quinta-feira, 30 de abril de 2026

ONU convoca agentes de mudança para o Prêmio de Ação dos ODS 2026

O Prêmio de Ação dos ODS reconhece iniciativas e indivíduos que impulsionam mudanças transformadoras por meio da criatividade e inovação, contribuindo para o avanço dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na edição de 2026, serão selecionados finalistas e vencedores de três categorias: Prêmio Resiliência, Prêmio Agente de Mudança e Prêmio Criatividade. Em 2025, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora do Prêmio Resiliência. 

As candidaturas estão abertas até 17 de maio de 2026 e devem ser enviadas por meio da plataforma oficial: https://sdgactionawards.org

Finalistas e vencedores do Prêmio de Ação dos ODS 2025 na Cerimônia de Premiação em Roma, Itália.
Legenda: Finalistas e vencedores da edição de 2025 Prêmio de Ação dos ODS na Cerimônia de Premiação em Roma, Itália. Nascida nas favelas brasileiras e ativa em todos os estados brasileiros e em mais de 60 países, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora do Prêmio de Ação dos ODS 2025, na categoria Resiliência.
Foto: © SDG Action Campaign/Edwin Nyaika.

Em uma época de crescentes desafios globais, o progresso depende das pessoas que optam por agir agora. Com esse espírito, a Campanha da ONU de Ação dos ODS lança a edição de 2026 do Prêmios de Ação dos ODS: Heróis do Amanhã, com inscrições abertas até 17 de maio de 2026.

Em comunidades e países por todo o mundo, pessoas e iniciativas estão impulsionando mudanças muitas vezes invisíveis, mas de profundo impacto. Trabalhando frequentemente em silêncio, contra todas as adversidades para construir um futuro sustentável, justo e pacífico, os heróis e as heroínas de amanhã nos lembram que sempre há esperança e que o progresso começa com as pessoas.

“Os Heróis e as Heroínas do Amanhã são pessoas destemidas. Elas carregam a esperança não como um sentimento, mas como uma força para a ação. Deixemo-nos inspirar pelo poder das possibilidades, porque o futuro não é algo que narramos, é algo que moldamos juntos.”  Marina Ponti, diretora global da Campanha da ONU de Ação dos ODS

O Prêmio 2026 reconhece esses esforços em três categorias:

  • Prêmio Agente de Mudança homenageia indivíduos que lideram ações coletivas em prol da justiça, da igualdade e da paz. 

  • Prêmio Criatividade homenageia iniciativas que inspiram esperança e ação por meio da expressão visual, da arte e da inovação. 

  • Prêmio Resiliência homenageia iniciativas que fortalecem a resiliência diante de conflitos, desigualdades ou da mudança climática.

Todos os anos, um painel internacional de jurados avalia uma média de 5 mil inscrições de 190 países, selecionando as três mais importantes que inspiram mudanças em todo o mundo. 

Como se inscrever

Para se inscrever no Prêmio Criatividade ou Resiliência, ou para nomear uma pessoa ou organização ao Prêmio Agente de Mudança, acesse a página oficial de inscrições: https://sdgactionawards.org/apply/

O prazo final para inscrições se encerra em 17 de maio de 2026, domingo, às 19h (horário de Brasília).  

Brasil foi destaque no Prêmio de 2025 

Nascida nas favelas brasileiras e ativa em todos os estados brasileiros e em mais de 60 países, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora global da edição de 2025 do Prêmio, na categoria Resiliência.

Nascida no Brasil, a Central Única das Favelas (CUFA) envolve milhões de pessoas em todo o mundo e transforma as favelas em centros de talento, criatividade e inovação.
Legenda: Nascida no Brasil, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora global da edição de 2025 do Prêmio da ONU de Ação dos ODS, na categoria Resiliência. A CUFA envolve milhões de pessoas em todo o mundo e transforma as favelas em centros de talento, criatividade e inovação. Na foto, evento de premiação da Taça das Favelas, organizada pela CUFA.
Foto: © CUFA.

