sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Combate à corrupção: UNODC e Petrobras apoiam pequenas e médias empresas


No Dia Internacional de Combate à Corrupção, 9 de dezembro, data que marca a assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) - guardião da UNCAC - e a Petrobras reforçam a importância de apoiar pequenas e médias empresas  na adoção de padrões elevados de integridade, transparência e gestão de riscos.

Parceria já capacitou 331 participantes de mais de 200 empresas e lançou uma Matriz de Riscos de Integridade com manual, cartilha e FAQ voltados às pequenas e médias empresas.

Foto: © UNODC Brasil

Neste 9 de dezembro, Dia Internacional de Combate à Corrupção e data que marca a assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil — guardião da UNCAC — e a Petrobras reforçam a importância de apoiar pequenas e médias empresas (PMEs) na adoção de padrões elevados de integridade, transparência e gestão de riscos.

Desde outubro de 2025, as duas instituições realizaram quatro treinamentos presenciais (Rio de Janeiro e São Paulo), além de dez edições online, alcançando 331 participantes de 247 PMEs diferentes, com previsão de novas turmas em janeiro. Os treinamentos compõem o Projeto de Fortalecimento da Integridade de PMEs, voltado à cadeia de suprimentos do setor de energia. A parceria entre UNODC e Petrobras busca traduzir diretrizes internacionais – como a própria UNCAC – em ações concretas de capacitação e ferramentas práticas para o dia a dia das empresas.

Os encontros presenciais contaram com a participação de parceiros como SEBRAE, Controladoria-Geral da União, Pacto Global, BNDES, Siemens Brasil, Vale, Equinor e TotalEnergies nas rodas de conversa, ampliando o diálogo sobre integridade na cadeia de valor do setor de energia. Para apoiar a implementação das práticas discutidas em sala, o projeto desenvolveu a Matriz de Riscos de Integridade para PMEs, acompanhada de um Manual para Preenchimento, que detalha o passo a passo para mapear, avaliar e tratar riscos de integridade, incluindo critérios de probabilidade e impacto, mapeamento de controles internos e definição de risco residual. 

Complementarmente, uma Cartilha da Matriz de Riscos de Integridade apresenta, em linguagem acessível, os principais conceitos, componentes e benefícios da ferramenta, mostrando como ela pode ser usada por empresas de diferentes portes e segmentos, ainda que com estruturas reduzidas. O conjunto se completa com o FAQ da Matriz de Riscos de Integridade, que responde às dúvidas mais comuns das PMEs sobre integridade, gestão de riscos, desenho de controles, planos de ação e relação da Matriz com programas de compliance e padrões internacionais, como ISO 31000, COSO ERM e diretrizes de órgãos nacionais e internacionais.

No Dia Internacional de Combate à Corrupção, UNODC e Petrobras ressaltam que fortalecer a integridade de pequenas e médias empresas significa proteger empregos, contratos e cadeias produtivas inteiras, aproximando a prática empresarial cotidiana dos compromissos assumidos pelos Estados na UNCAC e contribuindo para uma economia mais ética e sustentável.

Foto: © UNODC Brasil

Cooperação Internacional e boas práticas brasileiras

Ainda em 2025, A Petrobras e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil participarão da 11ª sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (COSP), principal instância de decisão do tratado anticorrupção da ONU, que será realizada de 15 a 19 de dezembro de 2025, em Doha, no Catar. Na ocasião, as instituições apresentarão boas práticas nacionais em integridade e governança em eventos paralelos como BRICS: Incentivos para que o Setor Privado Adote Medidas de Integridade, Caminhos Digitais para a Integridade: Ferramentas e Práticas para a Transparência na Governança das Contratações Públicas e Cooperação pela Integridade: Mecanismos de Controle que Impulsionam Mudanças Sustentáveis, com participação de órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), Itaipu Binacional, Siemens Energy e a Associação das Autoridades Anticorrupção da África Oriental.

