estado do Clima Global 2025" inclui contribuições científicas de dezenas de membros, parceiros e cientistas da OMM.

Todos os detalhes sobre os conjuntos de dados, referências e instituições envolvidas estão disponíveis no relatório. O Secretariado da OMM agradece a todas as pessoas que dedicaram seu tempo e conhecimento para a produção deste relatório.

Organização Meteorológica Mundial (OMM) é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas em matéria de tempo, clima e água.

Contato para a imprensa: 

O que eu posso fazer? 

A mudança climática não é uma ameaça distante. É uma realidade que impacta nosso presente e o futuro da humanidade na Terra, nosso lar compartilhado. Todas as pessoas podem apoiar a #AçãoClimática e ajudar a minimizar os impactos da mudança climática em nossas comunidades, cidades e na natureza.  

Legenda: "Chega de desculpas. Chega de esperar que os outros se movam primeiro. Simplesmente não há mais tempo para isso. Ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius e evitar o pior da mudança climática. Mas somente com ações climáticas drásticas e imediatas." - António Guterres, secretário-geral da ONU, durante a coletiva de imprensa sobre o clima realizada em 27 de julho de 2023.

Confira algumas dicas da campanha da ONU Brasil pela ação climática

📢 Pressione as autoridades a adotarem políticas e práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e investirem nas capacidades de adaptação de nossas cidades aos efeitos da mudança do clima. 

♻️  Faça escolhas sustentáveis no seu dia a dia e coloque em prática os cinco pilares do conceito do #ResíduoZero: repense, recuse, reduza, reutilize, recicle.  

🌳 Procure obter mais informações sobre as cadeias de produção, e dê preferência a produtos e empresas que adotam práticas sustentáveis, incluindo a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade. 

🗣️ Informe-se e compartilhe conhecimento com pessoas próximas e familiares. Conscientização é o primeiro passo para a mudança

💚 Apoie e participe de iniciativas e organizações que atuam para a restauração de ecossistemas degradados pela ação humana. 




Conheça a Plataforma de Dados Trigo no Brasil: Inteligência Estratégica para toda a cadeia produtiva


Fresquinha como um pão saído do forno! Nossa mais nova solução tecnológica baseada em Inteligência Territorial Estratégica acaba de ser lançada. 


É a plataforma Trigo no Brasil! www.embrapa.br/trigo-no-brasil 


Ela apresenta 12 painéis interativos de dados, que abordam desde a produção no campo e a importação até o processamento nas indústrias e a exportação. 



Traz também algumas análises inéditas ou pela primeira vez disponíveis em painéis interativos, com detalhamento por microrregião brasileira. Algumas delas:

  • Qualificação de sementes;

  • Estimativa de produção em sistema de sequeiro ou com irrigação;

  • Lacunas de rendimento

  • Cenários de expansão de área


A plataforma é resultado da parceria da Embrapa Territorial e da Embrapa Trigo, com equipes da sede da Embrapa e da Embrapa Solos, e atende uma demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária.


Acesse e utilize gratuitamente: https://www.embrapa.br/trigo-no-brasil



domingo, 22 de março de 2026

Nota Pública do PDT sobre anúncio de candidatura própria para Governador pelo PT no RS

NOTA PÚBLICA



Sobre a matéria do jornalista Fábio Schaffner, publicada pelo jornal "Zero Hora" de hoje (p. 6), cabe esclarecer o seguinte:

1) O PDT considera legítimo o lançamento de uma candidatura própria do PT ao Governo do Estado, mas considera inviável a ideia de um "duplo palanque" no Estado. Reafirmamos que a nossa unidade, ainda no primeiro turno, é decisiva para o fortalecimento do campo popular.
2) Tendo Juliana Brizola como cabeça de chapa, não temos reivindicações a fazer quanto a candidaturas ao Senado. Entretanto, não tratamos sobre suplências ao Senado na nossa reunião.
3) Quanto às eleições municipais de 2028, reiteramos que estamos abertos ao diálogo, mas entendemos que o assunto deve ser debatido no momento oportuno e com a participação de todos os partidos da coligação que pretendemos formar.
4) Reiteramos nosso entendimento de que a candidatura mais competitiva a Governador do nosso campo é a de Juliana Brizola, fato confirmado por todas as pesquisas de opinião.
5) Confiamos, por fim, que o PT-RS, tendo em vista o projeto maior de reeleição do Presidente Lula, do qual o PDT é partícipe, indicará o candidato a vice de Juliana, garantindo a imprescindível unidade do campo popular que viabilizará nossas vitórias no Estado e no País, evitando-se retrocessos.

Porto Alegre (RS), 18 de março de 2026.

ROMILDO BOLZAN JÚNIOR
Presidente PDT-RS


quinta-feira, 19 de março de 2026

Programação do Mercado Público Barrageiro 21 e 22 de Março de 2026


Evento com Requião Filho em Foz do Iguaçu tem novo local



Amigos de Foz do Iguaçu e região!

Vamos fazer um Encontro Regional em Foz do Iguaçu para conversar sobre a política paranaense, debater os caminhos que queremos seguir e construir novas perspectivas para o nosso estado.  

Data: 28/03
Horário: 10h
Local: Sinefi - https://maps.app.goo.gl/cjTBixYAxVXxboAP8
Av. Tancredo Neves, 5605
Conjunto B - Jardim Itaipu

Confirme sua presença:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc1QMplmDAt8rrVEoCRPRniOUUI7ZAcxsaRhV4cdSc1ssl6jA/viewform?usp=header

Divulgação do 1º Exame de Proficiência em Leitura PEL 2026 - Cascavel-PR


 
1º EXAME DE PROFICIÊNCIA EM LEITURA PEL 2026
 
O exame de proficiência em leitura de ESPANHOL, INGLÊS E ITALIANO avalia a capacidade de compreensão e interpretação do(a) candidato(a) na habilidade leitora de textos da esfera acadêmica ou jornalística nesses idiomas, atendendo aos requisitos de programas de mestrado/doutorado.
 
HÁ 19 ANOS CERTIFICANDO DE MAIS DE 10 MIL CANDIDATOS EM CASCAVEL, NO PARANÁ E NO BRASIL.
 
POR QUE OPTAMOS PELO ON-LINE?
Praticidade para os(as) candidatos(as). Não há necessidade de se deslocar para a realização da prova, que pode ser acessada e respondida a partir do local em que o(a) candidato(a) estiver, desde que haja conexão de internet, câmera digital e microfone disponíveis.
 
COMO SERÁ FEITO?
Por meio de uma plataforma on-line.
Com todas as medidas de segurança a fim de garantir a mesma qualidade e credibilidade:
* acessibilidade segura à plataforma;
* identificação do(a) candidato(a) por meio de foto e documento pessoal;
* monitoramento síncrono e assíncrono;
* gravação na nuvem por meio de webcam e funções de áudio;
* bloqueio de funções do computador durante a prova;
* em conformidade com os padrões da LGPD.
 
DATA DA PROVA: 09/04/2026
INSCRIÇÕES: de 10/03 até 25/03 no site www.unioeste.br/pel



NOVO CURSO DE EXTENSÃO UNICAMP/FPA-PT