Prêmio Resiliência foi um reconhecimento global aos esforços da CUFA de transformar adversidade em ação diante de desafios sistêmicos, ambientais e sociais. O presidente da CUFA Global, Marcus Vinícius Athayde, afirmou: 

“Estar entre os finalistas de uma premiação tão relevante é o reconhecimento do trabalho coletivo de milhares de lideranças e moradores de favelas no Brasil e no mundo. A CUFA é um exemplo de resiliência cotidiana, de quem transforma vulnerabilidade em potência.”

Prêmio Agente de Mudança 2025 foi concedido a Jîn Dawod, que transformou sua experiência como refugiada síria em apoio à saúde mental para comunidades deslocadas em 26 países, e Julienne Lusenge, defensora de direitos humanos que apoia sobreviventes de violência de gênero e promove a construção da paz na República Democrática do Congo. Já o Prêmio Criatividade foi concedido à iniciativa Smartel, da Nigéria, que busca fortalecer a segurança alimentar no continente africano. A organização utiliza a hidroponia para ampliar oportunidades de geração de renda para mulheres, jovens e pequenos agricultores.

Para mais informações, siga @sdgaction nas redes e visite a página do Prêmio de Ação dos ODS: https://sdgactionawards.org/

Contato para a imprensa:

NOTAS PARA EDITORES

Sobre o Prêmio de Ação dos ODS 

O Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã é promovido pela Campanha da ONU de Ação dos ODS, uma iniciativa especial do secretário-geral da ONU, sediada no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Bonn, na Alemanha. 

Os vencedores do Prêmio de 2026 serão revelados na Cerimônia do Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã, em Roma, Itália, em 29 de outubro de 2026, com a presença de dignitários globais, líderes empresariais, artistas e influenciadores. A cerimônia será transmitida mundialmente pela Rai, emissora nacional da Itália e parceira de mídia oficial, e pela UN WebTV. Antes da cerimônia de premiação, nove finalistas são convidados para um programa de treinamento, incluindo eventos de networking e sessões de coaching e capacitação.

O Prêmio de Ação dos ODS é possível graças ao generoso apoio financeiro do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália (MAECI) e do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).

Materiais de divulgação estão disponíveis no Trello do Prêmio de Ação dos ODS



ODS 18: Ministério da Igualdade Racial e ONU Brasil lançam Glossário


O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 propõe eliminar o racismo e promover a igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.  

Evento de lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, realizado em 22 de abril de 2026 no Auditório Roseli Faria, na sede dos Ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, em Brasília - DF.

Legenda: Evento de lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, realizado em 22 de abril de 2026 no Auditório Roseli Faria, na sede dos Ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, em Brasília - DF.
Foto: © Amina Jorge/ONU Mulheres Brasil.

O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a ONU Brasil, lançou nesta terça-feira (22/04), em Brasília, o Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), ferramenta estratégica para apoiar a implementação, o monitoramento e a internacionalização da agenda de igualdade étnico-racial no país.

Proposto pelo Brasil durante a 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2023, o ODS 18 coloca explicitamente o enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial no centro do desenvolvimento sustentável. A iniciativa responde a uma lacuna histórica dos ODS e busca enfrentar desigualdades que afetam, sobretudo, populações negras e indígenas.

O Glossário do ODS 18 foi produzido para servir como um instrumento técnico e político que conecta a experiência brasileira aos debates globais sobre raça e etnia. O material reúne definições alinhadas a marcos internacionais de direitos humanos, contribuindo para qualificar o debate público.

A publicação foi desenvolvida pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia (GT-GRE) da ONU Brasil – co-liderado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e pela ONU Mulheres –, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Observatório do ODS 18.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o caráter pioneiro e estratégico da iniciativa, como um recurso de qualificação do debate sobre o racismo a partir das políticas públicas executadas pelo Governo do Brasil dentro e fora do país e das discussões e acordos globais em torno do tema. 