Em linha com essa agenda internacional, o UNODC, em parceria com a OCDE, lançou em 2024 a publicação "A Resource Guide on State Measures for Strengthening Business Integrity", que oferece a Estados e ao setor privado um quadro de referência para promover a integridade empresarial, com estudos de caso e boas práticas que dialogam diretamente com os objetivos do projeto realizado com as PMEs do setor de energia no Brasil.


UNAIDS e Globo lançam campanha sobre estigma relacionado a pessoas vivendo com HIV e AIDS


Para celebrar o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o UNAIDS e a Globo lançaram uma campanha que aborda o estigma e a discriminação em relação às pessoas que vivem com HIV. 

Com imagens de personagens marcantes da dramaturgia brasileira, a iniciativa mostra que, após 40 anos da resposta ao HIV no Brasil, viver com o vírus não define ninguém — mas o preconceito, sim.

Foto: © UNAIDS Brasil/Thiago Santos

Para celebrar o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o UNAIDS e a Globo lançaram uma campanha que aborda o estigma e a discriminação em relação às pessoas que vivem com HIV. Com imagens de personagens marcantes da dramaturgia brasileira, a iniciativa mostra que, após 40 anos da resposta ao HIV no Brasil, viver com o vírus não define ninguém — mas o preconceito, sim.

A data é simbólica por celebrar a vida de quem vive com HIV, lembrar das milhares de pessoas que — no Brasil e no mundo — não puderam testemunhar os avanços no tratamento e evidenciar que ainda temos um longo caminho na busca por uma sociedade livre de estigma e discriminação.

"Reconhecemos que as mensagens sobre HIV precisam ser comunicadas de forma que as pessoas entendam. Celebramos essa colaboração com a TV Globo para que falemos sobre estigma e discriminação relacionada ao HIV confiando no poder da televisão aberta para alcançar pessoas que muitas vezes não têm acesso às informações disponíveis na internet ou redes sociais. A linguagem estigmatizante gera comportamento discriminatório e é essa a mudança que queremos promover", destaca Andrea Boccardi Vidarte, diretora e representante do UNAIDS no Brasil.

Em 2024, segundo dados do Índice de Estigma em relação às pessoas que vivem com HIV, lançado por organizações da sociedade civil com apoio do UNAIDS, 52,9% das pessoas com sorologia positiva para o HIV já sofreram ou vivenciaram algum tipo de discriminação apenas por viverem com o vírus.

"Com o avanço da ciência, felizmente, muitas pessoas que vivem com HIV, vivem com qualidade. Não podemos permitir que o preconceito dificulte a inserção dessas pessoas na sociedade. A melhor forma de proteção para todos é informação e respeito. A Globo apoia essa causa e lança esta campanha, em parceria com o UNAIDS, como forma de combate ao estigma e de valorização da vida. Juntos, com conhecimento e empatia, podemos construir uma sociedade mais justa e acolhedora para todos", explica Ana Paula Brasil, gerente de Valor Social da Globo.

A parceria em campanhas entre a área de Responsabilidade Social da Globo e o UNAIDS é de longa data. No âmbito da campanha "Viver Melhor", houve inserções em "Malhação – Seu Lugar no Mundo", direcionadas ao público jovem; na série original do Gshow "Eu Só Quero Amar", com temas como prevenção, tratamento e testagem, profilaxia pós-exposição (PEP), convívio familiar e escolar, bullying, leis e direitos de pessoas vivendo com HIV e, principalmente, histórias de amor entre casais sorodiferentes; e na novela "Totalmente Demais", para incentivar a adoção de crianças vivendo com HIV.

campanha é exibida na TV Globo, que alcança em média 70 milhões de pessoas por dia em território nacional, entre os dias 01 e 20 de dezembro de 2025. 



OIT divulga diagnóstico inédito sobre trabalho infantil no Brasil

Um diagnóstico inédito da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a maioria das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no país são jovens negros que vivem fora das capitais e regiões metropolitanas. 


Em 2023, 1,6 milhão de crianças e adolescentes estavam nessa condição, sendo 586 mil em atividades perigosas. 