“O Glossário do ODS 18 é mais um compromisso institucional com a qualificação e o aprofundamento dos termos e conceitos envolvendo a agenda da igualdade racial a nível global. É um ambiente direcionado para o progresso e avanços dos discursos e materialidade dos direitos das populações afrodescendentes, tradicionais e indígenas, bem como de fortalecimento transversal dessas relações étnico-raciais. Dessa forma, promovemos e valorizamos tecnologias, saberes e literaturas acadêmicas e culturais produzidas pelo povo negro”, destaca.


Lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, em Brasília - DF, em 22 de abril de 2026.

Legenda: Lançamento do Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, em Brasília - DF, em 22 de abril de 2026.
Foto: © Amina Jorge/ONU Mulheres Brasil.

De acordo com a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, “este glossário é mais do que um documento técnico – é uma ferramenta de incidência que fortalece a capacidade do país de implementar o ODS 18 com base em conceitos sólidos e alinhados internacionalmente, reforçando o compromisso de não deixar ninguém para trás”.

Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o lançamento marca um avanço importante na consolidação da agenda: “O racismo e a discriminação racial estão entre os principais obstáculos a um desenvolvimento sustentável que seja, de fato, inclusivo e justo no Brasil, na América Latina e em diversas outras regiões do mundo. É justamente por isso que um ODS voltado especificamente à igualdade étnico-racial é tão necessário e tão relevante", afirmou.O lançamento da publicação ocorre em um momento estratégico, marcado pela Segunda Década Internacional de Afrodescendentes (2025-2034), pelo Abril Indígena e pela preparação para a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a ser realizada em junho. O Glossário, que terá tradução para inglês, reforça o protagonismo brasileiro na promoção da igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Acesse o Glossário aqui.

O Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial é uma publicação do Sistema das Nações Unidas no Brasil que contribui para qualificar o debate sobre racismo e discriminação étnico-racial.
Legenda: O Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial é uma publicação do Sistema das Nações Unidas no Brasil que contribui para qualificar o debate sobre racismo e discriminação étnico-racial e conectar o contexto brasileiro com as discussões globais sobre o tema
Foto: © Amina Jorge/ONU Mulheres Brasil.

Contexto

No Brasil, as pessoas negras representam quase 56% da população, mas seguem expostas a desigualdades estruturais em praticamente todos os indicadores sociais. Quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham são negros, e o risco de homicídio para eles é quase três vezes maior. As desigualdades também se refletem na insegurança alimentar, na saúde materna e na gravidez na adolescência.

A expectativa é que o Glossário contribua para fortalecer capacidades institucionais, ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e apoiar a implementação efetiva do ODS 18 em todo o país, consolidando o Brasil como referência internacional na promoção da igualdade étnico-racial.

A elaboração do documento contou com a colaboração de diversas agências do Sistema ONU no Brasil, além de especialistas do Ministério da Igualdade Racial e do Observatório do ODS 18, refletindo um esforço coletivo que envolve governo, academia e sociedade civil. Essa articulação é essencial para transformar dados em políticas públicas e compromissos em mudanças concretas.

PNUD lança consulta à juventude da América Latina e do Caribe


Levantamento busca mapear percepções, prioridades e expectativas dos jovens em meio a desafios crescentes para a democracia.

Jovens interessados em participar precisam ter entre 18 a 29 anos e viver na América Latina e Caribe. 

Prazo para responder à pesquisa é 10 de maio

Foto: © Freepik

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) acaba de lançar a pesquisa “Fala, Juventude”, voltada a jovens de 18 a 29 anos de idade da América Latina e do Caribe. Os resultados devem subsidiar agendas de diálogo e ações para ampliar a participação social e fortalecer a confiança nas instituições. 


A ação conta com parceria técnica da Viração Educomunicação, organização social sem fins lucrativos que atua para a promoção dos direitos das e dos jovens.

A iniciativa se dá em um contexto de crescente pressão sobre as democracias, marcado por polarização, aumento das expectativas sociais e restrições fiscais. Nesse cenário, ganha força a percepção de que as instituições nem sempre respondem de forma satisfatória às demandas da população, o que reforça a importância de compreender como as e os jovens avaliam esse ambiente e quais caminhos vislumbram para o futuro.

O “Fala, Juventude” integra a iniciativa Pontes para a Convergência, que busca promover o diálogo estruturado e a construção coletiva de soluções para fortalecer a democracia e qualificar as políticas públicas. Nesse processo, destaca o compromisso com a redução das desigualdades socioeconômicas, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis, sob as perspectivas de gênero e raça.

A pesquisa inaugura um processo contínuo de escuta, com foco em transformar percepções em insumos concretos para o debate público e para decisões mais responsivas.

Como participar: 

Jovens de 18 a 29 anos de idade que vivem na América Latina e Caribe podem responder à pesquisa até 10 de maio pelo link https://bit.ly/survey_al 

Para mais informações, visite a página do PNUD: https://www.undp.org/pt/brazil


Segunda Meia Maratona de Foz - 2026 - Inscrições Abertas

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Semana Cultural Indígena segue até 17 de abril na Comunidade Tekoha Ocoy

A Comunidade Indígena Avá-Guarani Tekohá Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, deu início na manhã desta terça-feira, 15 de abril, à 24ª Semana Cultural Indígena. O evento é realizado em parceria com o Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo e conta com o apoio dos Governos Municipal e Estadual, além da Itaipu Binacional. A programação acontece na sede da comunidade e segue aberta à visitação até o dia 17 de abril.

A programação conta com uma série de atividades voltadas à valorização e difusão da cultura indígena, com destaque para apresentações culturais, danças tradicionais, trilhas, salas temáticas, pinturas corporais, comidas típicas e exposição de artesanato. A proposta é promover o conhecimento e a vivência dos valores do povo Avá-Guarani, como a religiosidade, a música, a dança, o artesanato e o cotidiano da aldeia.

A diretora Delia Takua Yju Martínez destacou a importância do evento para o fortalecimento cultural da comunidade. “Estamos organizando a 24ª Semana Cultural para mostrar um pouco da nossa cultura, da nossa dança, da nossa comida típica e das tradições da comunidade. É um momento muito especial, em que todos se reúnem e compartilham seu artesanato, seu canto e sua dança”, ressaltou.

Representando a Itaipu Binacional, Anderson Gibathe enfatizou o simbolismo da programação. “A Semana Cultural Indígena representa uma grande oportunidade para a comunidade, sendo um dos principais eventos do ano. É por meio dela que se expressam a arte, a cultura, a religiosidade e o saber Avá-Guarani”, pontuou.

A assessora pedagógica do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu, Francielly Debona, também marcou presença e evidenciou a relevância da ação. “Viemos prestigiar esse importante movimento cultural. É um momento em que toda a tradição indígena ganha destaque, e é uma satisfação contribuir, de forma pedagógica, para sua realização”, afirmou.
A organização informa que, para melhor atendimento aos visitantes, é necessário realizar agendamento prévio pelo e-mail slitekonemoingo@escola.pr.gov.br ou pelo contato: (45) 9.8825-9777 (Diretora Auxiliar Marli). Será cobrado valor de entrada, a ser combinado.

Programação:

16/04/2026
08h00 às 11h45 – Comida típica, danças tradicionais, plantas medicinais, teatro, artesanato, sala pedagógica e armadilhas tradicionais
13h20 às 16h30 – Continuação das atividades

17/04/2026
08h00 às 11h45 – Comida típica, danças tradicionais, plantas medicinais, teatro, artesanato, sala pedagógica e armadilhas tradicionais
13h20 às 16h30 – Continuação das atividades e encerramento

Ao final, a diretora Delia Takua Yju Martínez reforçou o convite à população. “Venham conhecer de perto a nossa cultura, participar e prestigiar esse momento tão especial para a nossa comunidade”, convidou.



4ª Feira de Sementes Crioulas de Rio Branco do Sul-PR



Uploaded Image

4º Encontro dos Guardiões de Sementes Crioulas de Piên


Uploaded Image

Dia de campo do Coletivo Triunfo- SPDH: Sistema de Plantio Direto para Hortaliças


Dia de campo do Coletivo Triunfo na propriedade da família da Sônia Muniz Rodrigues, na comunidade de Barra dos Andrades, em Rebouças.