O estudo reforça que a erradicação do trabalho infantil exige ações intersetoriais, fortalecimento da rede de proteção e políticas públicas sustentáveis.

Estudo realizado a partir de dados oficiais atualizados e inéditos revela avanços e desafios para a erradicação do trabalho infantil no país.
Legenda: Estudo realizado a partir de dados oficiais atualizados e inéditos revela avanços e desafios para a erradicação do trabalho infantil no país.
Foto: © OIT


Jovens negros que moram fora das capitais e regiões metropolitanas. Esse é o perfil majoritário das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no Brasil, segundo um diagnóstico inédito realizado pelo Escritório da 
Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil

O estudo "Dimensões do Trabalho Infantil no Brasil: desafios persistentes e caminhos para acelerar a erradicação" reúne informações de diversas fontes oficiais de 2023 e apresenta uma avaliação detalhada sobre o perfil das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, incluindo suas condições de vida, escolaridade, ocupações e riscos associados. 

"Os resultados desse diagnóstico inédito reforçam como o trabalho infantil no Brasil está associado a desigualdades sociais, raciais e de gênero, e que sua erradicação exige ações intersetoriais, fortalecimento da rede de proteção, ampliação da fiscalização e políticas públicas sustentáveis", disse o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro. 

O diagnóstico destaca ainda que a proteção de crianças e adolescentes é um elemento essencial dos direitos humanos. Também traz informações sobre ações de fiscalização, acolhimento e políticas públicas, além de recomendações para erradicação do trabalho infantil até 2025, conforme a meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Resultados principais

Em 2023, havia 1,607 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, o equivalente da 4,2% do total de crianças e adolecentes nessa faixa de idade e o menor número da série histórica do IBGE iniciada em 2016.  Desse total, 586 mil -  ou cerca de quatro em cada 10 - exerciam trabalho em condições perigosas, insalubres ou degradantes. 

No mesmo período, entre essas crianças e adolescentes, a maioria era de meninos (1,026 milhão),  negros (1,259 milhão), entre 16 e 17 anos (895 mil), vivendo em áreas urbanas (1,174 milhão), fora das capitais e regiões metropolitanas (1,291 milhão) e nas regiões Nordeste (506 mil) e Sudeste (478 mil).

A maioria das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil atuava como empregados (676 mil) ou trabalhadores na produção para próprio consumo (425 mil) na agropecuária (443 mil), no comércio (316 mil) e em serviços (419), com destaque para ocupações perigosas como vendedores e trabalhadores em restaurantes. 

Mas quando analisado o Trabalho Infantil Doméstico (TID), atividade exercida por a 77 mil crianças e adolescentes em 2023, o perfil muda e a maioria passa a ser de meninas (82%) e negras (62%). 

Os dados oficiais do IBGE relativos a 2024, lançados após a conclusão deste diagnóstico, mostram uma interrupção da trajetória de queda do contingente em situação de trabalho infantil no Brasil, com 1,650 milhão (4,3% do total de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade) em situação de trabalho infantil e 560 mil exercendo uma das piores formas de trabalho, números que afastam ainda mais o país do alcance da meta 8.7 dos ODS de erradicar o trabalho de crianças e adolescentes até 2025.

Avanços, pandemia e desafios 

O trabalho infantil está fortemente associado à pobreza, desigualdade racial e de gênero. A maioria das crianças em situação de trabalho infantil vive em domicílios com renda per capita de até meio salário-mínimo (786 mil). Apesar de 86,1% frequentarem a escola, esse número é inferior à média nacional (97,5%), indicando vulnerabilidade educacional. 

A pandemia da COVID-19 agravou o problema, com aumento do contingente em 2022 para 1,88 milhão (4,9%), embora reduzido posteriormente em 2023.