📅 30 de abril
⏰ 8h30 às 16h

Encontro voltado ao Sistema de Plantio Direto de Hortaliças + grãos (SPDH+), com foco no cuidado com o solo, uso de coberturas e práticas que vêm garantindo bons resultados nas áreas. Também será espaço para tratar dos encaminhamentos do Coletivo Triunfo para 2026.

🌼 Trazer sementes e mudas para a mandala
🥄 Trazer prato, talheres e copo
🍞 Se possível, contribuir com algo para o café da partilha

Programação
8h30 – Café da partilha
9h00 – Visita e troca sobre o SPDH+
12h00 – Almoço
13h30 – Reflexão encontro grupo de mulheres do Coletivo
13h50 – Experiências da agricultura familiar em Rebouças
14h30 – Debate sobre a ecologia dos projetos
15h30 – Agendas e encaminhamentos
16h00 – Encerramento

🌿 Atividade do Coletivo Triunfo, fortalecendo o trabalho das famílias agricultoras.
Uploaded Image

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Nações Unidas selecionam organizações sem fins lucrativos para o Hub de Inovação Intercultural de 2026

Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) com o Grupo BMW e apoio da Accenture, o Hub de Inovação Intercultural conecta pessoas e culturas, capacita organizações sem fins lucrativos e promove a inovação intercultural.

A edição de 2026 selecionará 10 projetos inovadores que promovam o diálogo intercultural, a integração e a inclusão social, com o objetivo de ampliar seu impacto e alcançar um crescimento sustentável. Entidades selecionadas receberão um subsídio financeiro de até US$ 20.000. 

Inscrições devem ser feitas até 15 de abril de 2026 através de formulário disponível na página global da iniciativa.

O secretário-geral António Guterres (sexto da esquerda na fila da frente) posa para uma foto de grupo durante o 10º Fórum Global da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, realizado em Cascais, Portugal, de 25 a 27 de novembro de 2024.
Legenda: O secretário-geral António Guterres (sexto da esquerda na fila da frente) posa para uma foto de grupo durante o 10º Fórum Global da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), realizado em Cascais, Portugal, de 25 a 27 de novembro de 2024.
Foto: © ONU/Carlos Porfiio.

A Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e o Grupo BMW, com o apoio da Accenture, anunciam o ciclo de 2026 do Hub de Inovação InterculturalComo catalisador de impacto social, o Hub conecta pessoas e culturas, capacita organizações sem fins lucrativos para enfrentar desafios interculturais complexos por meio do desenvolvimento e implementação de inovações sociais de grande impacto.

O Hub convida organizações sem fins lucrativos que se dedicam a fomentar o diálogo intercultural, promover a compreensão mútua e defender a inclusão social a se inscreverem até 15 de abril de 2026, através do formulário on-line disponível na página da iniciativa (https://interculturalinnovation.org/). As organizações selecionadas se beneficiarão de um programa de capacitação abrangente, concebido para ampliar o impacto de seus projetos.

A edição de 2026 selecionará até 10 projetos voltados para o combate à xenofobia e ao discurso de ódio; a prevenção do extremismo violento; a promoção da igualdade de gênero; o uso do esporte, da arte e da cultura como ferramentas para impulsionar a mudança social e fomentar a inclusão social; a construção de sociedades inclusivas e coesas; e o uso da inteligência artificial e das novas tecnologias a serviço da humanidade.

Entidades selecionadas receberão:

  • Apoio financeiro para o crescimento sustentável: Será concedido subsídio de até US$ 20.000 a cada projeto selecionado para ampliar suas iniciativas, acelerar o impacto de seu trabalho e reforçar a sustentabilidade de seu projeto.

  • Programa de capacitação com duração de um ano: entidades selecionadas participarão de uma série de workshops internacionais, e receberão apoio personalizado e orientação individualizada oferecidos pela UNAOC e o Grupo BMW, com apoio da Accenture.

  • Acesso a uma rede global de agentes de mudança: Projetos selecionados terão a oportunidade de ampliar suas esferas de influência, colaborar com outros agentes de mudança e participar de eventos regionais e internacionais, passando a fazer parte de uma rede global de profissionais que atuam ativamente na resolução de tensões interculturais.

Para se inscrever, leia os critérios de elegibilidade e preencha o formulário disponível em www.interculturalinnovation.org/application-process até às 18h (horário de Brasília) de 15 de abril de 2026.

Contato para a imprensa: 

O Alto Representante da UNAOC e Enviado Especial das Nações Unidas para o Combate à Islamofobia, Miguel Ángel Moratinos Cuyaubé, discursa no evento de alto nível em comemoração ao Dia Internacional de Combate à Islamofobia, em 16 de março de 2026.
Legenda: O Alto Representante da UNAOC e Enviado Especial das Nações Unidas para o Combate à Islamofobia, Miguel Ángel Moratinos Cuyaubé, discursa no evento de alto nível em comemoração ao Dia Internacional de Combate à Islamofobia, em 16 de março de 2026.
Foto: © ONU/Loey Felipe.

NOTAS PARA EDITORES: 

Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC)

UNAOC é uma iniciativa das Nações Unidas que constrói pontes entre as sociedades, promove o diálogo e a compreensão e busca forjar a vontade política coletiva necessária para cumprir essas tarefas. A UNAOC atua como organizadora e facilitadora para reunir todos os setores da sociedade, a fim de fortalecer o diálogo intercultural e inter-religioso, diminuir a hostilidade e promover o respeito mútuo e a harmonia entre os povos e as culturas do mundo. Uma iniciativa especial do secretário-geral da ONU, a UNAOC foi criada em 2005, por iniciativa dos governos da Espanha e da Turquia, sob os auspícios das Nações Unidas. Em janeiro de 2019, Miguel Ángel Moratinos assumiu o cargo de subsecretário-geral e Alto Representante da UNAOC. 

BMW Group

Com suas quatro marcas — BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad —, o BMW Group é o fabricante líder mundial de automóveis e motocicletas de luxo, além de oferecer serviços financeiros de alto padrão. A rede de produção do BMW Group conta com mais de 30 unidades fabris em todo o mundo; a empresa possui uma rede de vendas global em mais de 140 países. Em 31 de dezembro de 2024, o Grupo BMW contava com uma força de trabalho de 159.104 funcionários. O sucesso econômico do BMW Group sempre se baseou em uma visão de longo prazo e em ações responsáveis. A sustentabilidade é um elemento-chave da estratégia corporativa do BMW Group e abrange todos os produtos, desde a cadeia de suprimentos e a produção até o fim de sua vida útil.

Accenture

A Accenture é uma empresa líder em soluções e serviços que ajuda as principais empresas do mundo a se reinventarem, construindo seu núcleo digital e liberando o poder da IA para criar valor rapidamente em toda a organização, reunindo o talento de cerca de 784.000 colaboradores.O propósito da Accenture é cumprir a promessa da tecnologia e da criatividade humana, medindo o sucesso pelo valor 360° que é criado para todas as partes interessadas. 



Decisiva para a Amazônia, ação no STF sobre mudança de Parque para a Ferrogrão pode ser julgada quarta (08)


Ação questiona a constitucionalidade de alteração dos limites do Parque Jamanxim (PA) para operacionalizar ferrovia de forte interesse do agronegócio 

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar, nesta quarta-feira (08), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, uma ação decisiva para proteção ao meio ambiente e povos da Amazônia Legal. O julgamento da ação tinha sido suspenso com pedido de vista do ministro Flavio Dino, em outubro de 2025.  

Ajuizada em 2020 e de autoria do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a ADI questiona a constitucionalidade da Lei 3.452/2017, legislação originada do projeto de conversão da Medida Provisória (MP) 758/2016. Na ação o partido argumenta que a exclusão de cerca de 862 hectares do parque para destinação da área para a construção da Ferrogrão (EF-170) e da BR-163, não poderia ter sido originada de MP. Além disso, o PSOL alega retrocesso na proteção do meio ambiente pela lei. Até o momento os ministros Alexandre de Moraes e Roberto Barroso se manifestaram pelo reconhecimento de constitucionalidade da lei, posição criticada pelos movimentos e organizações. 