Assistência Social e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Entre 2017 e 2025, segundo o estudo, os Centros de Referência (CRAS/CREAS) acolheram 7.233 crianças em situação de trabalho infantil e 1.931 vítimas de exploração sexual. Enquanto auditorias fiscais retiraram 12.697 crianças entre 2017 e 2024, 44% em atividades ao ar livre sem proteção ou em vias públicas.

Apenas 2,6% dos municípios possuem delegacias especializadas para proteção da infância; 19% têm legislação específica contra violência sexual. O programa MAPEAR da Polícia Rodoviária Federal identificou 17.687 pontos vulneráveis à exploração sexual infantil nas rodovias federais, com destaque para os estados de Minas Gerais e Piauí.

Recomendações

O estudo reforça que o trabalho infantil no Brasil está associado a desigualdades sociais, raciais e de gênero, e que sua erradicação exige ações intersetoriais, fortalecimento da rede de proteção, ampliação da fiscalização e políticas públicas sustentáveis.  Por isso, apresenta uma série de recomendações para ajudar na erradicação do trabalho infantil, entre elas: 

  • Produção regular de estatísticas específicas sobre trabalho infantil e uso de plataformas de dados como o Smartlab para monitoramento.
  • Garantia de orçamento para ações de erradicação do trabalho infantil.
  • Identificação escolar de crianças em situação de trabalho infantil e ampliação da jornada escolar com oferta de cultura e qualidade de ensino.
  • Fortalecimento da aprendizagem profissional inclusiva (API).
  • Proteção social ampliada para famílias vulneráveis com expansão de políticas de transferência de renda condicionadas.
  • Políticas fiscais e setoriais sustentáveis para geração de emprego com promoção do trabalho decente para famílias vulneráveis.
  • Fortalecimento da fiscalização com suporte das polícias e agências, incluindo a melhoria da estrutura dos CRAS/CREAS nos municípios.
  • Infraestrutura mínima para emergências como pandemias e eventos climáticos.


Lula diz que ma não sabe descascar banana

"Eu queria até fazer um apelo. Se o Zema quiser, eu posso fazer um cursinho à distância para ensiná-lo a descascar banana e comer", afirmou Lula, durante a Caravana Federativa em Belo Horizonte.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Ypê plantará uma árvore a cada litro de amaciante concentrado Ypê Green até chegar a 200 mil unidades




A Ypê já plantou mais de 1 milhão de árvores. Falta você!


WWF Brasil - Dia Internacional da Onça-pintada


Declaração da Cúpula dos Povos defende agroecologia e soberania alimentar como solução para crise climática

Paralelamente, na agenda da sociedade civil (especialmente nas declarações e posicionamentos apresentados no Pavilhão da Sociedade Civil e na Cúpula dos Povos) a agroecologia foi destacada como estratégia central para garantir a soberania alimentar e combater a crise climática. As organizações e movimentos sociais representados na Cúpula dos Povos demandam uma transição justa, soberana e popular e destacam que as comunidades periféricas são as mais afetadas pelos eventos climáticos extremos e pelo racismo ambiental.

Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil

Declaração de Belém reconhece a importância estratégica de agricultores familiares e povos tradicionais


Um dos marcos políticos da Cúpula do Clima de Belém foi a "Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática centrada nas Pessoas", que declara apoio aos "pequenos produtores de alimentos como agentes de resiliência".

O documento enfatiza que "agricultores familiares e de pequena escala, pescadores artesanais, criadores tradicionais, povos indígenas e comunidades locais, trabalhadores rurais e outros grupos cujos meios de vida dependem dos recursos naturais estão entre os mais vulneráveis às mudanças climáticas.

No entanto, quando devidamente apoiados por investimentos adequados, acesso a financiamento e políticas públicas direcionadas, são essenciais para sistemas alimentares sustentáveis, uso racional da água, manejo sustentável de ecossistemas, desenvolvimento econômico e estabilidade social, sob uma abordagem de transição justa".

Fonte: Boletim Sementes Crioulas: por uma alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos





quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O que muda no Imposto de Renda

Nesta quarta-feira (26), o presidente Lula sancionou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. A proposta, aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado, passa a valer em 2026.