Para organizações como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a Aliança Chega de Soja, o julgamento pelo Supremo é decisivo porque pode definir se será permitido reduzir áreas protegidas da Amazônia para viabilizar grandes obras como a Ferrogrão, criando um precedente com impactos em toda a região.  Além disso, uma decisão favorável à alteração do Parque do Jamanxim tende a legitimar a expansão do agronegócio sobre territórios protegidos, ampliando desmatamento, conflitos e violações de direitos. Já o reconhecimento da inconstitucionalidade da lei pelo Supremo pode reafirmar a proteção constitucional e conter o avanço desse modelo. 

Com quase mil quilômetros de extensão, a construção da linha férrea que prevê um corredor logístico para escoamento da produção graneleira de Sinop (MT) até os portos em Miritituba (PA) tem sido objeto de contestação por diversos órgãos e instâncias.  

No final de março o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a suspensão da análise do projeto de concessão da Ferrogrão. A decisão acolheu os argumentos de uma representação formulada pelo Ministério Público Federal (MPF) em conjunto com organizações sociais que alertava para graves irregularidades no processo de desestatização, com destaque para a violação a consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas afetados pelo empreendimento.  Como determinada pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, os povos devem ser consultados sobre qualquer empreendimento ou medida legal que afete seus modos de vida.  

Outra crítica central ao projeto é a ausência de estudos adequados sobre impactos pelo empreendimento e que considerem os impactos cumulativos, indiretos e subdimensionados da Ferrogrão.  

“Como vamos zerar o desmatamento ilegal até 2030 com um projeto que demanda mais desmatamento – legal ou não? Não é possível falar em ser líder contra as mudanças do clima com um projeto de destruição da Amazônia. A Ferrogrão é um projeto feito para desmatar a floresta e fortalecer o agronegócio”, afirma a liderança indígena Auricélia Arapiun, do Baixo Tapajós (PA). 

Diante da lacuna de estudos, diversas organizações têm apontado em análises e perícias que, ao menos, 16 terras indígenas estão na área de influência direta do projeto, entre elas os Munduruku, Kayapó, Panará, Apiaká, Xavante, entre outros. Comunidades tradicionais, ribeirinhas, extrativistas e quilombolas também estão listadas como afetadas pela obra.   

Outra importante análise feita por organizações, entre elas a Terra de Direitos, destaca a presença de falhas no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental e uso de base de dados desatualizada. O parecer das organizações aponta que, por exemplo, foi utilizado um termo de referência de 2014 para guiar os estudos do empreendimento, uma lacuna de mais de dez anos entre a realidade coletada pelo termo e estudo do empreendimento.   
 

:: Veja o especial da Terra de Direitos e Le Monde sobre a resistência dos povos à Ferrogrão  
 

Um pouco antes os povos e comunidades tradicionais já havia condenado o empreendimento em um tribunal popular. Na sentença proferida pelos povos, o empreendimento deve ser cancelado em razão de um conjunto de violações, como do direito à consulta livre, prévia, informada e de boa-fé, a apresentação de estudos falhos e subdimensionamento dos impactos e riscos socioambientais conexos; aumento da especulação fundiária, grilagem de terras públicas, desmatamento, queimadas e conflitos fundiários; e favorecimento indevido dos interesses das empresas transnacionais Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e Amaggi. 

Mesmo a retomada pelo STF do julgamento da ação em data comum à realização do maior encontro nacional dos povos indígenas, o Acampamento Terra Livre (ATL), também foi criticada. Em nota a Articulação Nacional dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) afirma que “esperamos que o STF seja sensível aos ecos desta vitória e aos milhares de indígenas que estarão acampados em Brasília na próxima semana”. 

 A articulação nacional figura como amicus curiae (amigos da Corte) na ação, com fornecimento de subsídios e informações de contestação do empreendimento. “O Supremo tem diante de si uma decisão que ultrapassa o destino de uma ferrovia. O que está em julgamento é a validade de um modelo que transforma florestas, rios e territórios vivos em corredores de exportação, enquanto empurra para os povos indígenas e comunidades tradicionais o custo político, social e ambiental desse projeto”, denunciam.  

A organizações destacam que já há um importante precedente firmado pelo STF sobre a redução de unidades de conservação na Amazônia. No julgamento da ADI 4717, que analisou a Medida Provisória 558/2012, editada para viabilizar hidrelétricas no rio Madeira, a Corte reconheceu que a diminuição e redefinição dessas áreas por medida provisória viola o Artigo 225 da Constituição, além dos princípios da vedação ao retrocesso socioambiental e da reserva legal. Apesar disso, o STF manteve os efeitos da norma, alegando situações já consolidadas, o que resultou, na prática, na redução das áreas protegidas. O precedente consolida o entendimento de que instrumentos precários não podem ser usados para flexibilizar a proteção ambiental, ainda que sua aplicação tenha sido limitada. 

 “A expectativa é que o Supremo reafirme limites constitucionais claros à redução de unidades de conservação de proteção integral, como é o caso do Parque Nacional do Jamanxim. A utilização de medida provisória para promover esse tipo de alteração, sem o devido debate democrático e sem avaliação adequada dos impactos socioambientais, representa um precedente grave de flexibilização da proteção ambiental”, destaca a assessora jurídica da Terra de Direitos, Bruna Balbi. 

Para a organização o julgamento da ADI 6553 é uma oportunidade para o STF consolidar a vedação ao retrocesso ambiental e afirmar que não é admissível a reconfiguração de territórios protegidos para viabilizar grandes empreendimentos. “Trata-se da proteção de bens de natureza difusa, que dizem respeito não apenas aos direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, mas à integridade dos ecossistemas e aos direitos da própria natureza, com implicações para toda a coletividade e para as presentes e futuras gerações”, destaca a assessora. A organização integra a Aliança Chega de Soja e atua no apoio às organizações indígenas na ação.  

Espinha dorsal para o agronegócio  
Entendida como central para expansão do agronegócio, a Ferrogrão é projeto de sustentação do Arco Norte. O chamado “Arco Norte” inclui conjunto de obras, como rodovias, ferrovias, hidrovias e portos para o escoamento de commodities agrícolas pela Amazônia, especialmente soja e milho, em direção a portos do Norte e Nordeste.  

 Na avaliação dos povos indígenas e organizações sociais, o Arco Norte materializa um modelo de desenvolvimento que aprofunda desigualdades e pressões territoriais. Ao impulsionar obras como hidrovias e ferrovias, entre elas a Ferrogrão, o projeto atua como vetor de desmatamento, grilagem e conflitos socioambientais, atingindo diretamente povos indígenas, comunidades quilombolas e populações tradicionais. 

“Não se trata apenas de uma solução logística, mas de um projeto de reconfiguração do território amazônico orientado por interesses econômicos, que desconsidera direitos coletivos e intensifica as dinâmicas de desmatamento, conflitos e crise climática”, destaca a Terra de Direitos. 

A intensificação de empreendimentos da Amazônia não é iniciada pela Ferrogrão. Desde 2013, ano em que foi instituída a Lei de Portos, o número de portos para escoamento da produção do agronegócio pelo Rio Tapajós dobrou – um aumento de 105%, como aponta o estudo “Portos e Licenciamento Ambiental no Tapajós”, elaborado pela Terra de Direitos.  

Medidas como a privatização dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins também são vistas como centrais pelas transnacionais do agronegócio para escoar a soja.  A iniciativa não teve avanço em razão da resistência dos povos indígenas do Tapajós. Depois de intensa mobilização por 31 dias na ocupação de terminal da Cargill, em Santarém (PA), foi revogado o Decreto Federal nº 12.600/2025 que incluía os rios no Plano Nacional de Desestatização. 


Fonte: Assessoria de comunicação Terra de Direitos