A medida reduz a carga tributária na folha de pagamento da maioria dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, estabelece uma alíquota mínima de 10% sobre lucros e dividendos para pessoas com renda anual superior a R$ 600 mil, atingindo os 0,13% mais ricos do país.

  • ✅ A nova faixa de isenção começa a valer em janeiro de 2026

  • ✅ Quem ganha até R$ 7,3 mil terá desconto parcial

  • ✅ Altas rendas pagarão no mínimo 10%, com retenção mensal a partir de R$ 50 mil

  • ✅ A renúncia fiscal pode chegar a R$ 31,7 bilhões por ano

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Queda do PIB devido a taxa Selic alta

Na semana passada, o IBC-Br, indicador que antecipa o PIB, registrou queda de 0,2% em setembro e recuo de 0,9% no terceiro trimestre, puxado principalmente pela forte retração na agropecuária.

A estimativa de crescimento para 2025 foi revisada para 2,2%, impactada pela taxa Selic de 15% ao ano, que restringe consumo e concessão de crédito.  

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Foz do Iguaçu e o preço político do isolamento

A Caravana Federativa, que reuniu na semana passada em Foz do Iguaçu mais de trinta ministérios e representantes do Governo Federal, mostrou o tamanho do compromisso do presidente Lula com o Paraná e com a reconstrução das políticas públicas no país. Foram anunciados investimentos diretos em educação, cultura, saúde e inclusão social, somando centenas de milhões de reais e impactando positivamente dezenas de municípios.

O prefeito de Foz do Iguaçu, General Silva e Luna, que deveria ter liderado o diálogo entre o município e o Governo Federal, limitou-se a uma presença protocolar. Participou da abertura e logo foi embora. Enquanto prefeitos de todo o Estado aproveitaram a oportunidade para firmar convênios e destravar investimentos, Foz, que sediava o evento, saiu de mãos vazias.

O que se viu foi um prefeito distante, incapaz de exercer liderança, e um secretariado ausente, alheio à maior mobilização federativa do país. Essa postura reflete um governo que se isolou, que perdeu a base política que o elegeu e que insiste em governar como se a cidade fosse um quartel, de forma fechada, hierárquica e indiferente aos anseios da população.

Na condição de vereadora de Foz do Iguaçu, testemunho que com dez meses de mandato, Silva e Luna acumula um legado de promessas não cumpridas e um vazio de resultados concretos. O discurso de eficiência técnica, que seduziu parte do eleitorado, desmoronou diante da falta de planejamento e da incapacidade de entrega.

Nossa cidade vive hoje uma crise de gestão e de propósito. São 136 mil pessoas na fila da saúde, ruas esburacadas em pleno corredor turístico, escolas com reclamações diárias e contratos milionários sem transparência.

Enquanto a população clama por respostas, o governo militar de Silva e Luna se ocupa de pautas ideológicas e disputas irrelevantes, numa tentativa de mascarar a ausência de ação.

Na outra ponta, o contraste com o que o Governo Federal tem feito no Paraná é gritante. Durante a última edição da Caravana Federativa, o Governo do presidente Lula formalizou repasses e convênios em diversas áreas, com destaque para a doação de imóveis da União a entidades sociais, a distribuição de 500 computadores para inclusão digital e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que garantirá 62 toneladas de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade.

Também foram anunciados R$ 60 milhões da Lei Aldir Blanc e R$ 27 milhões do Novo PAC para 14 CEUs da Cultura no Paraná, incluindo o de Foz do Iguaçu, além de ações da Itaipu Binacional em educação, energia renovável e inclusão.

Tudo isso demonstra que o povo de Foz do Iguaçu merece mais do que improviso e slogans. Merece uma gestão comprometida com os que mais precisam, que volte a olhar para a cidade e para o país com a devida relevância que nossa gente merece, que recupere a capacidade de diálogo e que trabalhe de verdade.

Chega de bravata, General.

Fonte: Brasil de Fato.